Papa Leão XIV entregará o pálio a quatro arcebispos brasileiros na Solenidade de São Pedro e São Paulo.

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Quatro arcebispos brasileiros participarão, no próximo dia 29 de junho, da Solenidade de São Pedro e São Paulo, no Vaticano, quando receberão o Pálio Arquiepiscopal das mãos do Papa Leão XIV. A celebração reunirá 54 arcebispos metropolitanos de diversas partes do mundo e marcará um momento significativo de comunhão entre as Igrejas particulares e a Sé Apostólica.
 
Entre os brasileiros está Dom Mário Antônio da Silva, arcebispo de Aparecida (SP). Também receberão o pálio Dom Julio Endi Akamine, arcebispo de Belém (PA), Dom José Roberto Fortes Palau, arcebispo de Sorocaba (SP), e Dom Marco Aurélio Gubiotti, arcebispo metropolitano de Juiz de Fora (MG).
 
O pálio é uma faixa de lã branca adornada com cruzes negras, usada sobre os ombros pelos arcebispos metropolitanos. A insígnia simboliza a comunhão com o Sucessor de São Pedro e a missão pastoral confiada aos arcebispos que presidem uma província eclesiástica.
 
A cerimônia deste ano também será marcada pela retomada da tradição de o próprio Papa entregar pessoalmente o pálio aos novos arcebispos metropolitanos durante a celebração na Basílica de São Pedro, reforçando o vínculo entre os pastores das Igrejas locais e o Bispo de Roma.
 
Embora as arquidioceses não divulguem oficialmente os custos da viagem ao Vaticano, especialistas do setor de turismo estimam que o investimento para cada arcebispo varie entre R$ 17,5 mil e R$ 29 mil. O valor inclui despesas com passagens aéreas, hospedagem em Roma, alimentação, transporte local e outros custos relacionados à permanência na capital italiana. Tradicionalmente, essas despesas são custeadas pelas próprias arquidioceses, por meio de seus recursos institucionais.
 
A entrega do pálio ocorre anualmente na festa litúrgica dos santos apóstolos Pedro e Paulo, considerados colunas da Igreja. O rito expressa a unidade dos arcebispos metropolitanos com o Santo Padre e recorda a responsabilidade pastoral de conduzir, em comunhão com a Igreja universal, as províncias eclesiásticas confiadas aos seus cuidados.
Foto:CNBB

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