{"id":8612,"date":"2016-11-05T02:11:05","date_gmt":"2016-11-05T02:11:05","guid":{"rendered":"http:\/\/portalcatolico.net\/portal\/?p=8612"},"modified":"2016-11-05T02:11:05","modified_gmt":"2016-11-05T02:11:05","slug":"e-morrendo-que-se-vive-para-a-vida-eterna","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/portalcatolico.net\/portal\/e-morrendo-que-se-vive-para-a-vida-eterna\/","title":{"rendered":"\u00c9 MORRENDO QUE SE VIVE PARA A VIDA ETERNA"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Morte, palavra e acontecimento ainda t\u00e3o temido no nosso cotidiano. Por que \u00e9 t\u00e3o dif\u00edcil falar da morte? N\u00e3o podemos negar que h\u00e1 quem ainda insista negar esse aspecto t\u00e3o natural do ciclo da vida. \u201cDeixar de pensar na morte n\u00e3o a retarda ou evita. Pensar na morte pode nos ajudar a aceit\u00e1-la e a perceber que ela \u00e9 uma experi\u00eancia t\u00e3o importante e valiosa quanto qualquer outra\u201d (Philippe Ari\u00e8s); comentar sobre ela induz a refletir sobre a morte dos que s\u00e3o pr\u00f3ximos de n\u00f3s, a nossa pr\u00f3pria morte e como ser\u00e1 o nosso morrer. Nos exp\u00f5e e obriga a repensar a vida, nossos afetos, nossos valores, nossa f\u00e9. Edgar Morin alega que \u00e9 imposs\u00edvel conhecer o ser humano \u201csem lhe estudar a morte, porque, talvez mais do que na vida, \u00e9 na morte que o homem se revela. \u00c9 nas suas atitudes e cren\u00e7as perante a morte que o homem exprime o que a vida tem de mais fundamental\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Igreja Cat\u00f3lica nos ensina que a morte \u00e9 o enigma que mais atormenta a condi\u00e7\u00e3o humana, n\u00e3o apenas pela dissolu\u00e7\u00e3o do corpo, mas tamb\u00e9m, pelo medo de \u201cque tudo acabe para sempre\u201d (<em>Gaudium Et Spes<\/em>, 18); \u201c\u00e9 o terror do desenlace de um evento \u00fanico e definitivo, que combatemos e evitamos durante toda nossa vida\u201d (Elzirik e Bassols). Entretanto, em cada um de n\u00f3s existe o germe da eternidade, \u201cirredut\u00edvel \u00e0 pura mat\u00e9ria, insurge-se contra a morte\u201d (Idem). \u00a0A Igreja sempre alertou para nos prepararmos para o momento da morte. O Catecismo da Igreja Cat\u00f3lica (CIC) diz claramente que:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cA Igreja nos encoraja \u00e0 prepara\u00e7\u00e3o da hora de nossa morte (Livrai-nos, Senhor, de uma morte s\u00fabita e imprevista: antiga ladainha de todos os santos), a pedir \u00e0 M\u00e3e de Deus que interceda por n\u00f3s \u2018na hora de nossa morte\u2019 (ora\u00e7\u00e3o da Ave-Maria) e a entregar-nos a S. Jos\u00e9, padroeiro da boa morte: Em todas as tuas a\u00e7\u00f5es, em todos os teus pensamentos deverias comportar-te como se tivesse de morrer hoje. Se tua consci\u00eancia estivesse tranquila, n\u00e3o terias muito medo da morte. Seria melhor evitar o pecado que fugir da morte. Se n\u00e3o est\u00e1s preparado hoje, como o estar\u00e1s amanh\u00e3? Louvado sejais, meu Senhor, por nossa irm\u00e3, a morte corporal, da qual homem algum pode escapar. Ai dos que morrerem em pecado mortal, felizes aqueles que ela encontrar conforme a vossa sant\u00edssima vontade, pois a segunda morte n\u00e3o lhes far\u00e1 mal.\u201d (CIC, \u00a71014).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00e3o Paulo afirma que \u201co sal\u00e1rio do pecado \u00e9 a morte\u201d (Rom 6, 23). Por consequ\u00eancia do pecado original a morte existe e faz parte do desenvolvimento humano, acompanhando-nos desde o nascimento, deixando marcas significativas. \u00a0N\u00e3o era plano de Deus destinar a morte \u00e0 humanidade. Ele nos criou \u201cpara a imortalidade, [\u2026] \u00e0 imagem de sua pr\u00f3pria natureza\u201d (Sab 2, 23), para a vida. Para o crist\u00e3o a morte n\u00e3o deve ser entendida como um fim obscuro e melanc\u00f3lico, pois, crendo na vida eterna, os que morrem na gra\u00e7a de Cristo participam tamb\u00e9m da sua Ressurei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A morte \u00e9 destinada a todo ser vivo, inclusive Cristo a experimentou. \u201cO Filho de Deus sofreu tamb\u00e9m Ele a morte, pr\u00f3pria da condi\u00e7\u00e3o humana. Todavia, apesar de seu pavor diante dela, assumiu-a em um ato de submiss\u00e3o total e livre \u00e0 vontade de seu Pai. A obedi\u00eancia de Jesus transformou a maldi\u00e7\u00e3o da morte em b\u00ean\u00e7\u00e3o\u201d (CIC, \u00a71009). \u201cSabemos que Cristo, tendo ressurgido dos mortos, j\u00e1 n\u00e3o morre, nem a morte ter\u00e1 mais dom\u00ednio sobre ele. Morto, ele o foi uma vez por todas [\u2026]; por\u00e9m, est\u00e1 vivo, continua vivo para Deus\u201d (Rom 6, 9-10).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cristo ressuscitou com o seu pr\u00f3prio Corpo, mas n\u00e3o voltou a uma vida terrestre. Sendo assim, ensinou o IV Conc\u00edlio do Latr\u00e3o, (DS, 801) que \u201ctodos ressuscitar\u00e3o com seu pr\u00f3prio corpo, que tem agora\u201d; por\u00e9m, este corpo ser\u00e1 \u201ctransfigurado em corpo de gl\u00f3ria\u201d (Fl 3,21), em \u201ccorpo espiritual\u201d (1Cor 15,44). Cada pessoa \u201crecebe em sua alma imortal a retribui\u00e7\u00e3o eterna a partir do momento da morte, num Ju\u00edzo Particular que coloca sua vida em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 vida de Cristo, seja por meio de uma purifica\u00e7\u00e3o, seja para entrar de imediato na felicidade do c\u00e9u, seja para condenar-se de imediato para sempre. No entardecer de nossa vida, seremos julgados sobre o amor\u201d (CIC, \u00a71022).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E como \u00e9 que os mortos ressuscitam? O Catecismo responde essa quest\u00e3o atrav\u00e9s das respostas de outras quatro estimadas perguntas:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>O que \u00e9 ressuscitar?<\/em> \u201cNa morte, separa\u00e7\u00e3o da alma e do corpo, o corpo do homem cai na corrup\u00e7\u00e3o, enquanto a sua alma vai ao encontro de Deus, embora ficando \u00e0 espera de se reunir ao seu corpo glorificado. Deus, na sua omnipot\u00eancia, restituir\u00e1 definitivamente a vida incorrupt\u00edvel aos nossos corpos, unindo-os \u00e0s nossas almas pela virtude da ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus\u201d (CIC, \u00a7 997).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Quem ressuscitar\u00e1?<\/em> \u201cTodos os homens que tiverem morrido: \u2018Os que tiverem praticado o bem, para uma ressurrei\u00e7\u00e3o de vida e os que tiverem praticado o mal, para uma ressurrei\u00e7\u00e3o de condena\u00e7\u00e3o\u2019 (Jo 5, 29) (574)\u201d (CIC, \u00a7 998).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Como?<\/em> \u201cCristo ressuscitou com o seu pr\u00f3prio corpo: \u2018Vede as minhas m\u00e3os e os meus p\u00e9s: sou Eu mesmo\u2019 (Lc 24, 39); mas n\u00e3o regressou a uma vida terrena. De igual modo, n\u2019Ele \u2018todos ressuscitar\u00e3o com o seu pr\u00f3prio corpo, com o corpo que agora t\u00eam\u2019 (575), mas esse corpo ser\u00e1 \u2018transformado em corpo glorioso\u2019 (576) em \u2018corpo espiritual\u2019 (1 Cor 15, 44): \u2018Algu\u00e9m poderia perguntar: \u2018Como ressuscitam os mortos? Com que esp\u00e9cie de corpo voltam eles?\u2019 Insensato! O que tu semeias n\u00e3o volta \u00e0 vida sem morrer. E o que semeias n\u00e3o \u00e9 o corpo que h\u00e1-de vir, \u00e9 um simples gr\u00e3o [\u2026]. O que \u00e9 semeado sujeito \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o ressuscita incorrupt\u00edvel; [\u2026] os mortos ressuscitar\u00e3o incorrupt\u00edveis [\u2026]. \u00c9, de facto, necess\u00e1rio que este ser corrupt\u00edvel se revista de incorruptibilidade, que este ser mortal se revista de imortalidade\u2019 (1 Cor 15, 35-37. 42. 52-53)\u201d (CIC, \u00a7 999).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEste \u2018como\u2019 ultrapassa a nossa imagina\u00e7\u00e3o e o nosso entendimento; s\u00f3 na f\u00e9 se torna acess\u00edvel. Mas a nossa participa\u00e7\u00e3o na Eucaristia d\u00e1-nos j\u00e1 um antegozo da transfigura\u00e7\u00e3o do nosso corpo, operada por Cristo: \u2018Assim como, depois de ter recebido a invoca\u00e7\u00e3o de Deus, o p\u00e3o que vem da terra deixa de ser p\u00e3o ordin\u00e1rio e \u00e9 Eucaristia, constitu\u00edda por duas coisas, uma terrena, outra celeste, do mesmo modo os nossos corpos, que participam na Eucaristia, j\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o corrupt\u00edveis, pois t\u00eam a esperan\u00e7a da ressurrei\u00e7\u00e3o\u2019 (577) (CIC, \u00a7 1000).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Quando?<\/em> \u201c\u2018Definitivamente o no \u00faltimo dia\u2019 (Jo 6, 39-40.44.54; 11, 24), \u2018no fim do mundo\u2019 (578). Com efeito, a ressurrei\u00e7\u00e3o dos mortos est\u00e1 intimamente associada \u00e0 Parusia de Cristo: \u2018Ao sinal dado, \u00e0 voz do arcanjo e ao som da trombeta divina, o pr\u00f3prio Senhor descer\u00e1 do c\u00e9u e os mortos em Cristo ressuscitar\u00e3o primeiro\u2019 (1 Ts 4, 16) (CIC, \u00a7 1001).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 certo que todos morrer\u00e3o e ressuscitar\u00e3o. \u201cOs que tiverem feito o bem sair\u00e3o para uma ressurrei\u00e7\u00e3o de vida; os que tiverem praticado o mal, para uma ressurrei\u00e7\u00e3o de julgamento.\u201d (Jo 5, 29; cf. Dn 12,2). Sabiamente, a Liturgia da Igreja, transparece aos que a certeza da morte entristece, que a promessa da imortalidade consola, pois, para quem cr\u00ea em Nosso Senhor, \u201ca vida n\u00e3o \u00e9 tirada, mas transformada. E, desfeito nosso corpo mortal, nos \u00e9 dado, nos c\u00e9us, um corpo imperec\u00edvel\u201d (Pref\u00e1cio dos Mortos I).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Catecismo ensina que \u201cgra\u00e7as a Cristo, a morte crist\u00e3 tem um sentido positivo. \u2018Para mim, a vida \u00e9 Cristo, e morrer \u00e9 lucro\u2019 (Fl 1,21). \u2018Fiel \u00e9 esta palavra: se com Ele morremos, com Ele viveremos\u2019 (2Tm 1,11). A novidade essencial da morte crist\u00e3 est\u00e1 nisto: pelo Batismo, o crist\u00e3o j\u00e1 est\u00e1 sacramentalmente \u2018morto com Cristo\u2019, para Viver de uma vida nova; e, se morrermos na gra\u00e7a de Cristo, a morte f\u00edsica consuma este \u2018morrer com Cristo\u2019 e completa, assim, nossa incorpora\u00e7\u00e3o a ele em seu ato redentor: \u00c9 bom para mim morrer em (\u201ceis\u201d) Cristo Jesus, melhor do que reinar at\u00e9 as extremidades da terra. \u00c9 a Ele que procuro, Ele que morreu por n\u00f3s: \u00e9 Ele que quero, Ele que ressuscitou por n\u00f3s. (CIC, \u00a71010). Santa Teresinha dizia: \u201cN\u00e3o morro, entro para a vida\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A humilde ora\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Francisco diz que \u201c\u00e9 morrendo que se vive para a vida eterna\u201d, ou seja, a vida eterna \u00e9 de fato a vida que merecemos, pois esta n\u00e3o passa de um \u201cest\u00e1gio\u201d. O santo dos pobres, no \u201cC\u00e2ntico das Criaturas\u201d, assim rezou: \u201cLouvado sejais, meu Senhor, por nossa irm\u00e3, a morte corporal, da qual homem algum pode escapar. Ai dos que morrerem em pecado mortal, felizes aqueles que ela encontrar conforme a vossa sant\u00edssima vontade, pois a segunda morte n\u00e3o lhes far\u00e1 mal\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Morrer aos poucos \u00e9 o pre\u00e7o de se estar vivo; viver \u00e9 adiar a data da morte. Essa realidade inevit\u00e1vel e irrevers\u00edvel deve nos conscientizar que a qualquer momento podemos morrer, embora n\u00e3o saibamos exatamente quando ir\u00e1 acontecer. Devemos viver com responsabilidade arraigada ao amor e a miseric\u00f3rdia de Deus, nosso Pai, antes que seja tarde e \u201co p\u00f3 volte \u00e0 terra de onde veio, e o sopro volte a Deus que o concedeu\u201d (Eclo 12, 2.7). Escreveu padre Fran\u00e7ois Rabelais: \u201cConhe\u00e7o muitos que n\u00e3o puderam, quando deviam, porque n\u00e3o quiseram quando podiam\u201d, isto \u00e9, \u201cN\u00e3o adianta lamentar por aquilo que n\u00e3o pode fazer hoje, se algum dia p\u00f4de e escolheu n\u00e3o fazer\u201d. Todavia, existe a possibilidade do arrependimento: de pedirmos perd\u00e3o, nos reconciliar e fazer diferente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Adentrar \u00e0 intimidade de um cemit\u00e9rio, passear dentre os t\u00famulos ou olhar figuras de esqueletos, nos colocam diante de uma situa\u00e7\u00e3o imagin\u00e1ria, por\u00e9m real pelo aspecto f\u00edsico e educativo, que descreve: \u201c\u00c9s o que fomos; ser\u00e1s o que somos\u201d. Eis que a brevidade da vida \u00e9 espantosa, por isso que o tempo \u00e9 ouro e desperdi\u00e7\u00e1-lo \u00e9 tolo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um dia todos n\u00f3s morreremos \u2013 a finitude \u00e9 uma possibilidade concreta \u2013, mas de certo modo ficaremos, \u201cseja na produ\u00e7\u00e3o te\u00f3rica ou nos exemplos, que passam a ser refer\u00eancias para outras gera\u00e7\u00f5es\u201d (Ad\u00e3o Peixoto), pois \u201co que sobra \u00e9 a obra, o resto so\u00e7obra\u201d (L\u00eado Ivo); a obra \u00e9 tudo aquilo que d\u00e1 sentido \u00e0 nossa hist\u00f3ria de vida, guardada na mem\u00f3ria dos que ficam e que um dia tamb\u00e9m passar\u00e3o. \u201cN\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil lidar com a morte, mas ela espera por todos n\u00f3s\u2026\u201d (Philippe Ari\u00e8s). Portanto, n\u00e3o esperemos a morte bater \u00e0 nossa porta para refletir nossas atitudes, rever nossas metas e valorizar a beleza da vida: Cristo Jesus. Para que demorarmos mais para encontrar um sentido para vida? \u201cA vida \u00e9 muito curta para ser pequena\u201d (Benjamin Disraeli).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma boa morte para mim, para voc\u00ea, os seus e aos demais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00e3o Jos\u00e9, padroeiro da boa morte, rogai por n\u00f3s!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Clemerson Lu\u00eds Silva<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Acad\u00eamico do curso de Psicologia \u2013 Unit\/AL<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Membro do Movimento EJC \u2013 Po\u00e7o \u2013 Macei\u00f3<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte:Arquidiocese de Terezina<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Morte, palavra e acontecimento ainda t\u00e3o temido no nosso cotidiano. Por que \u00e9 t\u00e3o dif\u00edcil falar da morte? N\u00e3o podemos negar que h\u00e1 quem ainda insista negar esse aspecto t\u00e3o natural do ciclo da vida. \u201cDeixar de pensar na morte n\u00e3o a retarda ou evita. 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