“Encorajo-os a promover a reflexão e o diálogo em suas dioceses, a formar e apoiar aqueles que querem comprometer-se a servir a civilização do amor.”
O ministério nasce da proximidade com Jesus
O primeiro mandato que o Papa ofereceu aos bispos é o de “permanecerem com Jesus”. Isto é o mais importante, afirmou o Pontífice, porque “somos bispos”, mas antes de tudo “discípulos”. E para falar de Cristo, “precisamos estar com Ele”. “Para guiar o seu povo, devemos deixar-nos guiar por Ele todos os dias.”
“Por isso, valorize sempre o seu tempo com o Senhor: a Eucaristia, a Palavra de Deus, a oração e aqueles momentos em que você pode estar na sua presença com o coração simples do discípulo que se deixa amar pelo seu Senhor.”
O ministério “nasce daí” e assim “o serviço torna-se mais sereno, mais livre e mais fecundo”.
Amar seu povo
Um segundo aspecto que o Papa Leão destacou foi ter um coração “totalmente doado aos irmãos”. Doado aos sacerdotes e diáconos que ordenarão, aos jovens sempre “cheios de entusiasmo”, aos religiosos e religiosas, aos missionários, aos catequistas e às famílias, testemunhas de uma “generosidade silenciosa”. “O bispo – afirmou o Papa – é um homem que aprende cada dia mais a amar o seu povo: a conhecer as alegrias e as tristezas do seu povo, a partilhar os seus sonhos, a alegrar-se ao ver crescer as comunidades”.
“Amem as pessoas que o Senhor lhes confiou. Aprendam seus nomes, ouçam suas histórias, entrem em suas casas quando puderem, rezem com elas.”
Portanto, a “presença” é importante, especialmente nas Igrejas jovens: “Ela diz muito, mesmo antes das palavras”. “Uma visita, uma bênção, um tempo dedicado a um sacerdote, ouvir uma família, conversar com um jovem: são pequenos gestos, mas que podem permanecer na alma de uma pessoa por toda a vida”, assegurou o Papa Leão XIV.
Que os sacerdotes encontrem no bispo um pai e um irmão
Na mesma linha, ele exortou à “solicitude pastoral”, que “não significa simplesmente ter muitas responsabilidades”, mas sim demonstrar a verdadeira “paternidade episcopal”, “ter uma grande alma, grande o suficiente para acolher a todos”. A esse respeito, Leão XIV citou o Papa Francisco, que lembrou que “a proximidade é uma das características de Deus com o seu povo”. “Palavras preciosas para nós!” O Papa Prevost afirmou: “Que as pessoas sintam, através da nossa presença, algo da ternura e da paternidade de Deus! E isto vale de modo especial para os sacerdotes.”
“Neste ponto, o Pontífice recomendou “amar” os sacerdotes, para que eles encontrem no bispo “um pai e um irmão”.”
O Papa os convidou a escutar e encorajar os sacerdotes, a rezar por eles, se alegrar com o bem que fazem e acompanha-los com confiança no seu ministério. Dediquem especial atenção aos idosos e aos doentes. Façam eles saber que são preciosos, que a Igreja lhes é grata e que o Bispo não os esquece. Por vezes, é suficiente um telefonema, uma visita, uma palavra de carinho da parte de vocês.
Um coração missionário aberto a todos
Leão XIV dirigiu uma palavra aos pastores das Igrejas “mais jovens”: “Vocês conhecem a beleza e também o trabalho da missão, de uma Igreja que talvez possua pouco, mas que é rica de uma grande fé. Por isso, convido-os a manter um coração missionário”, exortou o Papa. “O bispo missionário tem o coração aberto a todos: não só aos que frequentam as nossas paróquias, mas também aos cristãos de outras denominações, aos fiéis de outras religiões, às pessoas que não professam uma fé, a todos os homens e mulheres de boa vontade. Ele escuta e respeita a todos, aproxima-se de todos e sabe reconhecer o bem presente no coração de cada pessoa.”
“Caminhemos com o nosso povo: rezemos com ele, escutemos a Palavra com ele, celebremos a Eucaristia com ele. Busquemos a face do Senhor com ele todos os dias.”
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