A trajetória de fé, caridade e dedicação ao próximo da agricultora baiana Maria Milza Santos Fonseca, conhecida carinhosamente como “Mãezinha”, voltou a ganhar destaque com o avanço do processo de beatificação conduzido pela Igreja Católica. Natural de Itaberaba, no interior da Bahia, ela construiu uma história marcada pela simplicidade, oração e serviço aos mais necessitados.
Nascida em 15 de agosto de 1923, na comunidade de Alagoas, zona rural de Itaberaba, Maria Milza cresceu em uma família de agricultores. Desde cedo, ficou conhecida entre moradores da região pela prática da solidariedade e pela forte vivência da fé cristã.
Mesmo com poucos recursos, dedicava parte do que produzia para ajudar famílias em situação de vulnerabilidade. Na casa de farinha da família, era comum separar beiju, farinha de mandioca e outros alimentos para doação. O cuidado com os mais pobres também incluía visitas a enfermos, apoio espiritual e auxílio a pessoas que enfrentavam dificuldades.
Segundo relatos, Maria Milza percorria longas distâncias para levar conforto, remédios e palavras de esperança. Sua atuação solidária atravessou gerações e fez com que sua memória permanecesse viva na comunidade mesmo após sua morte.
Mais de três décadas depois de sua partida, a agricultora baiana volta aos holofotes por causa do avanço do processo de beatificação na Igreja Católica. O caminho rumo aos altares reconhece testemunhos de vida marcados pela vivência das virtudes cristãs e pelo compromisso com o Evangelho.
A história de Maria Milza também registra um encontro com Santa Dulce dos Pobres, considerada a primeira santa brasileira nascida no país, reforçando ainda mais os laços de sua trajetória com a fé e o serviço aos necessitados.
Caso avance em todas as etapas exigidas pela Igreja Católica, Maria Milza poderá futuramente integrar a lista de brasileiros reconhecidos oficialmente pela santidade.
Fonte: Portal A TARDE / @atardeoficial no Instagram.
Foto: aloalobahia
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