{"id":83586,"date":"2025-07-12T00:28:20","date_gmt":"2025-07-12T03:28:20","guid":{"rendered":"https:\/\/portalcatolico.net\/portal\/?p=83586"},"modified":"2025-07-11T15:28:44","modified_gmt":"2025-07-11T18:28:44","slug":"missa-marcara-os-310-anos-da-morte-da-serva-de-deus-vitoria-da-encarnacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/portalcatolico.net\/portal\/missa-marcara-os-310-anos-da-morte-da-serva-de-deus-vitoria-da-encarnacao\/","title":{"rendered":"Missa marcar\u00e1 os 310 anos da morte da Serva de Deus Vit\u00f3ria da Encarna\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>No pr\u00f3ximo dia 19 de julho, \u00e0s 10h30, ser\u00e1 celebrada a Missa pelos 310 anos do tr\u00e2nsito da Serva de Deus Vit\u00f3ria da Encarna\u00e7\u00e3o. A Celebra\u00e7\u00e3o Eucar\u00edstica ser\u00e1 presidida pelo Arcebispo de S\u00e3o Salvador da Bahia, Primaz do Brasil, Cardeal Dom Sergio da Rocha, na Igreja do Convento Santa Clara do Desterro, localizada na Rua Santa Clara do Desterro, s\/n, no bairro de Nazar\u00e9, na capital baiana.<\/p>\n<p>Para aqueles que n\u00e3o puderem estar presentes, a Missa ser\u00e1 transmitida ao vivo pelo perfil oficial @madrevitoria no Instagram, permitindo que fi\u00e9is de diversas regi\u00f5es possam participar espiritualmente desta a\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as a Deus pela vida e pelo testemunho de f\u00e9 de Madre Vit\u00f3ria, religiosa clarissa cuja fama de santidade permanece viva na Igreja da Bahia.<\/p>\n<p><strong>Madre Vit\u00f3ria da Encarna\u00e7\u00e3o<\/strong>&nbsp;nasceu na cidade do Salvador, ent\u00e3o capital do Brasil colonial, em 6 de mar\u00e7o de 1661, sendo batizada no mesmo ano na antiga S\u00e9 da Bahia. Foram seus pais Bartolomeu Nabo Correia e Lu\u00edsa Bixarxe. Teve um irm\u00e3o e tr\u00eas irm\u00e3s. Conforme escreveu Dom Sebasti\u00e3o Monteiro da Vide (1720), a casa desta fam\u00edlia era um exemplo de lar crist\u00e3o.<\/p>\n<p>Em 1675, quando Vit\u00f3ria estava com 14 anos, seu pai desejou envi\u00e1-la, juntamente com sua irm\u00e3 mais velha, Maria da Concei\u00e7\u00e3o, para um convento nos A\u00e7ores, em Portugal, por\u00e9m a menina se recusou, dizendo que preferia que lhe cortassem a cabe\u00e7a do que ser enviada para um convento.<\/p>\n<p>Em 1677, quando foi fundado o primeiro convento feminino no Brasil, o Convento de Santa Clara do Desterro da Bahia, a menina, ent\u00e3o com 16 anos de idade, havia se tornado avessa \u00e0 religi\u00e3o, preocupando seus pais com o seu comportamento.<\/p>\n<p>Vivia em Salvador, naquela \u00e9poca, um jesu\u00edta de muita piedade a quem o povo venerava como santo j\u00e1 em vida e tinha fama de ser um profeta, o padre Jo\u00e3o de Paiva. Foi a ele que o pai da menina Vit\u00f3ria recorreu aflito ao perceber que sua filha havia tomado avers\u00e3o \u00e0s coisas sagradas, pedindo ao padre que rezasse por ela. O padre Jo\u00e3o o acalmou dizendo que a menina seria, no futuro, uma grande religiosa.<\/p>\n<p>Passaram-se alguns anos e Vit\u00f3ria come\u00e7ou a ter frequentes sonhos com a M\u00e3e de Deus e seu Divino Filho. Neles a Virgem lhe apresentava o Menino e chamava-a para a vida consagrada. Em outros momentos via o Divino Menino a colher flores no caminho para o convento e a chamava para l\u00e1. Tais sonhos se repetiram in\u00fameras vezes, por\u00e9m, Vit\u00f3ria n\u00e3o quis seguir o que a Virgem e o Menino pediam.<\/p>\n<p>Numa terr\u00edvel noite do ano de 1686, quando Vit\u00f3ria estava com 25 anos de idade, teve um sonho horrendo, no qual se via nos por\u00f5es sujos e cheios de lodo de uma grande embarca\u00e7\u00e3o que navegava em alto mar. Viu neste sonho que estava acompanhada de pessoas impiedosas que caminhavam para a perdi\u00e7\u00e3o. Enquanto que na parte de cima da embarca\u00e7\u00e3o haviam muitos religiosos contentes, pois caminhavam para a salva\u00e7\u00e3o. Seu Anjo da Guarda ent\u00e3o lhe explicou que os navegantes da parte superior eram os que faziam a vontade de Deus e estavam salvos, enquanto que os que estavam nos por\u00f5es, assim como ela, eram os que caminhavam para a perdi\u00e7\u00e3o. Ao acordar deste sonho aterrorizador, pensou em sua vida e tomou a firme decis\u00e3o de consagrar-se totalmente a Deus e passar a vida fazendo Sua santa vontade. E naquele mesmo ano, num domingo pela manh\u00e3, em 29 de setembro, dia de S\u00e3o Miguel Arcanjo, Vit\u00f3ria foi acolhida no noviciado das monjas clarissas do Convento do Desterro da Bahia e, juntamente com ela, foi acolhida tamb\u00e9m a sua irm\u00e3, Maria da Concei\u00e7\u00e3o. Recebeu neste dia o nome religioso de Vit\u00f3ria da Encarna\u00e7\u00e3o. Conforme seu desejo, fez profiss\u00e3o Solene em 21 de outubro de 1687, dia em que se celebrava na cidade de Salvador a festa das Onze Mil Virgens.<\/p>\n<p>Mostrou-se grande em suas virtudes. Desapegada de tudo o que \u00e9 mundano, quis fazer-se a menor de todas e aquela que servia a todas. Dotada de imensa caridade para com os mais desvalidos, desejou viver como uma escrava e adotou para si o estilo de vida das servas que viviam no mosteiro. Fazia suas refei\u00e7\u00f5es sentada no ch\u00e3o, como era costume entre os escravos da \u00e9poca, corria para fazer os trabalhos que ningu\u00e9m queria, e por querer ser a menor de todas, foi diversas vezes ridicularizada e agredida pelas pr\u00f3prias escravas a quem ela tanto quis se fazer igual. Cuidava daquelas que adoeciam, levando-as para sua pr\u00f3pria cela e de l\u00e1 s\u00f3 saiam quando completamente curadas. Suportou diversas humilha\u00e7\u00f5es calada e com paci\u00eancia, pois considerava-se digna de todas aquelas ofensas.<\/p>\n<figure id=\"attachment_87882\" class=\"wp-caption alignleft\" aria-describedby=\"caption-attachment-87882\"><figcaption id=\"caption-attachment-87882\" class=\"wp-caption-text\">Ap\u00f3s ter uma vis\u00e3o do Nosso Senhor Jesus Cristo, Madre Vit\u00f3ria da Encarna\u00e7\u00e3o passou a carregar uma cruz, durante as Via-Sacras \u00e0s sextas-feiras, pelos corredores do Convento \u2013 Foto: Sara Gomes<\/figcaption><\/figure>\n<p>Viveu inteiramente dedicada aos pobres, doentes e desamparados que procuravam o mosteiro em busca de socorro. Pela sua grande caridade recebeu dos pobres o apelido de \u201cmadre esmoler\u201d. Quando exercia o cargo de porteira, grande quantidade de pessoas dirigia-se \u00e0 portaria para pedir-lhe algum aux\u00edlio. Atendeu a todos quantos podia e, mesmo de dentro da clausura, recomendava aos parentes que cuidassem daqueles pobres e doentes de quem vinha a saber que estavam necessitados. Doou em vida tudo o que possu\u00eda aos pobres, inclusive a cama na qual dormia, passando ent\u00e3o a dormir no ch\u00e3o sobre uma esteira de palha. Por esse motivo, n\u00e3o morreu em sua pr\u00f3pria cela. Quando estava prestes a falecer foi levada para a cela de outra monja, pois suas coirm\u00e3s n\u00e3o quiseram deix\u00e1-la morrer no ch\u00e3o.<\/p>\n<p>Dotada de dons m\u00edsticos, se transfigurava quando fazia a via-sacra, todas as sextas-feiras do ano. Um desses eventos foi testemunhado pelas outras religiosas quando participavam de uma prociss\u00e3o do Senhor Bom Jesus dos Passos no corredor da clausura, e foi narrado por Dom Sebasti\u00e3o em seu livro. Conforme o mesmo escreveu, \u201c<em>brotavam nas faces duas rosas, com cuja p\u00farpura avivando-se o desmaiado e penitente do rosto, arrebatava as aten\u00e7\u00f5es das que a viam, n\u00e3o podendo reprimir as l\u00e1grimas da devo\u00e7\u00e3o que lhes causava esta devota penitente\u201d.<\/em><\/p>\n<p>Tinha tanto desejo de imitar ao Divino Esposo em seus sofrimentos, que castigava-se com cil\u00edcios e disciplinas dur\u00edssimas, chegando a converter os pecadores que passavam pela via pr\u00f3xima ao convento e que ouviam o barulho daquelas chibatadas. Fazia rigorosos jejuns e quando comia algo que lhe agradava o paladar, misturava cinzas \u00e0 comida para estragar o sabor.<\/p>\n<p>Em uma noite viu o Senhor a andar pelo corredor com sua pesada cruz \u00e0s costas. Ao encontr\u00e1-lo, Ele disse-lhe: \u201cEsposa minha, vem e segue meus passos\u201d. Desde ent\u00e3o come\u00e7ou a carregar uma grande cruz \u00e0s costas durante as madrugadas das sextas-feiras. Foi a Madre Vit\u00f3ria a respons\u00e1vel pela difus\u00e3o da devo\u00e7\u00e3o ao Senhor Bom Jesus dos Passos na cidade de Salvador e mandou construir dentro da clausura do mosteiro uma capela a Ele dedicada.<\/p>\n<p>Amou tanto as almas do purgat\u00f3rio que sufragava-as diariamente com ora\u00e7\u00f5es e oferecia-lhes todas as missas em seu favor. Conforme narrou seu bi\u00f3grafo, muitas almas se mostraram a ela em seus sofrimentos no purgat\u00f3rio e tamb\u00e9m voltavam para agradecer-lhe pelas ora\u00e7\u00f5es em seu favor, quando de l\u00e1 sa\u00edam para o C\u00e9u, resplandecentes de luz.<\/p>\n<p>Tinha o dom da revela\u00e7\u00e3o e da profecia. Era capaz de saber o local exato em que uma pessoa, tida por desaparecida, se encontrava, assim como de prever acontecimentos futuros. Chegou a descrever eventos que aconteceriam por ocasi\u00e3o e ap\u00f3s sua morte. Tinha tamb\u00e9m a capacidade de encontrar objetos e animais desaparecidos. Passava a amaior parte da noite em vig\u00edlia diante do Sant\u00edssimo Sacramento e foi chamada, pelo seu bi\u00f3grafo, Dom Sebasti\u00e3o, de \u201ctocha acesa diante do sacr\u00e1rio\u201d.<\/p>\n<p>Teve por companheiras mais pr\u00f3ximas em seus exerc\u00edcios penitenciais duas outras monjas, tamb\u00e9m biografadas por fama de santidade, a saber, Madre Maria da Soledade e Madre Margarida da Coluna. Era frequentemente tentada pelo dem\u00f4nio por meio de vis\u00f5es aterrorizantes e desses terr\u00edveis combates espirituais sempre sa\u00eda vitoriosa. Alguns deles ocorreram quando estava junto \u00e0 estas companheiras. Em um deles a Madre Maria da Soledade foi lan\u00e7ada de cima do coro para baixo sem sofrer muitos danos f\u00edsicos.<\/p>\n<p>Sentindo que aproximava-se o dia de sua morte fez diversas recomenda\u00e7\u00f5es \u00e0s suas Irm\u00e3s. Uma delas foi o pedido de ser levada \u00e0 sepultura pelas m\u00e3os das servas a quem ela tanto amava. Outro pedido feito foi o de n\u00e3o ser enterrada com o h\u00e1bito que usava em vida, pois n\u00e3o queria levar para o t\u00famulo nada que tivesse lhe pertencido neste mundo e pediu que cada uma das Irm\u00e3s doasse a ela uma pe\u00e7a do h\u00e1bito religioso com o qual ela seria enterrada.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s 29 anos de clausura e de total consagra\u00e7\u00e3o de sua vida \u00e0 Cristo e ao pr\u00f3ximo, faleceu numa sexta-feira, \u00e0s 15 horas, 19 de julho de 1715, acompanhada do padre e das Irm\u00e3s que a assistiam. No momento de sua morte as religiosas disseram ter sentido uma maravilhosa fragr\u00e2ncia de rosas a inundar as depend\u00eancias do mosteiro. E durante o Rito das Ex\u00e9quias um misterioso passarinho foi visto voando pelos corredores do convento numa velocidade jamais vista para um p\u00e1ssaro comum. Os que ali se encontravam narraram este fato a que Dom Sebasti\u00e3o dissera ser \u201ca alma da Madre Vit\u00f3ria voando para as mans\u00f5es celestiais\u201d.<\/p>\n<p>Ao se espalhar a not\u00edcia de sua morte, uma grande multid\u00e3o se aglomerou diante do convento. Logo toda a cidade ficou a saber, pois diziam ter morrido a \u201csanta da Bahia\u201d. Muitos levavam len\u00e7os, medalhas, ter\u00e7os e outros objetos e pediam que as religiosas os tocassem no corpo da \u201csanta\u201d. Esses objetos eram guardados por essas pessoas e eram tidos como verdadeiras rel\u00edquias. Como a quantidade de pessoas \u00e0s portas do convento crescia cada vez mais durante aquela noite, e n\u00e3o paravam de chamar pelas religiosas para que tocassem seus objetos ao corpo da madre, e as Irm\u00e3s se viram obrigadas a n\u00e3o mais sa\u00edrem \u00e0 portaria e n\u00e3o puderam atender mais a nenhum deles.<\/p>\n<p>Seu corpo foi velado durante toda a noite na capela que a mesma havia mandado construir em honra ao Senhor dos Passos, e foi enterrado no dia seguinte no cemit\u00e9rio do convento. Ao tentar levar o corpo para a sepultura, o esquife tornou-se t\u00e3o pesado que n\u00e3o se movia do lugar e as Irm\u00e3s n\u00e3o o puderam carregar. Ao se lembrarem do pedido da madre de que fosse levada \u00e0 sepultura pelas escravas, chamaram-nas para que levassem o corpo. Quando estas levantaram o esquife, parecia n\u00e3o haver nele corpo algum, pois o mesmo estava leve como que quase sem peso.<\/p>\n<p>In\u00fameros foram os milagres narrados pelos seus devotos logo ap\u00f3s sua morte. Sendo crescente o n\u00famero desses supostos milagres, o ent\u00e3o Arcebispo da Bahia tratou de interrogar as religiosas do Desterro sobre a vida que teve a Madre Vit\u00f3ria. Em 1720, apenas cinco anos ap\u00f3s a sua morte, Dom Sebasti\u00e3o Monteiro da Vide publicou em Roma a biografia da \u201csanta da Bahia\u201d com o t\u00edtulo \u201cHist\u00f3ria da Vida e Morte da Madre Soror Vict\u00f3ria da Encarna\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>O zeloso Arcebispo jesu\u00edta pretendia solicitar a abertura da sua causa de beatifica\u00e7\u00e3o e chegou a compar\u00e1-la \u00e0 Santa Rosa de Lima. Por\u00e9m, ele faleceu em 1722. Anos mais tarde, com a persegui\u00e7\u00e3o do Marqu\u00eas de Pombal aos Jesu\u00edtas e a proibi\u00e7\u00e3o de muitos dos seus escritos no Brasil, diversos livros se perderam. Isso dificultou a difus\u00e3o da sua hist\u00f3ria. Mas a mem\u00f3ria da Madre Vit\u00f3ria n\u00e3o se apagou dentro do convento em que viveu, nem nas mentes daqueles que pela tradi\u00e7\u00e3o oral ou pelos poucos escritos que restaram, conseguiram saber da sua vida. E muitos ainda esperam v\u00ea-la elevada \u00e0 honra dos altares.<\/p>\n<p>Seus restos mortais encontram-se na Igreja do Convento de Santa Clara do Desterro e est\u00e3o depositados acima de uma das portas que ligam o coro de baixo \u00e0 nave da Igreja.<\/p>\n<p>Entre as virtudes apontadas, em relatos, sobre a Madre Vit\u00f3ria da Encarna\u00e7\u00e3o, algumas se destacam. Uma delas era o dom que ela tinha de sonhar com as pessoas necessitadas e, em seguida, enviar ajuda. A Madre tamb\u00e9m era procurada quando as Irm\u00e3s do convento \u2013 enclausuradas \u2013 recorriam para encontrar objetos perdidos.<\/p>\n<p>Texto: Setor de Comunica\u00e7\u00e3o da Arquidiocese de Salvador com informa\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas enviadas por Thiago da Matta<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No pr\u00f3ximo dia 19 de julho, \u00e0s 10h30, ser\u00e1 celebrada a Missa pelos 310 anos do tr\u00e2nsito da Serva de Deus Vit\u00f3ria da Encarna\u00e7\u00e3o. A Celebra\u00e7\u00e3o Eucar\u00edstica ser\u00e1 presidida pelo Arcebispo de S\u00e3o Salvador da Bahia, Primaz do Brasil, Cardeal Dom Sergio da Rocha, na Igreja do Convento Santa Clara do Desterro, localizada na Rua&nbsp;<\/p>\n<p><a class=\"btn btn-style\" href=\"https:\/\/portalcatolico.net\/portal\/missa-marcara-os-310-anos-da-morte-da-serva-de-deus-vitoria-da-encarnacao\/\">Continue Reading<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":83587,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[69],"tags":[],"class_list":["post-83586","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/portalcatolico.net\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/83586","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/portalcatolico.net\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/portalcatolico.net\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/portalcatolico.net\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/portalcatolico.net\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=83586"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/portalcatolico.net\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/83586\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":83588,"href":"https:\/\/portalcatolico.net\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/83586\/revisions\/83588"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/portalcatolico.net\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/83587"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/portalcatolico.net\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=83586"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/portalcatolico.net\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=83586"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/portalcatolico.net\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=83586"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}