{"id":70396,"date":"2020-10-14T21:42:03","date_gmt":"2020-10-15T00:42:03","guid":{"rendered":"http:\/\/portalcatolico.net\/portal\/?p=70396"},"modified":"2020-10-14T21:43:30","modified_gmt":"2020-10-15T00:43:30","slug":"cnbb-68-anos-a-atual-presidencia-reflete-a-instituicao-entre-o-seu-passado-e-futuro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/portalcatolico.net\/portal\/cnbb-68-anos-a-atual-presidencia-reflete-a-instituicao-entre-o-seu-passado-e-futuro\/","title":{"rendered":"CNBB 68 ANOS: A ATUAL PRESID\u00caNCIA REFLETE A INSTITUI\u00c7\u00c3O ENTRE O SEU PASSADO E FUTURO"},"content":{"rendered":"<p>ara celebrar o anivers\u00e1rio de 68 da Confer\u00eancia Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), neste dia 14 de outubro, os quatro bispos que integram a atual presid\u00eancia foram provocados a destacar os marcos do passado e do presente da institui\u00e7\u00e3o, bem como lan\u00e7ar um olhar sobre o seu futuro. Eleitos na 67\u00aa assembleia do episcopado brasileiro, realizada de 1\u00ba a 10 de maio de 2019, em Aparecida (SP), eles completaram o primeiro ano de mandato (2019 a 2023), marcado principalmente pelo contexto da pandemia, sem contudo deixar de compreender e dar respostas aos desafios da Igreja no Brasil. Neste caminho mission\u00e1rio da Confer\u00eancia Nacional dos Bispos do Brasil rumo aos seus 70 anos, o portal da CNBB faz essa pausa de reflex\u00e3o com a presid\u00eancia da entidade para perceber sua hist\u00f3ria, identidade e suas perspectivas futuras.<\/p>\n<p>Pioneirismo, profecia e comunh\u00e3o: marcas da hist\u00f3ria da CNBB<\/p>\n<p>O arcebispo de Belo Horizonte (MG) e presidente da CNBB, dom Walmor Oliveira de Azevedo, refor\u00e7a que a CNBB tem uma marcante trajet\u00f3ria de contribui\u00e7\u00f5es para a vida da Igreja e para a sociedade brasileira, com relevantes e insubstitu\u00edveis contribui\u00e7\u00f5es espirituais, human\u00edsticas e cidad\u00e3s.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 importante recordar o m\u00eas de outubro de 1952, quando bispos brasileiros se reuniram, no Rio de Janeiro, e, em profunda comunh\u00e3o eclesial com a S\u00e9 Apost\u00f3lica, iniciaram a rica hist\u00f3ria da CNBB. Um caminho bonito que se renova permanentemente e fortalece ainda mais a colegialidade e a unidade dos bispos brasileiros, em comunh\u00e3o com o magist\u00e9rio do Papa\u201d, disse do Walmor.<\/p>\n<p>O Brasil, quando surgiu a ideia de cria\u00e7\u00e3o das confer\u00eancias episcopais, foi um dos primeiros pa\u00edses que se prontificou a encaminhar junto \u00e0 Santa S\u00e9 o que fosse necess\u00e1rio para cria\u00e7\u00e3o da confer\u00eancia lembrou o arcebispo de Porto Alegre e primeiro vice-presidente da entidade, dom Jaime Spengler.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s tivemos v\u00e1rias figuras que foram protagonistas deste processo. E certamente aquilo que hoje a Confer\u00eancia representa para a sociedade brasileira \u00e9 fruto do trabalho destes homens pioneiros que h\u00e1 68 anos acreditaram na proposta como um caminho vi\u00e1vel para a maior comunh\u00e3o entre os bispos do Brasil\u201d, destacou.<\/p>\n<p>Um marco do passado, destacado pelo bispo de Roraima e segundo vice-presidente da CNBB, dom M\u00e1rio Ant\u00f4nio da Silva, \u00e9 a caracter\u00edstica de ter sido prof\u00e9tica, com muita sabedoria e zelo pela mensagem do Evangelho. \u201cA CNBB exerceu, desde o seu in\u00edcio, e continua exercendo, um profetismo na defesa da vida em toda e qualquer circunst\u00e2ncia, do ser humano e de toda a cria\u00e7\u00e3o\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>O bispo auxiliar do Rio de Janeiro (RJ) e secret\u00e1rio-geral da CNBB, dom Joel Portella Amado, destaca o primeiro planejamento pastoral conjunto da Confer\u00eancia realizado, ainda em Roma, durante o Conc\u00edlio, por convoca\u00e7\u00e3o do Papa Jo\u00e3o XXIII. Neste momento, lembra dom Joel, foi constru\u00eddo o Plano de Emerg\u00eancia. \u201cEm 1966, bem no per\u00edodo de implanta\u00e7\u00e3o do Conc\u00edlio, os bispos brasileiros estabeleceram o primeiro Plano de Pastoral de Conjunto. Desde ent\u00e3o, a CNBB tem sido instrumento de unidade pastoral em torno aos grandes desafios pastorais. Isso se concretiza nas Diretrizes Gerais da A\u00e7\u00e3o Evangelizadora da Igreja (DGAE)\u201d, refor\u00e7a.<\/p>\n<p>O secret\u00e1rio-geral tamb\u00e9m recorda-se n\u00e3o de um fato mas de uma atitude que marcou a trajet\u00f3ria da organiza\u00e7\u00e3o: a da defesa da verdade, da justi\u00e7a e dos fragilizados. Segundo ele, de modo especial a partir da d\u00e9cada de 1970, a CNBB, por meio de suas presid\u00eancias, manifestou-se in\u00fameras vezes de modo firme em favor dos direitos humanos e da democracia. Em 1988, na \u00e9poca da Constituinte, foi publicado o documento \u201cPor uma nova ordem constitucional\u201c. Pouco tempo depois, em 1989, foi publicado outro documento importante para aquele momento e que se tornou bastante conhecido: \u201cExig\u00eancias crist\u00e3s da ordem democr\u00e1tica\u201d.<\/p>\n<p>No presente, alimentando a esperan\u00e7a e a solidariedade<\/p>\n<p>O presidente da CNBB, dom Walmor Oliveira, diz que a Confer\u00eancia persevera, no dias atuais, em sua miss\u00e3o de anunciar o Evangelho, a servi\u00e7o da unidade da Igreja, da edifica\u00e7\u00e3o do Reino de Deus, com a\u00e7\u00f5es que promovem o amparo aos mais pobres, a inclus\u00e3o social e, consequentemente, contribuem para a justi\u00e7a e a paz.<\/p>\n<p>Entre estas a\u00e7\u00f5es, o segundo vice-presidente da entidade, dom Jaime Spengler, destaca o processo atual de revis\u00e3o do Estatuto Can\u00f4nico, no qual todos os bispos do Brasil s\u00e3o chamados a participar e cooperar para responder aos desafios atuais. \u201cOs tempos mudaram e mudam constantemente e estar atento aos sinais dos tempos diz de uma sensibilidade especial para responder \u00e0 altura daquilo que os novos sinais pedem de n\u00f3s como Igreja no Brasil\u201d.<\/p>\n<p>Dom Jaime destacou tamb\u00e9m o Pacto pela Vida e Pelo Brasil, assinado em abril deste ano pela Confer\u00eancia junto \u00e0 outras institui\u00e7\u00f5es brasileiras, com o intuito de promover um debate e di\u00e1logo, o mais amplo poss\u00edvel com as for\u00e7as da sociedade, a partir da premissa de que o pa\u00eds pode se tornar mais integrado e mais integrador, onde todos possam ter vida e vida em abund\u00e2ncia. \u201cO Pacto representa um marco no presente da Institui\u00e7\u00e3o e fala da disponibilidade da Igreja em cooperar com o momento que o pa\u00eds atravessa\u201d, disse.<\/p>\n<p>O segundo vice-presidente, dom M\u00e1rio Ant\u00f4nio, destaca a realiza\u00e7\u00e3o pela CNBB e C\u00e1ritas Brasileira da A\u00e7\u00e3o Solid\u00e1ria Emergencial \u201c\u00c9 Tempo de Cuidar\u201d, com a ades\u00e3o de toda a Igreja Cat\u00f3lica no Brasil e entidades e institui\u00e7\u00f5es que buscam promover a vida, sobretudo no contexto da pandemia. Para ele, a solidariedade marca o trabalho da CNBB na atualidade.<\/p>\n<p>O secret\u00e1rio-geral da entidade destacou um desafio interno: a implanta\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o das comunidades eclesiais mission\u00e1rias, conforme apresentado nas atuais DGAE (2019-2023). \u201c\u00c9 um tema que j\u00e1 vinha sendo amadurecido. Lembro, por exemplo, os documentos 100 e 108 da CNBB que falam respectivamente da rede de comunidades e dos servi\u00e7os e minist\u00e9rios em torno da Palavra de Deus\u201d, recordou.<\/p>\n<p>Dom Joel tamb\u00e9m destaca a a\u00e7\u00e3o emergencial \u201c\u00c9 tempo de Cuidar\u201d e o esfor\u00e7o por ajudar a alimentar a esperan\u00e7a, a justi\u00e7a e a paz, em meio a tantas ang\u00fastias e pandemias. \u201cVemos as pessoas sofrerem pela pandemia sanit\u00e1ria, mas tamb\u00e9m, para dar um exemplo significativo, com a fome. A campanha \u00c9 tempo de Cuidar \u00e9 um fato muito significativo dos dias atuais\u201d, disse.<\/p>\n<p>Novos desafios rumo \u00e0 maior sinodalidade e comunh\u00e3o<\/p>\n<p>Para permanecer fiel ao sonho dos que a fundaram, dom Walmor afirma que a CNBB est\u00e1 vivendo um processo de renova\u00e7\u00e3o, buscando responder aos desafios pr\u00f3prios deste terceiro mil\u00eanio. Ele apontou a revis\u00e3o do Estatuto Can\u00f4nico como um caminho que possibilitar\u00e1 \u00e0 Confer\u00eancia ser ainda melhor e mais servidora, oferecendo novas contribui\u00e7\u00f5es para que o Brasil, \u00e0 luz da f\u00e9, torne-se mais fraterno e solid\u00e1rio.<\/p>\n<p>\u201cAs novas respostas incluem a exig\u00eancia de sermos uma Igreja Sinodal e mais mission\u00e1ria, com efetivas e inclusivas participa\u00e7\u00f5es dos crist\u00e3os leigos e leigas, especialmente das mulheres\u201d, disse.<\/p>\n<p>Em sua vis\u00e3o de futuro para a entidade, o primeiro vice-presidente, dom Jaime Spengler , alimenta o desejo de que ela esteja ancorada nos valores que formaram sua identidade: \u201cSer uma inst\u00e2ncia de promo\u00e7\u00e3o da comunh\u00e3o na Igreja no Brasil. Uma Igreja realmente constitu\u00edda de comunidades que se disp\u00f5em, na comunh\u00e3o, a cooperar para a implementa\u00e7\u00e3o do Reino de Deus j\u00e1 aqui entre n\u00f3s no tempo\u201d, disse.<\/p>\n<p>Numa perspectiva de renova\u00e7\u00e3o, dom M\u00e1rio Ant\u00f4nio, seu segundo vice-presidente, v\u00ea a CNBB atuando mais em rede junto \u00e0 outras entidades e institui\u00e7\u00f5es com objetivos semelhantes, sem contudo perder a sua identidade e a sua miss\u00e3o. \u201cO futuro da CNBB est\u00e1 tamb\u00e9m em evangelizar fazendo bom uso de toda a tecnologia digital, o que exige de n\u00f3s um preparo espec\u00edfico\u201d, desafiou.<\/p>\n<p>Fonte e foto:CNBB<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ara celebrar o anivers\u00e1rio de 68 da Confer\u00eancia Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), neste dia 14 de outubro, os quatro bispos que integram a atual presid\u00eancia foram provocados a destacar os marcos do passado e do presente da institui\u00e7\u00e3o, bem como lan\u00e7ar um olhar sobre o seu futuro. 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