A Diocese de Itabuna, no sul da Bahia, publicou uma reflexão em homenagem ao padre Simeon Torres, missionário que faleceu na terça-feira, 10 de março de 2026, aos 84 anos. O texto, intitulado Da Páscoa definitiva de um missionário ao testemunho da universalidade da Igreja, é assinado pelo padre Badacer Neto, pároco da Paróquia Senhor Deus Menino, no município de Ibicaraí.
Natural da Colômbia, padre Simeon Ibarra Torres nasceu em 22 de abril de 1941 e dedicou grande parte de sua vida ao serviço da Igreja Católica. Ao longo de décadas de ministério sacerdotal, destacou-se pelo zelo pastoral, pela dedicação à evangelização e pela proximidade com as comunidades onde atuou, especialmente no interior da Bahia, na Diocese de Itabuna, onde construiu uma trajetória marcada pela simplicidade, acolhimento e compromisso missionário.
Na reflexão, o autor destaca a missão como elemento central da vida da Igreja, ressaltando que ela constitui sua essência e razão de existir. Segundo o sacerdote, a missão expressa o desejo de Jesus Cristo de que todos sejam um, superando barreiras culturais, sociais e geográficas, formando um único povo de Deus.
O texto também recorda a trajetória do padre Simeon Torres como expressão concreta dessa missão. Missionário colombiano, ele deixou sua terra natal, na Diocese de Garzón, para viver sua vocação no Brasil, onde foi acolhido e se tornou parte da comunidade local, sendo reconhecido como irmão, amigo e pai espiritual.
A celebração de despedida do missionário é apresentada como um testemunho concreto da universalidade da Igreja. Fiéis, sacerdotes e pessoas vindas de diferentes localidades participaram das exéquias, demonstrando a comunhão entre povos e culturas que caracteriza a missão cristã. Em Itororó, onde atuava, a Paróquia Santo Antônio reuniu a comunidade em oração, com celebrações realizadas na Igreja Matriz, incluindo missa e rito de sepultamento.
Ainda segundo a reflexão, a presença e o testemunho do missionário reforçam que a Igreja se concretiza nas experiências locais, por meio do encontro e da vivência comunitária. A missão, nesse contexto, é apontada como caminho de construção da fraternidade universal desejada por Cristo.
Ao final, o autor convida os fiéis a redescobrirem o sentido da missão em suas próprias vidas, destacando que ela permanece como elemento essencial para a vivência da fé e para a unidade da Igreja.
Comments
No comment