{"id":86808,"date":"2026-04-21T14:51:20","date_gmt":"2026-04-21T17:51:20","guid":{"rendered":"https:\/\/portalcatolico.net\/portal\/?p=86808"},"modified":"2026-04-21T14:51:52","modified_gmt":"2026-04-21T17:51:52","slug":"papa-verdade-nao-se-fabrica-nao-se-manipula-se-acolhe-e-se-busca-com-humildade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/portalcatolico.net\/portal\/papa-verdade-nao-se-fabrica-nao-se-manipula-se-acolhe-e-se-busca-com-humildade\/","title":{"rendered":"Papa: verdade n\u00e3o se fabrica, n\u00e3o se manipula, se acolhe e se busca com humildade"},"content":{"rendered":"<div class=\"article__subTitle\">&#8220;O ser humano \u00e9 convidado a deixar que o seu desejo de conhecer seja curado: a redescobrir que a verdade n\u00e3o se fabrica, n\u00e3o se manipula nem se possui como um trof\u00e9u, mas se acolhe, se busca com humildade e se serve com responsabilidade&#8221;. Foi o que disse o Santo Padre esta ter\u00e7a-feira no Encontro com o mundo da cultura no Campus Universit\u00e1rio Le\u00e3o XIV da Universidade Nacional, em Malabo, na Guin\u00e9 Equatorial, \u00faltima etapa da viagem apost\u00f3lica internacional do Pont\u00edfice em terras africanas.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>Ap\u00f3s o Encontro com as Autoridades, a sociedade civil e o Corpo Diplom\u00e1tico no Pal\u00e1cio Presidencial, esta ter\u00e7a-feira, 21 de abril, o Papa teve um Encontro com o Mundo da Cultura no Campus Universit\u00e1rio Le\u00e3o XIV da Universidade Nacional, em Malabo, desde janeiro passado, ex-capital da Guin\u00e9 Equatorial, \u00faltima etapa da viagem apost\u00f3lica internacional do Santo Padre em terras africanas. O evento marcou a inaugura\u00e7\u00e3o do novo campus da Universidade Nacional da Guin\u00e9 Equatorial (UNGE), criada em 1995, cuja nova sede universit\u00e1ria recebeu o nome do Pont\u00edfice. O Campus Universit\u00e1rio Papa Le\u00e3o XIV, situado na parte norte da ilha de Bioko, \u00e9 a estrutura acad\u00eamica mais imponente do pa\u00eds.<\/div>\n<div class=\"title__separator\">\n<p><strong>Colocar o conhecimento ao servi\u00e7o do bem comum<\/strong><\/p>\n<p><i>Esta inaugura\u00e7\u00e3o \u00e9 um gesto de confian\u00e7a no ser humano: uma afirma\u00e7\u00e3o de que vale a pena continuar a apostar na forma\u00e7\u00e3o das novas gera\u00e7\u00f5es e nessa tarefa, t\u00e3o exigente quanto nobre, que consiste em procurar a verdade e colocar o conhecimento ao servi\u00e7o do bem comum.<\/i><\/p>\n<p>Portanto, continuou o Pont\u00edfice, este momento reveste-se de um significado que vai muito al\u00e9m das fronteiras materiais do local e dos edif\u00edcios. Hoje abre-se igualmente espa\u00e7o \u00e0 esperan\u00e7a, ao encontro e ao progresso. Toda a verdadeira obra educativa, com efeito, \u00e9 chamada a crescer n\u00e3o s\u00f3 como estrutura, mas como organismo vivo.<\/p>\n<p><strong>Universidade chamada a ser enraizada&nbsp;na busca da verdade<\/strong><\/p>\n<p>Talvez por isso, afirmou Le\u00e3o XIV, a imagem da \u00e1rvore resulte particularmente eloquente para falar da miss\u00e3o universit\u00e1ria. Para a popula\u00e7\u00e3o da Guin\u00e9 Equatorial, a&nbsp;<i>ceiba<\/i>, \u00e1rvore nacional, adquire um elevado valor evocativo. Uma \u00e1rvore cria ra\u00edzes profundas, ergue-se para o alto com paci\u00eancia e for\u00e7a e encerra em si uma fecundidade que n\u00e3o existe por si mesma.<\/p>\n<p>Pela sua grandeza, pela solidez do seu tronco e pela extens\u00e3o dos seus ramos, esta \u00e1rvore parece oferecer uma par\u00e1bola do que uma institui\u00e7\u00e3o universit\u00e1ria est\u00e1 chamada a ser: uma realidade firmemente enraizada na seriedade do estudo, na mem\u00f3ria viva de um povo e na busca perseverante da verdade.<\/p>\n<p><strong>Simbologia de algumas \u00e1rvores b\u00edblicas<\/strong><\/p>\n<p><i>S\u00f3 assim poder\u00e1 crescer firme; s\u00f3 assim ser\u00e1 capaz de se elevar sem perder o contato com a realidade hist\u00f3rica em que se insere e de oferecer \u00e0s novas gera\u00e7\u00f5es, para al\u00e9m das ferramentas para o sucesso profissional, raz\u00f5es para viver, crit\u00e9rios para discernir e motivos para servir.<\/i><\/p>\n<p>A esse ponto de seu discurso, o Santo Padre ressaltou que a&nbsp; hist\u00f3ria do homem pode ser interpretada tamb\u00e9m atrav\u00e9s da simbologia de algumas \u00e1rvores b\u00edblicas. No jardim do Livro do G\u00eanesis, junto \u00e0 \u00e1rvore da vida, ergue-se a \u00e1rvore do conhecimento do bem e do mal. O problema n\u00e3o reside, observou o Papa, no conhecimento, mas no seu desvio para uma intelig\u00eancia que j\u00e1 n\u00e3o procura corresponder \u00e0 realidade, mas sim mold\u00e1-la \u00e0 sua pr\u00f3pria medida, avaliando-a de acordo com a conveni\u00eancia daquele que pretende conhec\u00ea-la. A\u00ed, prossegiuiu o Pont\u00edfice, o conhecimento deixa de ser abertura e torna-se posse; deixa de ser caminho para a sabedoria e transforma-se numa afirma\u00e7\u00e3o orgulhosa de autossufici\u00eancia, dando lugar a desorienta\u00e7\u00f5es que podem chegar a tornar-se desumanas.<\/p>\n<p><strong>A tradi\u00e7\u00e3o crist\u00e3 contempla a \u00e1rvore da Cruz<\/strong><\/p>\n<p>Le\u00e3o XIV observou ainda que a hist\u00f3ria b\u00edblica n\u00e3o se esgota diante daquela \u00e1rvore. A tradi\u00e7\u00e3o crist\u00e3 contempla outra \u00e1rvore, a da Cruz, n\u00e3o como uma nega\u00e7\u00e3o da intelig\u00eancia humana, mas como um sinal da sua reden\u00e7\u00e3o. Se no G\u00eanesis surge a tenta\u00e7\u00e3o de um conhecimento separado da verdade e do bem, na cruz revela-se, pelo contr\u00e1rio, uma verdade que, longe de impor o seu dom\u00ednio, se oferece por amor e eleva o homem \u00e0 dignidade com que foi concebido desde a sua origem.<\/p>\n<p><i>Ali, o ser humano \u00e9 convidado a deixar que o seu desejo de conhecer seja curado: a redescobrir que a verdade n\u00e3o se fabrica, n\u00e3o se manipula nem se possui como um trof\u00e9u, mas se acolhe, se busca com humildade e se serve com responsabilidade.<\/i><\/p>\n<p><strong>Amor pelo conhecimento colocado no seu contexto original<\/strong><\/p>\n<p>Por isso, numa perspetiva crist\u00e3, Cristo n\u00e3o se apresenta como uma sa\u00edda fide\u00edsta face ao esfor\u00e7o intelectual, como se a f\u00e9 come\u00e7asse onde a raz\u00e3o se det\u00e9m. Pelo contr\u00e1rio: manifesta-se n\u2019Ele a profunda harmonia entre verdade, raz\u00e3o e liberdade. A verdade apresenta-se como uma realidade que precede o homem, o interpela e o chama a sair de si mesmo, e por isso pode ser procurada com confian\u00e7a.<\/p>\n<p>Desta forma, disse o Papa, a \u00e1rvore da Cruz recoloca o amor pelo conhecimento no seu contexto original. Ensina-nos que conhecer significa abrir-se \u00e0 realidade, acolher o seu sentido e guardar o seu mist\u00e9rio. Assim, a busca da verdade permanece verdadeiramente humana: humilde, s\u00e9ria e aberta a uma verdade que nos precede, nos chama e nos transcende. Le\u00e3o XIV acrescentou o desejo sincero que a Igreja cat\u00f3lica expressa no seu empenho plurisecular no \u00e2mbito da educa\u00e7\u00e3o: \u201cque as novas gera\u00e7\u00f5es sejam formadas de maneira integral, para al\u00e9m da mera apar\u00eancia do sucesso\u201d. Os frutos n\u00e3o tardar\u00e3o a surgir, enfatizou, fazendo votos de que \u201cestes frutos, al\u00e9m de serem abundantes, sejam ingualmente muito bons\u201d.&nbsp; &nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article__text\">\n<p>Por: Raimundo de Lima \u2013 Vatican News<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;O ser humano \u00e9 convidado a deixar que o seu desejo de conhecer seja curado: a redescobrir que a verdade n\u00e3o se fabrica, n\u00e3o se manipula nem se possui como um trof\u00e9u, mas se acolhe, se busca com humildade e se serve com responsabilidade&#8221;. 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