São Francisco Xavier: soteropolitanos festejam o padroeiro da cidade, amanhã (10)

O padroeiro da cidade de Salvador, São Francisco Xavier, será festejado no dia 10 de maio. O tema escolhido para este ano é “São Francisco Xavier, servidor do Evangelho, devoto de Maria, testemunha do Salvador e defensor da vida”.

Na véspera da festa, dia 9 de maio, às 16h, na Igreja São Pedro dos Clérigos (Terreiro de Jesus), acontecerá um momento de oração e logo em seguida haverá o translado da relíquia de São Francisco Xavier (imagem do santo com um relicário que contém um pequeno osso do seu corpo) para a Câmara Municipal de Salvador, com recepção pela presidência e por vereadores.

No dia festivo, 10 de maio, às 15h, a relíquia de São Francisco Xavier será conduzida da Câmara Municipal para a Igreja São Pedro dos Clérigos. Como acontece todos os anos, o andor será carregado por vereadores e guias de Turismo. Os festejos serão encerrados com a Missa Solene presidida pelo Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger, às 16h.

São Francisco Xavier

No calendário litúrgico católico, a festa de São Francisco Xavier é celebrada no dia 3 de dezembro. Então, por que em Salvador essa festa ocorre no dia 10 de maio?

Ainda nos tempos coloniais e do Brasil império, nossa cidade foi assolada, duas vezes, pela peste: uma em 1686 pela febre amarela e a outra, pela cólera morbus, em 1855. Como São Francisco Xavier morrera de peste, os jesuítas, sem duvida foram eles, sugeriram à população implorar a intercessão do santo. O atendimento foi imediato.

A peste cessou logo. Houve então um movimento popular que atingiu as autoridades locais (no tempo o chamado Senado da Câmara) e foi dirigido ao papa de então, um pedido para que fosse declarado São Francisco Xavier padroeiro de nossa cidade. Em bula solene, datada de 10 de maio, foi São Francisco Xavier proclamando padroeiro, quer dizer, protetor especial da capital da Bahia.

Nessa época, o povo e as autoridades, em grande regojizo, com grandes manifestações públicas, se comprometeram a celebrar, cada ano, no dia 10 de maio, esse valioso patrocínio do Santo Jesuíta, e realizar, à custa do erário da municipalidade, e sob sua égide, uma procissão e mais solenidades religiosas condizentes.

Vida de São Francisco Xavier

A Igreja que na sua essência é missionária, teve no século XV e XVI um grande impulso do Espírito Santo para evangelizar a América e o Oriente. No Oriente, São Francisco Xavier destacou-se com uma santidade que o levou a ousadia de fundar várias missões, a ponto de ser conhecido como “São Paulo do Oriente”. Francisco nasceu no castelo de Xavier, na Espanha, a 7 de abril de 1506, sofreu com a guerra, onde aprendeu a nobreza e a valentia; com dezoito anos foi para Paris estudar, tornando-se doutor e professor.

Vaidoso e ambicioso, buscava a glória de si até conhecer Inácio de Loyola, com quem fez amizade; e que sempre repetia ao novo amigo: “Francisco, que adianta o homem ganhar o mundo inteiro se perder a sua alma?” Com o tempo, e intercessão de Inácio, o coração de Francisco foi cedendo ao amor de Jesus, até que entrou no verdadeiro processo de conversão; o resultado se vê no fato de ter se tornado cofundador da Companhia de Jesus.

Já como Padre, e empenhado no caminho da santidade, São Francisco Xavier foi designado por Inácio a ir em missão para o Oriente. Na Índia, fez frutuoso trabalho de evangelização que abrangeu todas as classes e idades, ao avançar para o Japão, submeteu-se em aprender a língua e os seus costumes, a fim de anunciar um Cristo encarnado. Ambicionando a China para Cristo, pôs-se a caminho, mas em uma ilha frente a sua nova missão, veio a falecer por causa da forte febre e cansaço.

Esse grande santo missionário entrou no Céu com quarenta e seis anos, e percorreu grandes distâncias para anunciar o Evangelho, tanto assim que se colocássemos em uma linha suas viagens, daríamos três vezes a volta na Terra. São Francisco Xavier, com dez anos de apostolado, tornou-se merecidamente o Patrono Universal das Missões ao lado de Santa Teresinha do Menino Jesus.

Por  Patrícia Luz e Sara Gomes

Assessoria de Comunicação da Arquidiocese de Salvador

 

 

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