Uma comunicação que supera qualquer tecnologia

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Com o auge da informática no mundo, a comunicação interpessoal tornou-se mais fácil, porém com alguns agravantes, tais como a mecanicidade da comunicação, o meio virtual distanciando as pessoas, impedindo o corpo a corpo e o olho no olho e, visceralmente, invalidando ou desprezando a qualidade das pessoas, pois é uma comunicação vinculada às mídias sociais. Com isso se ampliam consideravelmente as várias possibilidades de se comunicar. Contudo, em meio às diferentes probabilidades de comunicação, uma jovem conseguia se destacar devido a seu modo original de comunicar.

Helena Hojerry Diahem era chamada por seus amigos de trabalho de HD. Seu trabalho era como dos outros funcionários, porém ela se destacava pela atenção dispensada a cada cliente.

Olho no olho! A jovem trabalhadora tinha a vocação de atendimento ao público, falava com seus olhos; seus gestos eram todos de comunicação. Ela, sem ter consciência, apresentava a cada cliente uma nova forma de comunicar: a comunicação da vida. Nesta comunicação, o corpo fala. Ele comunica com as vidas que se aproximam dele. Seu dizer era tão somente para as pessoas viverem a vida.

Insistia sempre com as pessoas, dizendo-lhes: “Deixa de cultivar o medo. Deixa disso. Vai viver!”

Quando não se está lutando para não pegar um vírus ou qualquer outra enfermidade, estamos tendo outras lutas, vivendo sem condicionar nossa vida.

Com medo ou sem medo, se tiver que pegar uma doença letal, vai pegar. Nossa luta diária é pela sobrevivência. Não se permite deixar de viver esperando pela incerteza.

Vai sem medo viver sua vida. Leve sua família para se divertir, se ainda não tenha feito. Ninguém fica de tocaia dentro de casa esperando o ladrão chegar. Ele, portanto, chega quando ninguém está esperando por sua visita. Não seja você mesmo o ladrão do sonho de viver de sua família. Deixe que cada pessoa cresça a cada dia com todas as incertezas desta vida, pois é justamente por ser incerto o dia de amanhã que ele se torna mais esperado. Deste modo, não espere o amanhã para poder viver com intensidade o dia, viva o hoje, pois ele era o seu futuro do dia de ontem.

Só uma coisa posso dizer: se hoje for o meu fim, eu tenho que estar preparado para esta partida. Tenho que estar pronto a cada dia para viver e para chegar ao fim. Diante do viver e do morrer, a única comunicação que um ser humano pode esperar é pelo fim de sua vida. Assim, enquanto se destacava no trabalho por conseguir viver bem a cada dia, Helena, ou como a chamava seus colegas, HD conseguia mostrar para as pessoas que as mídias sociais podem muito bem ajudar as pessoas a se comunicarem, mas a melhor comunicação é aquela que mora dentro de cada pessoa e se externa com a manifestação corporal.

Padre Joacir d’Abadia, filósofo, autor de 12 livros. Em breve vai publicar os livros: “o Humano do Padre”, “Aos cuidados da sabedoria” e “Vivás-Vasti: o contemplador”. Segue aí nas Mídias Sociais _

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