Vigília Pascal reúne fiéis em Itabuna e destaca a vitória da luz de Cristo sobre as trevas.

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Na noite deste sábado, 4 de abril, o pároco da Paróquia Santa Rita de Cássia, Frei Luciano Martins, em Itabuna, no sul da Bahia, presidiu, às 19h, a solene Vigília Pascal na igreja matriz, concluindo o Tríduo Pascal. A celebração foi concelebrada pelo padre Idário, da Diocese de Eunápolis, no extremo sul baiano, reunindo fiéis para uma das liturgias mais importantes do calendário cristão.
 
Conforme a tradição litúrgica, a celebração teve início no estacionamento da igreja, com a bênção do fogo novo e a preparação do Círio Pascal. Em seguida, os fiéis seguiram em procissão até o interior do templo, que inicialmente se encontrava às escuras, simbolizando a realidade da morte. Com o anúncio da Páscoa e o acendimento das velas, a igreja foi sendo iluminada, representando a vitória da luz de Cristo.
 
Durante a Liturgia da Palavra, foram proclamadas as leituras do Antigo Testamento e a Epístola de São Paulo aos Romanos, conduzindo os presentes por uma síntese da história da salvação. Ao som do Glória e com o repicar dos sinos, a assembleia celebrou a Ressurreição do Senhor, renovando a esperança cristã.
 
Na homilia, Frei Luciano destacou o significado profundo da Vigília Pascal como a mais importante de todas as celebrações da Igreja. “Irmãos e irmãs, como nos lembra Santo Agostinho, estamos celebrando a Vigília Pascal, a mãe de todas as vigílias. É a noite em que a escuridão é transformada em luz, em que a esperança vence o medo e ilumina os nossos corações com a certeza da ressurreição de Cristo”, afirmou.
 
O religioso ressaltou ainda que a luz de Cristo é sinal de vitória sobre as trevas da existência humana. “A luz de Cristo ilumina as trevas dos nossos corações e da nossa vida. Aquilo que parecia derrota na cruz revela-se agora como vitória sobre a morte. Para a Igreja, a morte não tem a última palavra, porque Cristo ressuscitou”, proclamou.
Frei Luciano também recordou o silêncio vivido na Sexta-feira Santa e o retorno do canto do Aleluia como expressão da vida nova. “Depois do grande silêncio, a Igreja volta a cantar Aleluia. É o canto da vitória de Cristo sobre o pecado e sobre a morte, o canto da vida nova que nos é oferecida”, disse.
 
Ao concluir a reflexão, o pároco convidou os fiéis a permanecerem unidos a Cristo ressuscitado. “Que nossas vidas estejam sempre unidas à paz de Cristo e que tenhamos, com nossas famílias, uma Páscoa abençoada”, finalizou.
Após a homilia, a celebração seguiu com a Liturgia Batismal, com a ladainha de todos os santos, a bênção da água e a renovação das promessas do batismo, e, em seguida, a Liturgia Eucarística.
 
A Vigília Pascal foi transmitida ao vivo pelo canal oficial da paróquia no YouTube e pode ser assistida na íntegra em: https://www.youtube.com/@igrejasantaritaoficial
 
Além da celebração pascal, a vivência do Tempo da Quaresma foi marcada por sinais litúrgicos que ajudam na preparação espiritual dos fiéis, como o costume de cobrir imagens e crucifixos. A prática, realizada a partir do quinto domingo da Quaresma, convida os cristãos a um recolhimento mais profundo diante do mistério da Paixão de Cristo.
Segundo a tradição da Igreja, esse gesto representa um jejum dos olhos, direcionando a atenção dos fiéis para o Cristo crucificado e preparando o coração para a celebração da Sexta-feira Santa, quando o crucifixo é novamente apresentado para a adoração. Mais do que uma norma, trata-se de um sinal pedagógico que conduz à contemplação do amor redentor de Jesus.
 
Ao longo da Quaresma, a Igreja propõe um caminho de conversão, oração e penitência. A partir da quinta semana, a liturgia volta-se de modo mais intenso para a Paixão do Senhor, culminando no Tríduo Pascal, centro da fé cristã. Nesse contexto, a Vigília Pascal se apresenta como o ponto alto, celebrando a vitória definitiva de Cristo sobre a morte e renovando a esperança de toda a Igreja.

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