{"id":68620,"date":"2020-03-08T14:28:22","date_gmt":"2020-03-08T17:28:22","guid":{"rendered":"http:\/\/portalcatolico.net\/portal\/?p=68620"},"modified":"2020-03-08T14:32:43","modified_gmt":"2020-03-08T17:32:43","slug":"igreja-catolica-a-maior-instituicao-de-caridade-do-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/portalcatolico.net\/portal\/igreja-catolica-a-maior-instituicao-de-caridade-do-mundo\/","title":{"rendered":"Igreja Cat\u00f3lica, a maior institui\u00e7\u00e3o  de caridade do mundo"},"content":{"rendered":"<p>A Igreja Cat\u00f3lica \u00e9 a mais antiga institui\u00e7\u00e3o da humanidade. Com 1,2 bilh\u00e3o de fi\u00e9is, \u00e9 a maior fam\u00edlia religiosa e a maior institui\u00e7\u00e3o de caridade do planeta. Segundo revelam os dados do \u00faltimo,&nbsp;<strong>\u201cAnu\u00e1rio Estat\u00edstico da Igreja\u201d<\/strong>, publicado pela Ag\u00eancia Fides por ocasi\u00e3o da Jornada Mission\u00e1ria, a Igreja administra 115.352 Institutos sanit\u00e1rios, de assist\u00eancia e benefic\u00eancia em todo o mundo.<\/p>\n<p>Deste n\u00famero, 5.167 hospitais (a maior parte na Am\u00e9rica, 1.493 e 1.298 na \u00c1frica); 17.322 dispens\u00e1rios, amaioria na \u00c1frica, 5.256, Am\u00e9rica 5.137 e \u00c1sia 3.760; 648 lepros\u00e1rios distribu\u00eddos principalmente na \u00c1sia (322) e \u00c1frica (229); 15.699 casas para idosos, doentes cr\u00f4nicos e deficientes &#8211; Europa (8.200) e Am\u00e9rica (3.815); 10.124 orfanatr\u00f3fios, principalmente na \u00c1sia (3.980) e Am\u00e9rica (2.418); 11.596 jardins da inf\u00e2ncia, a maior parte na Am\u00e9rica (3.661) e \u00c1sia (3.441); 14.744 consultores matrimoniais, distribu\u00eddos no continente americano (5.636) e Europa (6.173); 3.663 centros de educa\u00e7\u00e3o e reeduca\u00e7\u00e3o social, al\u00e9m de 36.386 institui\u00e7\u00f5es de outros tipos.<\/p>\n<p>No campo da instru\u00e7\u00e3o e da educa\u00e7\u00e3o, a Igreja administra no mundo 68.119 escolas maternais, frequentadas por 6.522.320 alunos; 92.971 escolas prim\u00e1rias onde estudam 30.973.114 alunos; 42.495 escolas superiores m\u00e9dias com 17.114,73? alunos. Al\u00e9m disso, acompanha 2.288.258 jovens de escolas superiores e 3.275.440 estudantes universit\u00e1rios.<\/p>\n<p>Com todas essas institui\u00e7\u00f5es, a Igreja Cat\u00f3lica e&#8217; um parceiro fant\u00e1stico na presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de sa\u00fade das na\u00e7\u00f5es pobres. Ela atua em \u00e1reas remotas e em favor das camadas mais pobres da popula\u00e7\u00e3o, permitindo- lhes, assim, aceder a esses servi\u00e7os que de outro modo estariam al\u00e9m do seu alcance. E esse grande trabalho merece reconhecimento e apoio n\u00e3o s\u00f3 dos governos, mas de todo cidad\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Como a caridade Cat\u00f3lica mudou o mundo<\/strong><\/p>\n<p>No in\u00edcio do s\u00e9culo IV, a fome e a doen\u00e7a assolavam ex\u00e9rcito do imperador Constantino. Pac\u00f4mio, um soldado pag\u00e3o, observava com assombro como muitos dos seus companheiros romanos ofereciam comida e assist\u00eancia aos que precisavam de ajuda, socorrendo-os sem qualquer discrimina\u00e7\u00e3o. Cheio de curiosidade, quis saber quem eram essas pessoas e descobriu que eram crist\u00e3os. Que tipo de religi\u00e3o era aquela, admirou-se, que podia inspirar tais atos de generosidade e humanidade? Come\u00e7ou a instruir-se na f\u00e9 e, antes de o perceber, j\u00e1 estava no caminho da convers\u00e3o.(1)<\/p>\n<p>Esse mesmo sentimento de assombro, continuaram a suscita-Io as obras de caridade cat\u00f3icas atrav\u00e9s dos tempos. O pr\u00f3prio Voltaire, talvez o mais prol\u00edfico propagandista anti-cat\u00f3lico do s\u00e9culo XVIII, se mostrou respeitosamente admirado com o her\u00f3ico esp\u00edrito de sacrif\u00edcio que animou tantos dos filhos e filhas da Igreja. \u201cTalvez n\u00e3o haja nada maior na terra &#8211; disse ele &#8211; que o sacrif\u00edcio da juventude e da beleza com que belas jovens, muitas vezes nascidas em ber\u00e7o de ouro, se dedicam a trabalhar em hospitais pelo al\u00edvio da mis\u00e9ria humana, cuja vista causa tanta avers\u00e3o a nossa sensibilidade. T\u00e3o generosa caridade tem sido imitada, mas de modo imperfeito, por gente afastada da religi\u00e3o de Roma\u201d(2).<\/p>\n<p>Exigiria volumes sem conta elaborar uma lista completa das obras de caridade cat\u00f3licas promovidas ao longo da hist\u00f3ria por pessoas, par\u00f3quias, dioceses, mosteiros, mission\u00e1rios, frades, freiras e organiza\u00e7\u00f5es Ieigas. Basta dizer que a caridade cat\u00f3lica n\u00e3o tem paralelo com nenhuma outra, em quantidade e variedade de boas obras, nem no alivio prestado ao sofrimento e mis\u00e9ria humanos.<\/p>\n<p>Podemos ir mais longe e dizer que foi a Igreja Cat\u00f3lica que inventou a caridade tal como a conhecemos no Ocidente.<\/p>\n<p>T\u00e3o importante como o puro volume das obras de benemer\u00eancia \u00e9 a diferen\u00e7a qualitativa que distinguiu a caridade da Igreja daquela que a havia precedido. Seria tolice negar que os grandes fil\u00f3sofos antigos proclamaram nobres sentimento traduzidos em filantropia; ou que homens de valor fizeram importantes e substanciais contribui\u00e7\u00f5es em prol das suas comunidades.<\/p>\n<p>N\u00e3o obstante, o esp\u00edrito de caridade no mundo antigo era em certo sentido, deficiente, se compararmos com aquele que foi praticado pela Igreja. A maior parte dos gestos de generosidade nos tempos antigos envolvia um interesse pr\u00f3prio, n\u00e3o eram puramente gratuitos. Os edif\u00edcios financiados pelos ricos exibiam ostensivamente os seus nomes. As doa\u00e7\u00f5es eram feitas de modo a deixar os benefici\u00e1rios em d\u00edvida para com os doadores, ou ent\u00e3o atra\u00edam as aten\u00e7\u00f5es para as suas pessoas e a sua grande liberalidade. Servir de cora\u00e7\u00e3o alegre os necessitados e ampara-los sem nenhuma expectativa de recompensa ou reciprocidade, n\u00e3o era certamente o principio que prevalecia.<\/p>\n<p>Cita-se por vezes o estoicismo &#8211; uma antiga escola de pensamento que remonta mais ou menos ao ano 300 a.C. e que permanecia viva nos primeiros s\u00e9culos da era crist\u00e3. Os est\u00f3icos ensinavam que homem bom era aquele que, como cidad\u00e3o do mundo, cultivava o esp\u00edrito de fraternidade para com seus semelhantes e, por essa raz\u00e3o, parecia ser mensageiro da caridade. Mas tamb\u00e9m ensinavam que era preciso suprimir os sentimentos e emo\u00e7\u00f5es como coisas impr\u00f3prias de um homem. Rodney Stack diz que a filosofia cl\u00e1ssica \u201cconsiderava a piedade e a compaix\u00e3o como emo\u00e7\u00f5es patol\u00f3gicas, defeitos de car\u00e1ter que os homens racionais deviam evitar\u201d(3) Assim o fil\u00f3sofo romano S\u00eaneca escreveu:<\/p>\n<p><em>\u201cO s\u00e1bio poder\u00e1 consolar aqueles que choram, mas sem chorar com eles; N\u00e3o sentir\u00e1 compaix\u00e3o. Socorrer\u00e1 e far\u00e1 o bem porque nasceu para assistir os seus semelhantes. O seu rosto e sua alma n\u00e3o denunciar\u00e3o nenhuma emo\u00e7\u00e3o quando olhar para o aleijado, o esfarrapado, o encurvado. S\u00f3 os olhos doentes se umedecem ao verem lagrimas em outros olhos.&#8221;<\/em>(4)<\/p>\n<p>Entre muitos exemplos de estoicismo, ressalta o de Anax\u00e1goras, um homem que, ao ser informado da morte de seu filho, se limitou a observar:&nbsp;<em>\u201cEu nunca pensei que tivesse gerado um imortal\u201d. Era simplesmente l\u00f3gico que aqueles homens, t\u00e3o imperme\u00e1veis \u00e0 realidade do mal, fossem indolentes na hora de aliviar os seus efeitos sobre seus semelhantes: \u201cHomens que se recusam a reconhecer a dor e doen\u00e7a como males &#8211; anota um observador &#8211; tamb\u00e9m estavam pouco propensos a alivia-las aos outros\u201d\u201d.(<\/em>5)<\/p>\n<p>O esp\u00edrito de caridade na Igreja nasceu da inspira\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio ensinamento de Cristo: (Jo 13,34-35; cfr. Ti 4,11). S\u00e3o Paulo afirmou que os cuidados e caridade dos crist\u00e3os deviam ser oferecidos mesmo aos que n\u00e3o pertencessem a comunidade dos fi\u00e9is, ainda que inimigos da f\u00e9: (cfr. Rom 12,14-20; Gal 6,10).<\/p>\n<p>De acordo com William Lecky, critico severo da Igreja,&nbsp;<em>\u201cn\u00e3o se pode sustentar nem na pratica nem na teoria, nem nas institui\u00e7\u00f5es fundadas, nem no lugar que a ela foi atribu\u00eddo na escala dos deveres, que a caridade ocupasse na Antiguidade um lugar compar\u00e1vel aquele que atingiu no cristianismo.\u201d<\/em><\/p>\n<p><strong>Os pobres e doentes<\/strong><\/p>\n<p>A pr\u00e1tica de oferecer d\u00e1divas destinadas aos pobres desenvolveu-se cedo na hist\u00f3ria da Igreja. Os primeiros crist\u00e3os que jejuavam com frequ\u00eancia, doavam aos pobres o dinheiro que teriam gasto com a comida. S\u00e3o Justino M\u00e1rtir relata que muitas pessoas que tinham amado as riquezas e as coisas materiais antes de se converterem, agora se sacrificavam de \u00e2nimo alegre pelos pobres. Os pr\u00f3prios Padres da Igreja, que Iegaram um enorme corpo liter\u00e1rio e erudito a civiliza\u00e7\u00e3o ocidental, encontraram tempo para se dedicarem pessoalmente ao servi\u00e7o dos seus semelhantes. S\u00e3o Jo\u00e3o Cris\u00f3stomo fundou uma s\u00e9rie de hospitais em Constantinopla. S\u00e3o Cipriano e Santo Efr\u00e9m empenharam-se em promover obras de assist\u00eancia em tempos de fome e de epidemias.<\/p>\n<p>A Igreja primitiva institucionalizou a aten\u00e7\u00e3o \u00e0s vi\u00favas e aos \u00f3rf\u00e3os, bem como aos enfermos, especialmente durante as epidemias. No s\u00e9culo III, S\u00e3o Cipriano, bispo de Cartago, repreendeu a popula\u00e7\u00e3o pag\u00e3 porque, em vez de ajudar as v\u00edtimas da praga, as saqueava. Esse Padre da Igreja conclamou os crist\u00e3os a mobilizar-se para assistir os doentes e enterrar os mortos. No caso de Alexandria, o bispo Dionisio relatou que os pag\u00e3os \u201crepeliam os que come\u00e7assem a ficar doentes, afastavam-se deles, mesmo que se tratasse dos amigos mais queridos\u201d. Em contraste, relatou que muitos&nbsp;<em>crist\u00e3os \u201cn\u00e3o fugiam de amparar-se uns aos outros visitavam os doentes sem pensar no perigo que corriam e serviam-nos assiduamente\u201d<\/em>.<\/p>\n<p>Santo Efr\u00e9m \u00e9 lembrado pelo seu hero\u00edsmo quando a fome e a peste se abateram sobre Edessa, a cidade em cujos arredores vivia como eremita. N\u00e3o apenas coordenou a coleta e distribui\u00e7\u00e3o de esmolas, mas tamb\u00e9m fundou hospitais, cuidou dos doentes e dos mortos. Eus\u00e9bio, o historiador da Igreja do s\u00e9culo IV, conta-nos que, como resultado do bom exemplo dos crist\u00e3os, muitos pag\u00e3os&nbsp;<em>\u201cse interessaram por uma religi\u00e3o cujos disc\u00edpulos eram capazes de uma dedica\u00e7\u00e3o t\u00e3o desinteressada\u201d<\/em>. Juliano, o Ap\u00f3stata, que odiava o cristianismo, lamentou a bondade dos crist\u00e3os para com os pag\u00e3os:&nbsp;<em>\u201cEsses \u00edmpios galileus n\u00e3o alimentam apenas os seus pr\u00f3prios pobres, mas tamb\u00e9m os nossos.\u201d<\/em><\/p>\n<p><strong>Os primeiros hospitais e os cavaleiros de S\u00e3o Jo\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Discute-se se existiram na Gr\u00e9cia e em Roma institui\u00e7\u00f5es semelhantes aos nossos hospitais. Muitos historiadores p\u00f5em-no em d\u00favida, enquanto outros apontam alguma rara exce\u00e7\u00e3o aqui e acol\u00e1, mas mais para cuidar dos soldados doentes ou feridos do que da popula\u00e7\u00e3o em geral. Parece dever-se a Igreja a funda\u00e7\u00e3o das primeiras institui\u00e7\u00f5es atendidas por m\u00e9dicos, onde se faziam diagn\u00f3sticos, se prescreviam rem\u00e9dios e se contava com um corpo de enfermagem (6).<\/p>\n<p>No s\u00e9culo IV, a Igreja come\u00e7ou a patrocinar a funda\u00e7\u00e3o de hospitais em larga escala, de tal modo que quase todas as principais cidades acabaram por ter o seu. Na sua origem, esses hospitais tinham por fim hospedar estrangeiros, mas depois passaram a cuidar dos doentes, vi\u00favas, \u00f3rf\u00e3os e pobres em geral (7).<\/p>\n<p>Como explica Guenter Risse, os crist\u00e3os ultrapassaram&nbsp;<em>\u201ca rec\u00edproca hospitalidade que prevalecia na antiga Gr\u00e9cia e as obriga\u00e7\u00f5es familiares dos romanos\u201d para cuidarem de atender \u201cgrupos sociais marginalizados pela pobreza, doen\u00e7a e idade\u201d<\/em>&nbsp;(8). No mesmo sentido, o historiador da medicina Fielding Garrison observa que, antes do nascimento de Cristo,&nbsp;<em>\u201cO esp\u00edrito com que se-tratava a doen\u00e7a e o infort\u00fanio n\u00e3o era o de compaix\u00e3o, e cabe ao cristianismo o cr\u00e9dito pela solicitude em atender o sofrimento humano em larga escala\u201d<\/em>&nbsp;(9).<\/p>\n<p>Em um ato de penit\u00eancia crist\u00e3, uma mulher chamada Fab\u00edola fundou o primeiro grande hospital p\u00fablico em Roma; percorria as ruas em busca de homens e mulheres pobres e enfermos necessitados de cuidados (2110).<\/p>\n<p>S\u00e3o Bas\u00edlio Magno, conhecido pelos seus contempor\u00e2neos como o Ap\u00f3stolo das Esmolas, fundou um hospital em Ces\u00e1rea, no s\u00e9culo IV. Era conhecido por abra\u00e7ar os Ieprosos miser\u00e1veis que ali buscavam al\u00edvio. N\u00e3o \u00e9 de surpreender que os mosteiros tamb\u00e9m desempenhassem um papel importante no cuidado dos doentes (11). De acordo com o mais completo estudo da hist\u00f3ria dos hospitais:&nbsp;<em>\u201cAp\u00f3s a queda do Imp\u00e9rio Romano, os mosteiros tornaram-se gradualmente provedores de servi\u00e7os m\u00e9dicos organizados, dos quais n\u00e3o se disp\u00f4s por v\u00e1rios s\u00e9culos em nenhum lugar da Europa. Para prestar esses cuidados pr\u00e1ticos, os mosteiros tornaram-se tamb\u00e9m lugares de ensino medico entre os s\u00e9culos V e X\u201d<\/em>&nbsp;(12).<\/p>\n<p>As ordens militares, fundadas durante as Cruzadas, admiriistravam hospitais por toda a Europa. Uma dessas ordens, a dos Cavaleiros de S\u00e3o Jo\u00e3o (tamb\u00e9m conhecidos como hospitai\u00e1rios). Fundou um hospital em Jerusai\u00e9m no quai atendia pobres e peregrinos. Segundo um sacerdote aiem\u00e3o&nbsp;<em>\u201cA casa aiimentava tantas pessoas, de fora e de dentro, e dava tao grande quantidade de esmoia aos pobres.&#8221;<\/em>&nbsp;Teodorico de Wurzburg, maravilhowse de que \u201candando pelas depend\u00eancias do hospitai, n\u00e3o conseguiamos de modo aigum avaiiar o n\u00famero de pessoas que i\u00e1 iaziam, pois eram milhares as camas que viamos. Nenhum rei ou tirano teria poder suficiente para manter o grande n\u00famero de pessoas alimentadas diariamente naquela casa\u201c(13).<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/tocaprodutos.com.br\/acoes\/benfeitoria\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/tocadeassis.org.br\/images\/general\/0\/0\/0\/jpg\/3f22db52b53473ed5a7735ba670f7f9d\/irma-jpg.jpg\" alt=\"02\"><\/a><\/p>\n<p>Diz Gunter Risse:&nbsp;<em>&#8220;A exist\u00eancia de uma ordem reiigiosa que manifestava com tanto ardor a sua lealdade aos doentes inspirou a cria\u00e7\u00e3o de uma rede de institui\u00e7\u00f5es similares, especiaimente nos portos da It\u00e1lia e do sul da Fran\u00e7a&#8230;\u201d<\/em><\/p>\n<p>As obras de caridade cat\u00f3licas foram t\u00e3o impressionantes que ate os pr\u00f3prios inimigos da Igreja, muito a contragosto, tiveram de reconhece-lo. O escritor pag\u00e3o Luciano (1530-200) observou com espanto:&nbsp;<em>&#8220;\u00c9 \u00ednacred\u00edt\u00e1vel a determina\u00e7\u00e3o com que as pessoas dessa religi\u00e3o se ajudam umas as outras nas suas necessidades. N\u00e3o se poupam em nada, o seu primeiro legislador meteu-lhes na cabe\u00e7a que eles eram todos irm\u00e3os!\u201d(<\/em>14)<\/p>\n<p>Juliano, o Ap\u00f3stata, o imperador romano que, nos anos 360, fez a violenta, mas frustrada, tentativa de fazer o Imp\u00e9rio retomar ao seu primitivo paganismo, admitiu que os crist\u00e3os se avantajavam aos pag\u00e3os no seu devotamento \u00e0s obras de caridade.&nbsp;<em>\u201cEnquanto os sacerdotes pag\u00e3os nagl\u00edgenciam os pobres &#8211; escreveu -, os odiados galileus [isto \u00e9, os crist\u00e3os] devotam-se \u00e0s obras de caridade e em um alarde de falsa compaix\u00e3o, introduzem com efic\u00e1cioa os seus perniciosos erros. Vede os seus banquetes de amor e as suas mesas preparadas para os indigentes. Tal pr\u00e1tica \u00e9 habitual entre eles e provoca desprezo pelos nossos deuses\u201d(<\/em>15).<\/p>\n<p>Martinho Lutero, o mais inveterado inimigo da igreja Cat\u00f3iica at\u00e9 o fim da vida, viu-se obrigado admitir:&nbsp;<em>\u201cSob Papado, o povo era ao menos caridosa e n\u00e3o havia necessidade de recorrer \u00e0 for\u00e7a para obter esmolas. Hoje sob o reinado do Evangelho (com isso, referia-se ao protestantismo), em vez de dar, as pessoas roubam-se umas as outras, parece que ningu\u00e9m julga possuir alguma coisa enquanto n\u00e3o se apropria dos bens do vizinho\u201d(<\/em>16).<\/p>\n<p>O economista do s\u00e9culo XX Simon Patten observou a prop\u00f3sito da a\u00e7\u00e3o da igreja:&nbsp;<em>\u201cNa Idade Media, era muito comum dar comida e abrigo aos trabalhadores, tratar com caridade os desafortunados e alivia-los das doen\u00e7as, das pragas e da fome. Quando vemos o n\u00famero de hospitais e enfermarias. a magnanimiciade dos monges e o sacrif\u00edcio pessoai das freiras, n\u00e3o podemos duvidar de que os marginalizados daqueles tempos eram pelo menos t\u00e3o bem assistidos como os de agora\u201d(<\/em>17).<\/p>\n<p>Frederick Hurter, um bi\u00f3grafo do Papa Inoc\u00eancio III no s\u00e9culo XIX chegou a declarar:&nbsp;<em>\u201cTodas as institui\u00e7\u00f5es de benefic\u00eancia que a ra\u00e7a humana possui hoje em dia para minorar a sorte dos desafortunados, tudo o que tem sido feito para socorrer os indigentes o os aflitos nas vicissitudes das suas vidas e em qualquer tipo de sofrimento, procede direta ou indiretamente da igreja de Roma. Eia deu o exempio, perseverou na sua tarefa e, com frequ\u00eancia, proporcionou os meios necess\u00e1rios para leva-la a cabo\u201d(<\/em>18).<\/p>\n<p>A extens\u00e3o das atividades caritativas da lgreja aprecia-se as vezes com mais clareza quando deixam de existir.<\/p>\n<p>Na inglaterra do s\u00e9culo XVl, por exemplo, o rei Henrique Viil (separou da igreja Cat\u00f3lica) suprimiu os mosteiros e confiscou-lhes as propriedades, distribuindo-as a pre\u00e7o de banana entre os homens influentes do seu reino. O pretexto para essa medida foi que os mosteiros se haviam tornado fonte de esc\u00e2ndalo e imoraiidade, embora restem poucas d\u00edvidas de que tais acusa\u00e7\u00f5es fantasiosas n\u00e3o faziam mais do que dissimular a cobi\u00e7a real. As consequ\u00eancias sociais da dissolu\u00e7\u00e3o dos mosteiros devem ter sido muito significativas. Os Levantes do Norte de 1536, uma rebeii\u00e3o popular tamb\u00e9m conhecida corno a Peregrina\u00e7\u00e3o da Gra\u00e7a, tiveram muito a ver com a ira popular causada peio desaparecimento da caridade mon\u00e1stica. Em uma peti\u00e7\u00e3o dirigida ao rei dois anos mais tarde, observava-se:<\/p>\n<p><em>\u201cA experi\u00eancia que tivemos com a supress\u00e3o dessas casas mostra-nos claramente que se provocou e continuar\u00e1 a provocar-se neste reino de Vossa Majestade um grande mal e uma grande deteriora\u00e7\u00e3o, assim como um grande empobrecimento de muitos dos vossos humildes s\u00faditos.&#8221;<\/em><\/p>\n<p><em>__________________________________________<\/em><\/p>\n<p>Refer\u00eancias<\/p>\n<p>(1) Alvin J. Schmicit, Under the Influence: How Christianity Transformed Civilization, Zoncicrvan, Granei Rapids, Michigan, 200 I, pag J 30.<\/p>\n<p>(2) Michael Davies, For Altar and Throne: The Rising in the Vendee, Rill nant Press, St. Paul, Minnesota, 1997, pag. 13.<\/p>\n<p>(3) Vicent Carroll e David Shiflett, Christianity on Trial, Encounter Books, San Francisco, 2001, p\u00e1g. 142.<\/p>\n<p>(4) William Edward Hartpole Lecky, History of European Morais from Augustus to Charlemagne, vol. 1, D. Appleton and Co., New York, 1870, p\u00e1gs. 199-200.<\/p>\n<p>(5) Ibid., p\u00e1g. 202. (6) Alvin J. Schmidt, Under the Influence, p\u00e1gs. 153-5.<\/p>\n<p>(7) John A. Ryan, &#8216;Charity and Charities&#8221;, em Catholic Enciclopedia; Guenter B. Risse, Mending Bodies, Saving Souls: A History of Hospitais, Oxford University Press, New York, 1999, p\u00e1gs. 79 e segs.<\/p>\n<p>(8) Guenter B. Risse, Mending Bodies, Saving Souls, p\u00e1g. 73.<\/p>\n<p>(9) Fielding H. Garrison, An Introduction of the History of Medicine, W.B. Saunders, Philadelphia, 1914, p\u00e1g. 118; citado em Alvin J. Schmidt, Under the Influence, p\u00e1g. 131.<\/p>\n<p>(10) William E.H. Lecky, History of European Morais from Augustus to Charlemagne, vol. I, p\u00e1g. 85.<\/p>\n<p>(11) Roberto Margotta, The History of Medicine, Paul Lewis, cd., Smithmark, New York, 1996, p\u00e1g. 52.<\/p>\n<p>(12) Guenter B. Risse, Mending Bodies, Saving Souls, p\u00e1g. 95.<\/p>\n<p>(13) ibid., p\u00e1g. 138.<\/p>\n<p>(14) Vincent Carroli e David ShiOett, Christianity on Trial, pag. 143.<\/p>\n<p>(15) Cajctan BaluFri, The Charity or the Church, pag. 16. [16] Ibid., rag. 185. [17] Citado em John A. Ryan, &#8220;Chal&#8217;ity and Charities&#8221;, em Catholic Encyciopedia. [18] Cajetan Baluffi, The Charity or the Church, pag. 257<\/p>\n<p>(16) Ibid., rag. 185.<\/p>\n<p>(17) Citado em John A. Ryan, &#8220;Chal&#8217;ity and Charities&#8221;, em Catholic Encyciopedia.<\/p>\n<p>(18) Cajetan Baluffi, The Charity or the Church, pag. 257,<\/p>\n<p>Texto gentilmente cedido por :&nbsp;<a href=\"http:\/\/portalconservador.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Portal Conservador<\/a><\/p>\n<p>Quer nos ajudar? Saiba como&gt;&gt;&gt;<a href=\"http:\/\/tocaprodutos.com.br\/acoes\/benfeitoria\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/tocaprodutos.com.br\/acoes\/benfeitoria<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/tocadeassis.org.br\/revista\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/tocadeassis.org.br\/images\/general\/0\/0\/0\/jpg\/2676fa1d45ed981d71067dc8c721c6a3\/belem-jpg.jpg\" alt=\"03\"><\/a><\/p>\n<p>Fonte:Toca de Assis<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Igreja Cat\u00f3lica \u00e9 a mais antiga institui\u00e7\u00e3o da humanidade. Com 1,2 bilh\u00e3o de fi\u00e9is, \u00e9 a maior fam\u00edlia religiosa e a maior institui\u00e7\u00e3o de caridade do planeta. Segundo revelam os dados do \u00faltimo,&nbsp;\u201cAnu\u00e1rio Estat\u00edstico da Igreja\u201d, publicado pela Ag\u00eancia Fides por ocasi\u00e3o da Jornada Mission\u00e1ria, a Igreja administra 115.352 Institutos sanit\u00e1rios, de assist\u00eancia e&nbsp;<\/p>\n<p><a class=\"btn btn-style\" href=\"https:\/\/portalcatolico.net\/portal\/igreja-catolica-a-maior-instituicao-de-caridade-do-mundo\/\">Continue Reading<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":68621,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-68620","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-igreja_no_mundo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/portalcatolico.net\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/68620","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/portalcatolico.net\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/portalcatolico.net\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/portalcatolico.net\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/portalcatolico.net\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=68620"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/portalcatolico.net\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/68620\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":68624,"href":"https:\/\/portalcatolico.net\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/68620\/revisions\/68624"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/portalcatolico.net\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/68621"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/portalcatolico.net\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=68620"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/portalcatolico.net\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=68620"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/portalcatolico.net\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=68620"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}