Arquidioceses denunciam golpes com uso indevido do nome de arcebispos.

Arquidioceses de Fortaleza, no Ceará, Maceió, em Alagoas, e Olinda e Recife, em Pernambuco, denunciaram nesta semana a atuação de criminosos que utilizam indevidamente o nome de arcebispos para aplicar golpes por meio de aplicativos de mensagens. Segundo os comunicados, os suspeitos se passam por líderes religiosos e solicitam doações em dinheiro, geralmente alegando necessidades ligadas a ações pastorais.
 
De acordo com as instituições, os golpistas utilizam fotos dos arcebispos em perfis de aplicativos e enviam mensagens pedindo transferências financeiras para custear despesas como aluguel ou fretamento de ônibus para eventos. As abordagens ocorrem principalmente pelo WhatsApp, o que tem gerado preocupação entre fiéis e comunidades.
 
A Arquidiocese de Fortaleza informou que identificou o número utilizado na tentativa de fraude e reforçou que se trata de um golpe. Em nota, esclareceu que o arcebispo dom Gregório Paixão não realiza pedidos de dinheiro por telefone, mensagens ou contatos pessoais. A Arquidiocese de Maceió também alertou que dom Carlos Alberto Breis, conhecido como dom Beto, assim como a Cúria Metropolitana, não solicita transferências financeiras, doações via Pix ou pagamentos por aplicativos de mensagens, destacando que campanhas oficiais são divulgadas apenas em canais institucionais.
 
Já a Arquidiocese de Olinda e Recife afirmou que não reconhece os contatos utilizados pelos criminosos e que não autoriza solicitações dessa natureza por meios informais. A instituição reforçou que qualquer pedido de apoio ou colaboração institucional é feito exclusivamente por canais oficiais, devidamente identificados.
As arquidioceses orientam os fiéis a desconsiderarem mensagens suspeitas e a não realizarem transferências sem a devida confirmação junto às secretarias paroquiais ou canais oficiais da Igreja. Também recomendam que casos semelhantes sejam denunciados às autoridades competentes para investigação.

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