{"id":78331,"date":"2023-06-30T20:19:36","date_gmt":"2023-06-30T23:19:36","guid":{"rendered":"http:\/\/portalcatolico.net\/portal\/?p=78331"},"modified":"2023-07-02T20:20:45","modified_gmt":"2023-07-02T23:20:45","slug":"40-anos-da-provincia-nossa-senhora-da-piedade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/portalcatolico.net\/portal\/40-anos-da-provincia-nossa-senhora-da-piedade\/","title":{"rendered":"40 Anos da Prov\u00edncia Nossa Senhora da Piedade"},"content":{"rendered":"<p class=\"post-heading\"><strong>40 Anos da Prov\u00edncia Nossa Senhora da Piedade: A Presen\u00e7a dos Frades Capuchinhos Franceses e Italianos em Pernambuco e na Bahia<\/strong><\/p>\n<p>A experi\u00eancia mission\u00e1ria dos capuchinhos franceses, da prov\u00edncia de Bretanha no Brasil, aconteceu entre os anos de 1612 a 1615 e de 1642 a 1672. A chegada destes mission\u00e1rios n\u00e3o integrava os percursos coloniais portugueses, visto que estavam sujeitos \u00e0 Sagrada Congrega\u00e7\u00e3o de Propaga\u00e7\u00e3o da F\u00e9, e n\u00e3o ao Padroado R\u00e9gio, al\u00e9m de serem s\u00faditos de&nbsp;<em>El Rei Cristian\u00edssimo, Lu\u00eds XIII<\/em>. Mesmo assim, estes religiosos puderam se estabelecer no Brasil, auxiliando na guerra da Restaura\u00e7\u00e3o de Pernambuco. Vieram outros frades, tamb\u00e9m franceses, deportados da \u00c1frica pelos holandeses que j\u00e1 ocupavam aquele Estado. O trabalho mission\u00e1rio dos capuchinhos bret\u00f5es entre os ind\u00edgenas \u201ctapuias\u201d, no sert\u00e3o do nordeste do Brasil, iniciou-se apenas em 1670, atuando no avan\u00e7o da coloniza\u00e7\u00e3o para o interior do territ\u00f3rio brasileiro, juntamente com a atividade pecu\u00e1ria e a busca por minas de ouro, prata e salitre.<\/p>\n<p>Esses Frades, se espalharam at\u00e9 a Bahia, em 1671, desde que come\u00e7aram a catequese dos Ind\u00edgenas Cariris na regi\u00e3o do Rio S\u00e3o Francisco. De l\u00e1, eles quase sempre desciam o sert\u00e3o em demanda da capital da Col\u00f4nia, a BAHIA DE TODOS OS SANTOS. Por n\u00e3o terem casa pr\u00f3pria se hospedavam no Mosteiro de S\u00e3o Sebasti\u00e3o dos Monges Beneditinos ou no Col\u00e9gio dos Jesu\u00edtas.<\/p>\n<p>Era por isso, muito natural que pensassem numa casa de hospedagem e cuidassem em ter tamb\u00e9m ali um hosp\u00edcio como tinham em Pernambuco, no Rio de Janeiro e at\u00e9 em Lisboa, e todos eles com o benepl\u00e1cito real.<\/p>\n<p>O primeiro mission\u00e1rio indicado e, depois, nomeado como Superior das Miss\u00f5es Capuchinhas, para al\u00e9m do Rio S\u00e3o Francisco, foi&nbsp;<strong>Frei Martinho de Nantes<\/strong>, o mentor da constru\u00e7\u00e3o do Hosp\u00edcio da Piedade. O Padre Frei Martinho de Nantes em sua primeira vinda \u00e0 Bahia, havia aceito na capital, um terreno que lhe fora oferecido para um hosp\u00edcio e escreveu nesse intento aos Capuchinhos de Lisboa, \u201cpedindo que avan\u00e7assem as pr\u00e1ticas junto ao Rei\u201d. Outro pedido foi dirigido a C\u00e2mara da Bahia, que por sua vez, encaminhou a Lisboa expondo as virtudes do requerente, o zelo, a prud\u00eancia com que os Capuchinhos Franceses, tinham trabalhado incessantemente, pregando o Evangelho.<\/p>\n<p>Ele inicia a habita\u00e7\u00e3o&nbsp;<em>petite cellule<\/em>&nbsp;com a libera\u00e7\u00e3o do alvar\u00e1 em 1679. Em 1687\/1688, o convento foi constru\u00eddo, mas muito modesto: um quadril\u00e1tero, com um dos lados formados pela parede da Igreja e os tr\u00eas restantes constituindo o convento simples terra\u00e7o.<\/p>\n<p>Novos capuchinhos franceses, a partir de 1687, estiveram impedidos de entrar no Estado do Brasil e, em 1702, os \u00faltimos religiosos deixaram a Col\u00f4nia porque esta Miss\u00e3o foi encerrada em 1701, devido a desaven\u00e7as entre Portugal e Fran\u00e7a. A Miss\u00e3o foi retomada pelos frades italianos em 1705, por convite da Rainha de Portugal, Maria I.<\/p>\n<p>Nesse caso, a Rainha de Portugal convidou frades italianos para assumir a Prefeitura Apost\u00f3lica da Bahia a partir de 1705: \u201c1\u00aa Miss\u00e3o Italiana\u201d, com o t\u00e9rmino da &nbsp;Miss\u00e3o Francesa na Bahia, a Miss\u00e3o Italiana logrou grande \u00eaxito, encarregando-se da catequese dos ind\u00edgenas e do trabalho de evangeliza\u00e7\u00e3o no interior com as Miss\u00f5es Populares, ou chamadas Miss\u00f5es Ambulantes e assist\u00eancia material e social ao povo, que j\u00e1 estava enfraquecendo no final do s\u00e9culo XVIII. As causas eram as leis antirreligiosas do Marquez de Pombal, a partir de 1761, as agruras do campo de trabalho, o isolamento das esta\u00e7\u00f5es mission\u00e1rias, a falta de comunica\u00e7\u00e3o, as secas, a persegui\u00e7\u00e3o dos invejosos donos de terra, o peso do padroado &#8211; o direito concedido pelos papas aos reis de Portugal de administrar os assuntos religiosos nas terras al\u00e9m-mar, direito que come\u00e7ou a ser concedido no s\u00e9culo XV quando Portugal come\u00e7ou a expans\u00e3o ultramarina.<\/p>\n<p>Em 1622, o Papa Greg\u00f3rio XV, fundou a Sagrada Congrega\u00e7\u00e3o da &#8220;Propaganda Fidei&#8221;, como o \u00f3rg\u00e3o supremo para a propaga\u00e7\u00e3o da f\u00e9, atribuindo-lhe um duplo prop\u00f3sito: promover a reunifica\u00e7\u00e3o dos crist\u00e3os e difundir a f\u00e9 entre os pag\u00e3os. Esse \u00f3rg\u00e3o defendeu uma pol\u00edtica mission\u00e1ria que contrariou o exclusivismo do Padroado portugu\u00eas que at\u00e9 ent\u00e3o foi comandado pela Companhia de Jesus, segundo Leandro Nascimento de Souza. \u00c0 Congrega\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m foi reconhecido o poder de decis\u00e3o necess\u00e1rio para garantir rapidez e efic\u00e1cia no grande compromisso de evangeliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Mesmo com bom \u00eaxito do trabalho mission\u00e1rio, os frades capuchinhos necessitavam de uma casa ou um centro de acolhimento, por isso que os capuchinhos italianos obtiveram o hosp\u00edcio que na Bahia haviam constru\u00eddo os capuchinhos bret\u00f5es; com o hosp\u00edcio passou para eles a igreja em anexo, dedicada \u00e0 Nossa Senhora da Piedade. Um e outra foram melhorados pelos mission\u00e1rios italianos. As primeiras melhorias relevantes foram introduzidas pelo Padre Frei Anselmo de Adorno, que foi prefeito de 1722 a 1725 e mais tarde de 1747 a 1754.<\/p>\n<p>&#x200d;<\/p>\n<figure class=\"w-richtext-figure-type-image w-richtext-align-center\">\n<div><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/assets-global.website-files.com\/5f80b5b96808b50b617d59f2\/649a2c3ad6af7373f749ea58_Nova%20vis%C3%A3o%20do%20Convento%20da%20Piedade.jpeg\" alt=\"\"><\/div><figcaption><strong>Fonte:<\/strong>&nbsp;Acervo Hist\u00f3rico da Prov\u00edncia Nossa Senhora da Piedade.<\/figcaption><\/figure>\n<p>&#x200d;<\/p>\n<p>Com a independ\u00eancia do Brasil, em 1822, os frades italianos foram considerados estrangeiros indesej\u00e1veis e as Miss\u00f5es dos Capuchinhos estavam suspensas at\u00e9 1829. Nova fase come\u00e7a em 1840 e se prolonga at\u00e9 os dias atuais, sem quebra de continuidade. No 2\u00aa Imp\u00e9rio foi institu\u00edda a 2\u00aa Miss\u00e3o italiana e foram reorganizadas as Prefeituras Apost\u00f3licas da Bahia.<\/p>\n<p><strong>Limites cronol\u00f3gicos da chegada dos Capuchinhos franceses na Bahia<\/strong><\/p>\n<p>Acontecimentos marcantes, com tr\u00eas per\u00edodos, de limites bem definidos:<\/p>\n<p>1\u00ba. De car\u00e1ter exclusivamente franc\u00eas, com o apostolado sobretudo para a convers\u00e3o do \u00ednd\u00edgena (1642-1702);<\/p>\n<p>2\u00ba. Caracterizado pela administra\u00e7\u00e3o interprovincial italiana, com o apostolado ind\u00edgena em decl\u00ednio e crescimento do apostolado entre o povo (1705-1892);<\/p>\n<p>3\u00ba. Distingue-se pela gest\u00e3o exclusiva dos capuchinhos Picenos \u2013 Prov\u00edncia das Marcas:<\/p>\n<p>a) Sa\u00edda dos capuchinhos franceses (1702);<\/p>\n<p>b) chegada de Frei Martinho de Nantes, ao Brasil &#8211; Bahia (03 de agosto de 1671);<\/p>\n<p>c) Entrega da Miss\u00e3o e Prefeitura da Bahia \u00e0 Prov\u00edncia das Marcas de Ancona \u2013 Frei Miguel de Cagli (1892-1983);<\/p>\n<p>d) Cust\u00f3dia Provincial da Bahia e Sergipe (1937 \u2013 1970);<\/p>\n<p>e) Per\u00edodo de Passagem da Custodia \u00e0 Vice Prov\u00edncia (1971 \u2013 1982);<\/p>\n<p>f) \u2013 Eleva\u00e7\u00e3o \u00e0 Prov\u00edncia, independente da Prov\u00edncia das Marcas, tendo como 1\u00ba provincial dos frades capuchinhos da Bahia e Sergipe Frei Urbano Grig\u00f3rio de Souza (02\/07\/1983).<\/p>\n<p>&#x200d;<\/p>\n<p>Regni, Vittorino. Capuchinhos na Bahia, vol. 1, p9. 35.<\/p>\n<p>___________ cappuccini in Brasile, Ancona, 1991<\/p>\n<div class=\"text-block-56\">Autor: Frei Ulisses Pinto Bandeira Sobrinho, OFMCap<\/div>\n<div>Fonte e fotos: <a href=\"https:\/\/www.capuchinhos.org.br\/regiao\/capuchinhosbase\">Frades Menores Capuchinhos<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>40 Anos da Prov\u00edncia Nossa Senhora da Piedade: A Presen\u00e7a dos Frades Capuchinhos Franceses e Italianos em Pernambuco e na Bahia A experi\u00eancia mission\u00e1ria dos capuchinhos franceses, da prov\u00edncia de Bretanha no Brasil, aconteceu entre os anos de 1612 a 1615 e de 1642 a 1672. 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