{"id":76845,"date":"2022-11-03T15:45:29","date_gmt":"2022-11-03T18:45:29","guid":{"rendered":"http:\/\/portalcatolico.net\/portal\/?p=76845"},"modified":"2022-11-03T15:45:29","modified_gmt":"2022-11-03T18:45:29","slug":"o-bote-da-cobra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/portalcatolico.net\/portal\/o-bote-da-cobra\/","title":{"rendered":"O BOTE DA COBRA"},"content":{"rendered":"<p>Texto: Padre Joacir S. D\u00b4Abadia<\/p>\n<p>Eu via a pr\u00f3pria cobra dar bote em sua sombra, espreitar sobre si mesma; correr, voltar para si. Rastejar! Outra vez voltar, de novo. Seguir! Mas l\u00e1 estava a mesma cobra, sempre espreitando sobre si mesma: contorcia, remexia, virava, colocava-se ao contr\u00e1rio, voltava de novo, e continuava l\u00e1.<\/p>\n<p>Continuava sendo a cobra que d\u00e1 bote em si mesma. Eu vi, vi mesmo aquela cobra que se contorcia, mas entendi que aquela cobra se chamava sociedade que quer picar-se, uma sociedade que d\u00e1 bote em si mesma, uma sociedade que quer picar-se, excluindo dos seus ditames os valores primordiais da humanidade, do pr\u00f3prio ser humano rasgando em si o aquilo que se chama leis, destruindo o pr\u00f3prio ser do homem com fal\u00e1cias, palavras falat\u00f3rias,&nbsp; que n\u00e3o dizem nada, que n\u00e3o remetem \u00e0quilo que \u00e9 a sua exist\u00eancia de ser.<\/p>\n<p>Eu estava l\u00e1, vendo aquela cobra que se chama sociedade maltratando seus filhos, destruindo carcomidos, e aqueles in\u00fateis, os quais ela tinha. Isso mesmo, eu vi uma sociedade dando bote em seus pr\u00f3prios s\u00faditos, sem ter amigos, sem ter esperan\u00e7a estava l\u00e1, mais do que nunca, viva, rodeada como que sobre uma espiral, rodeada do pal\u00e1cio, da c\u00e2mara, todas essas vespas que chegavam picando todos os cidad\u00e3os, que de vez em quando sentia que existia a sociedade, quando ent\u00e3o aparece essa cobra que espreita seus s\u00faditos.<\/p>\n<p>Ela se apresenta\u2026 Oh, como n\u00e3o!<\/p>\n<p>Olha o que direi! Vou dizer. Essa sociedade se apresenta a cada dois anos, em uma palavra que se chama \u201curna\u201d, mas, no entanto, esse mesmo local \u00e9 onde ela se vira para picar ferozmente, para picar a cada um desses que chamamos de humanos, sim, somos humanos.<\/p>\n<p>Vivendo nessa sociedade e tendo que enxergar dia ap\u00f3s o outro dia e outro mais, outros tantos, essa mesma cobra se voltar para si mesma, voltaria contra seus subservientes e estaria sendo rodeada de n\u00e3o princ\u00edpios, mas que se exclui da responsabilidade de ser o que \u00e9: defensora desses mesmos seres humanos fracassados que acreditam em uma democracia totalmente defasada, isso mesmo estou vendo, continuo enxergando, vejo ainda mais essa cobra que se chama sociedade, vejo essa cobra dando bote em seus pr\u00f3prios s\u00faditos, n\u00f3s, os cidad\u00e3os, eu vejo.<\/p>\n<p>&nbsp;<strong>Padre Joacir S. D\u00b4Abadia<\/strong>&nbsp;\u2013 P\u00e1roco de Alto Para\u00edso de Goi\u00e1s. Fil\u00f3sofo. Escritor. Articulista. Especialista em Doc\u00eancia do Ensino Superior. Membro da Academia de Letras e Artes do Nordeste Goiano (ALANEG) e da Casa do Poeta Brasileiro -Se\u00e7\u00e3o Formosa \u2013 GO. Colunista filos\u00f3fico das revistas Xapuri e Bem-Viver, e do jornal Al\u00f4, Vicentinos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Texto: Padre Joacir S. D\u00b4Abadia Eu via a pr\u00f3pria cobra dar bote em sua sombra, espreitar sobre si mesma; correr, voltar para si. Rastejar! Outra vez voltar, de novo. Seguir! Mas l\u00e1 estava a mesma cobra, sempre espreitando sobre si mesma: contorcia, remexia, virava, colocava-se ao contr\u00e1rio, voltava de novo, e continuava l\u00e1. 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