{"id":67175,"date":"2019-11-02T20:26:48","date_gmt":"2019-11-02T23:26:48","guid":{"rendered":"http:\/\/portalcatolico.net\/portal\/?p=67175"},"modified":"2019-11-02T20:53:02","modified_gmt":"2019-11-02T23:53:02","slug":"papa-francisco-recebe-nova-presidencia-da-cnbb-no-vaticano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/portalcatolico.net\/portal\/papa-francisco-recebe-nova-presidencia-da-cnbb-no-vaticano\/","title":{"rendered":"Papa Francisco recebe nova presid\u00eancia da CNBB no Vaticano"},"content":{"rendered":"<p>Entre as audi\u00eancias oficiais na manh\u00e3 desta quinta-feira (31), o Pont\u00edfice recebeu a nova dire\u00e7\u00e3o da Confer\u00eancia Nacional dos Bispos do Brasil, durante a tradicional visita ao Vaticano. Em entrevista ao Vatican News, a presid\u00eancia ainda abordou temas como o S\u00ednodo Amaz\u00f4nico, a Campanha da Fraternidade e acolhida aos migrantes no pa\u00eds.<\/p>\n<p>O Papa Francisco cumpriu extensa agenda de compromissos na manh\u00e3 desta quinta-feira (31). Entre as audi\u00eancias privadas no Vaticano, o Pont\u00edfice recebeu&nbsp;a nova dire\u00e7\u00e3o da CNBB: o presidente, Dom Walmor Oliveira de Azevedo, com os vice-presidentes Dom Jaime Spengler e Dom Mario Antonio da Silva, al\u00e9m do secret\u00e1rio-geral, Dom Joel Portella Amado. Em seguida \u00e0 visita ao Papa, eles visitaram a R\u00e1dio Vaticano e concederam uma entrevista a Silvonei Jos\u00e9, que foi ao ao vivo pelo Vatican News no Facebook.<\/p>\n<p><strong>Ou\u00e7a na \u00edntegra a entrevista com a presid\u00eancia da CNBB<\/strong><\/p>\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-67175-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"http:\/\/portalcatolico.net\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/135311675_F135311675.mp3?_=1\" \/><a href=\"http:\/\/portalcatolico.net\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/135311675_F135311675.mp3\">http:\/\/portalcatolico.net\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/135311675_F135311675.mp3<\/a><\/audio>\n<p><b>Silvonei Jos\u00e9 Protz \u2013 Voc\u00eas est\u00e3o vindo, como presid\u00eancia da Confer\u00eancia Nacional dos Bispos do Brasil, numa sequ\u00eancia de encontro com v\u00e1rios Dicast\u00e9rios e Congrega\u00e7\u00f5es da C\u00faria Romana e que culminou com audi\u00eancia com o Papa Francisco.<br \/>\n<\/b><br \/>\n<b>Dom Walmor Oliveira de Azevedo<\/b>&nbsp;\u2013 N\u00f3s somos agradecidos por este encontro que como voc\u00ea lembrou culmina em nossa visita, como presid\u00eancia da CNBB, \u00e0s inst\u00e2ncias da C\u00farias Romana e ao Papa. O encontro com o Santo Padre \u00e9 um encontro da mais alta import\u00e2ncia. Tivemos a oportunidade de falar a ele de nossa ades\u00e3o e de nossa alegria de estarmos juntos nesse caminho que a Igreja procura agora percorrer como novas respostas, fortalecendo nosso cora\u00e7\u00e3o e nossa miss\u00e3o. Portanto, \u00e9 um momento de muita alegria. Quero compartilhar que o Santo Padre \u00e9 um homem de Deus, aberto, pr\u00f3ximo, simples. Uma refer\u00eancia muito importante para n\u00f3s. Estamos neste caminho juntos para que o Evangelho de Jesus Cristo seja anunciado e a nossa Igreja se torne cada vez mais mission\u00e1ria em todo canto porque essa \u00e9 a nossa tarefa e a alegria de nosso trabalho. Tivemos cerca de uma hora de encontro com ele, de conversa, de partilha nos fortalecendo. E queremos tamb\u00e9m repassar a todos os nossos irm\u00e3os nesse caminho de nossa Igreja.<\/p>\n<p><b>Como foi esse encontro como presid\u00eancia da CNBB? O senhor tamb\u00e9m traz a realidade da Igreja no Brasil?<br \/>\n<\/b><br \/>\n<b>Dom Walmor<\/b>&nbsp;\u2013 Esse encontro teve, de fato, uma singularidade porque oportunizou a n\u00f3s, como presid\u00eancia, colocar no cora\u00e7\u00e3o do Santo Padre o caminho de nossa Igreja, nossas preocupa\u00e7\u00f5es, os desafios que enfrentamos mas ao mesmo tempo as esperan\u00e7as que temos. E, ao mesmo tempo, ouvir dele. Ao ouvi-lo nosso caminho se torna tamb\u00e9m mais fortalecido. Portanto, uma experi\u00eancia muito bonita, muito gratificante e que nos fortalece trazendo tamb\u00e9m o cora\u00e7\u00e3o de cada irm\u00e3o bispo, de cada Igreja particular, de todo o nosso Brasil. \u00c9 assim que n\u00f3s nos sentimos muito agradecidos e fortalecidos.<\/p>\n<p><b>O Santo Padre conhece a realidade do Brasil?<br \/>\n<\/b><br \/>\n<b>Dom Jaime Spengler<\/b>&nbsp;\u2013 Conhece. Ele est\u00e1 acompanhando muito de perto, com muita aten\u00e7\u00e3o e muito interesse o dia a dia de nosso povo, da nossa gente e, diria, da nossa Igreja sobretudo. Ele conhece em profundidade a nossa realidade. J\u00e1 tive a oportunidade de encontrar o Papa em diferentes momentos. O ano passado estive aqui no S\u00ednodo para a Juventude. Tivemos tr\u00eas semanas de trabalho, conv\u00edvio e ora\u00e7\u00e3o junto com ele. Uma oportunidade sempre \u00fanica, singular. Cada vez \u00e9 especial.<\/p>\n<p><b>O senhor tamb\u00e9m teve a oportunidade de encontrar o Papa v\u00e1rias vezes durante o S\u00ednodo para a Pan-Amaz\u00f4nia. Mas \u00e9 sempre um momento \u00fanico cada encontro?<br \/>\n<\/b><br \/>\n<b>Dom M\u00e1rio Ant\u00f4nio da Silva<\/b>&nbsp;\u2013 \u00c9 verdade. Durante o S\u00ednodo, a conviv\u00eancia \u00e9 muito fraterna. Nesta audi\u00eancia agora com os membros da Presid\u00eancia da CNBB \u00e9 algo muito intenso. Mas, ao mesmo tempo, de muita paz e sabedoria. Digo paz n\u00e3o pelo olhar, pela espontaneidade do nosso di\u00e1logo com o Papa Francisco. Do entendimento e preocupa\u00e7\u00e3o dele com aquilo que \u00e9 a Igreja no Brasil n\u00e3o s\u00f3 por hoje mas tamb\u00e9m pela hist\u00f3ria tanto de nossas comunidades e da CNBB. E de sabedoria. Quando a gente convive com uma pessoa s\u00e1bia, a gente fica alimentado. Alimentar-se deste encontro para que prossigamos no servi\u00e7o que \u00e9 o mais importante, de toda nossa vida e de toda a nossa voca\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><b>Dom Joel Portella Amado<\/b>&nbsp;\u2013 Foi entregue pelo papa pelo secret\u00e1rio das Campanhas o texto base da Campanha da Fraternidade 2020. Que \u00e9 um pouco tamb\u00e9m uma grande refer\u00eancia do esp\u00edrito evangelizador da Igreja no Brasil. Mais do que trazer alguma coisa para o Papa, trouxemos a nossa confian\u00e7a, nossa unidade e nossa comunh\u00e3o. E, como j\u00e1 foi dito aqui, receber dele a confirma\u00e7\u00e3o \u00e9 algo importante para, que j\u00e1 estive com ele no in\u00edcio de seu pontificado. Gostaria de ressaltar a tranquilidade interior do Santo Padre. \u00c0s vezes nos assustamos com pequenas coisas. Ele que conhece a realidade do Brasil e do mundo, \u00e9 um homem tranquilo, com uma tranquilidade que brota do Evangelho e leva ao Evangelho.<\/p>\n<p><b>Como est\u00e1 o Papa, todo mundo sempre pergunta. Que vis\u00e3o o senhor tem?<br \/>\n<\/b><br \/>\n<b>Dom Walmor<\/b>&nbsp;\u2013 O Papa est\u00e1 \u00f3timo. Sereno. Bonito. Alegre e acolhedor. O que nos fortalece, \u00e9 para n\u00f3s um exemplo e nos faz perguntar: de onde vem esta fonte? Certamente, de uma intimidade profunda com Deus que todos n\u00f3s temos que cultivar que gera tamb\u00e9m beleza f\u00edsica.<\/p>\n<p><b>O dia a dia do Papa \u00e9 complicado. Sempre voltado \u00e0 ora\u00e7\u00e3o, no in\u00edcio do dia, mas depois com uma s\u00e9rie de audi\u00eancias a longo do dia. E j\u00e1 come\u00e7amos a olhar para a pr\u00f3xima viagem internacional do Santo Padre ao Jap\u00e3o com um fuso hor\u00e1rio de diferen\u00e7a de 8h em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Roma. Quem sabe voc\u00ea n\u00e3o o recebem de novo no Brasil?<br \/>\n<\/b><br \/>\n<b>Dom Walmor<\/b>&nbsp;\u2013 Ser\u00e1 sempre uma alegria. E todas as pessoas que falam comigo pedem: convidem o Papa. N\u00f3s esperamos que isto possa acontecer, quem sabe.<\/p>\n<p><b>Encerrou-se no \u00faltimo domingo o S\u00ednodo para a Amaz\u00f4nia. Como foi esta experi\u00eancia?<br \/>\n<\/b><br \/>\n<b>Dom Walmor<\/b>&nbsp;\u2013 Eu considero a experi\u00eancia do S\u00ednodo exatamente a oportunidade do di\u00e1logo, da escuta, da partilha e do ato de nos debru\u00e7armos sobre a realidade da Amaz\u00f4nia em si, o que nos ensina muito para todo canto do mundo e do Brasil. Mais do que simplesmente um texto, ali\u00e1s esperamos aquilo que o Papa vai nos dizer. Por\u00e9m, aquilo que est\u00e1 no horizonte \u00e9 um grande convite, forte e permanente, \u00e0 convers\u00e3o. Seja pastoral, ecol\u00f3gica, cultural, sinodal, esse \u00e9 o caminho. Mas mais do que aquilo que se escreveu, \u00e9 aquilo que ficou marcado em nosso cora\u00e7\u00e3o e, portanto, marcado para o caminho mission\u00e1rio de toda nossa Igreja. Somos todos aprendizes. H\u00e1 um longo caminho a percorrer e respostas novas n\u00f3s precisamos e poderemos dar com a gra\u00e7a de Deus.<\/p>\n<p><b>Durante o caminho sinodal vimos muitas cr\u00edticas, depois aqui nas tr\u00eas semanas um caminho percorrido com muita unidade entre os bispos. O que acontece?<br \/>\n<\/b><br \/>\n<b>Dom M\u00e1rio<\/b>&nbsp;\u2013 Foram tr\u00eas semanas de continuidade do processo anterior das escutas de nossas comunidades. Pelo documento preparat\u00f3rio e depois tamb\u00e9m pela devolutiva ao Instrumento Laboris. Essas tr\u00eas semanas aqui com o Papa Francisco foram uma possibilidade de aprofundamento daquilo que j\u00e1 havia proposto numa discuss\u00e3o. E foi algo para reflex\u00e3o, complementa\u00e7\u00e3o, para aprofundamento e de muita ora\u00e7\u00e3o. A din\u00e2mica e a metodologia do S\u00ednodo \u00e9 feita de interven\u00e7\u00f5es, falas, mas tamb\u00e9m de reflex\u00e3o e ora\u00e7\u00e3o. E aquilo que conclu\u00edmos no documento final e entregamos ao Papa foi fruto de discuss\u00f5es, debates, opini\u00f5es, de consenso. Mas \u00e9 ineg\u00e1vel que foi fruto de ora\u00e7\u00e3o, inclusive de quem nos acompanhou no Brasil e no mundo. A ora\u00e7\u00e3o continua sendo necess\u00e1ria para este momento que entregamos ao padre as propostas e temos consci\u00eancia de que, como padres sinodais, como comunidades e como Igreja na Amaz\u00f4nia, os caminhos j\u00e1 consagrados, reabriram os novos caminhos que \u00e0s vezes ficaram esquecidos. Com os novos caminhos propostos, o Papa, tudo indica, vai nos brindar com uma nova Exorta\u00e7\u00e3o e vai exigir de n\u00f3s mais empenho, mais interpela\u00e7\u00e3o e at\u00e9 mesmo esp\u00edrito de convers\u00e3o cont\u00ednua, \u00e0 luz da ora\u00e7\u00e3o e da participa\u00e7\u00e3o de todos. Foi o meu primeiro S\u00ednodo marcante e singular nesta experi\u00eancia de vida crist\u00e3 e de vida episcopal que penso que na ora\u00e7\u00e3o e caridade produzir\u00e1 muitos frutos para a Amaz\u00f4nia, Am\u00e9rica Latina e Brasil e tamb\u00e9m para todo mundo.<\/p>\n<p><b>L\u00e1 em Porto Alegre como o senhor acompanhou o S\u00ednodo?<br \/>\n<\/b><br \/>\n<b>Dom Jaime<\/b>&nbsp;\u2013 N\u00f3s acompanhamos o processo do S\u00ednodo. Seja da prepara\u00e7\u00e3o, seja da realiza\u00e7\u00e3o e celebra\u00e7\u00e3o da Assembleia Sinodal propriamente dita por meio dos meios de comunica\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m partilhando com o nosso povo, nossa gente aquilo que pod\u00edamos compartilhar. Certamente, a perspectiva do S\u00ednodo nos desafia a todos. O S\u00ednodo para a Amaz\u00f4nia sim, mas o subt\u00edtulo traz uma provoca\u00e7\u00e3o enorme para todos n\u00f3s: novos caminhos para Igreja. Como ser presen\u00e7a de Igreja na realidade marcada, por exemplo, por esta caracter\u00edstica profundamente urbana? Segundo aspecto, como responder aos desafios da seculariza\u00e7\u00e3o muito presente nas nossas sociedades? Como transmitir a f\u00e9 \u00e0s novas gera\u00e7\u00f5es? Eu creio que s\u00e3o quest\u00f5es que dizem respeito a vida de toda Igreja. Certamente, a realidade da Amaz\u00f4nia serve como uma esp\u00e9cie de pano de fundo. Uma realidade que instiga, provoca e exige de n\u00f3s uma resposta. Esta resposta certamente repercutir\u00e1 na vida de toda a Igreja. O caminho iniciado tem o seu lugar, seu tempo. H\u00e1 uma segunda ou terceira etapa do S\u00ednodo que precisa ser desenvolvida at\u00e9 isto, depois, chegar \u00e0s nossas comunidades como indica\u00e7\u00f5es vi\u00e1veis para que a Igreja possa ser essa presen\u00e7a vigorosa junto a vida de nossa gente e de nossos povos. Ent\u00e3o temos um caminho longo e bonito pela frente e que, certamente, o Esp\u00edrito de Deus h\u00e1 de orientar a todos n\u00f3s.<\/p>\n<p><b>Em Bras\u00edlia que perguntas se faziam na imprensa e tamb\u00e9m qual o sentimento sobre o S\u00ednodo durante a realiza\u00e7\u00e3o?<br \/>\n<\/b><br \/>\n<b>Dom Joel<\/b>&nbsp;\u2013 Havia muitas perguntas a respeito, principalmente a partir do \u201cInstrumento de Trabalho\u201d. N\u00f3s sempre procuramos responder dizendo que o S\u00ednodo tem um tema e tem um m\u00e9todo sinodal. Por exemplo descrito no testemunho de dom M\u00e1rio. Muito mais importante do que qualquer tema que se possa tratar. Em princ\u00edpio, qualquer tema pode ser tratado por um S\u00ednodo. Mas quando se substitui o papel pelo rosto e pelo conv\u00edvio, como dom M\u00e1rio indicou, n\u00f3s vimos a surpresa de que todas aquelas poss\u00edveis problem\u00e1ticas que poderiam gerar cis\u00f5es e incompreens\u00f5es n\u00e3o aconteceram. Em Bras\u00edlia foi assim. Nossa Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o acompanhou a cada dia, nossa Assessora de Comunica\u00e7\u00e3o esteve no Vaticano produzindo boletins di\u00e1rios e as informa\u00e7\u00f5es. A cada dia se firmava para n\u00f3s uma certeza: a beleza da comunh\u00e3o se concretizava naquele encontro conduzido pelo Santo Papa.<\/p>\n<p><b>Destacamos a beleza da constru\u00e7\u00e3o deste S\u00ednodo, com opini\u00f5es divergentes, mas com uma metodologia que propiciou a escuta e se chegou a consensos.<\/b><\/p>\n<p><b>Dom Walmor<\/b>&nbsp;\u2013 Oportuniza sua reflex\u00e3o a dizer que nada \u00e9 mais importante na Igreja que a comunh\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 uma comunh\u00e3o simplesmente pelas nossas afinidades ou pelo modo de pensar igual. Mas \u00e9 uma comunh\u00e3o que se funda exatamente na Trindade, no Pai, no filho e no Esp\u00edrito Santo e constitui a base do caminho espiritual e de vida de todos n\u00f3s. Por isto que na Igreja Cat\u00f3lica, as diferen\u00e7as que existem muitas criam tens\u00f5es. S\u00e3o tens\u00f5es em raz\u00e3o de nossa condi\u00e7\u00e3o humana. S\u00e3o confrontos, mas temos a possibilidade de fazermos de nossas diferen\u00e7as, pela for\u00e7a da comunh\u00e3o que est\u00e1 para al\u00e9m de n\u00f3s em nossa fonte que \u00e9 Deus, uma grande riqueza. E um S\u00ednodo \u00e9 esta experi\u00eancia de coloca\u00e7\u00f5es e perspectivas, \u00e0s vezes diferentes, na busca de novos caminhos que foi e continua sendo uma experi\u00eancia muito bonita porque quem conduz a Igreja \u00e9 o Esp\u00edrito Santo. Quando h\u00e1 comunh\u00e3o, n\u00e3o h\u00e1 vencedores e nem vencidos. Todos est\u00e3o no seu lugar certo dando sua contribui\u00e7\u00e3o porque o que vale \u00e9 a comunh\u00e3o e o amor.<\/p>\n<p><b>Esperamos agora a Exorta\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica, quem sabe como um presente de Natal.<br \/>\n<\/b><br \/>\n<b>Dom Walmor<\/b>&nbsp;\u2013 Esperamos, assim o Papa Francisco sinalizou. Estamos rezando e em comunh\u00e3o e ser\u00e1 certamente muito importante chegar essa sua palavra como fruto deste caminho que empenhou tantas pessoas e tantas comunidades. E que a partir das comunidades da Amaz\u00f4nia interpelou a Igreja no Brasil e no mundo a novos caminhos e respostas.<\/p>\n<p><b>A CNBB publicou recentemente uma nota sobre o vazamento de \u00f3leo no Nordeste brasileiro cobrando, \u00e0 luz do S\u00ednodo, uma profunda convers\u00e3o ecol\u00f3gica.<br \/>\n<\/b><br \/>\n<b>Dom Joel<\/b>&nbsp;\u2013 H\u00e1 uma pergunta muito simples de fazer por\u00e9m complexa de assumir como desafio: o que \u00e9 que estamos fazendo com a cria\u00e7\u00e3o que Deus colocou em nossas m\u00e3os? O que estamos fazendo com os seres humanos e com as pessoas? Vemos in\u00fameras situa\u00e7\u00f5es de dor e sofrimento. E o que \u00e9 que estamos fazendo com o Planeta? Eu n\u00e3o tenho clareza t\u00e9cnica para dizer da origem do \u00f3leo. Mas nem me pergunto pela origem. Seja acidental seja o que for, ele ali est\u00e1 como sinal de que alguma coisa precisa ser feita. Sen\u00e3o impedir que aconte\u00e7a, pelo menos com um pouco mais de rapidez se apure para que n\u00e3o se repita e se resolva as sequelas ali deixadas que s\u00e3o muito grandes.<\/p>\n<p><b>Os senhores tamb\u00e9m citaram o \u00edmpeto de homens e mulheres que se colocaram voluntariamente para salvar o meio ambiente.<\/b><br \/>\n<b><br \/>\nDom Joel<\/b>&nbsp;\u2013 Sim, o mundo precisa disto. Precisa de pessoas que acreditam na causa de Deus, do ser humano e do planeta. Pessoas que, se for preciso, at\u00e9 doam a vida para resolver os problemas da humanidade. No \u00e2mbito ecol\u00f3gico mas tamb\u00e9m em tantos outros \u00e2mbitos. Vendo dom M\u00e1rio aqui me lembra a situa\u00e7\u00e3o l\u00e1 dos refugiados venezuelanos. Quantos volunt\u00e1rios, quantos cora\u00e7\u00f5es generosos n\u00f3s temos. Ou se quiser voltar na quest\u00e3o do S\u00ednodo quantas pessoas no sil\u00eancio do dia a dia da Amaz\u00f4nia anunciam o Evangelho e d\u00e3o a vida pela paz. Esta \u00e9 a beleza que exatamente faz a diferen\u00e7a no mundo.<\/p>\n<p><b>Eu jogo a bola para dom M\u00e1rio que na sua realidade acolheu em Roraima tantos venezuelanos que vieram ao Brasil em busca de melhor qualidade de vida.<br \/>\n<\/b><br \/>\n<b>Dom M\u00e1rio<\/b>&nbsp;\u2013 O fluxo migrat\u00f3rio da Venezuela para o Brasil nos faz viver uma experi\u00eancia n\u00e3o muito rotineira em nossa vida. Estamos acostumados escutar que brasileiros migram. Mas n\u00e3o estamos acostumados a acolher migrantes em nossas localidades. Roraima tem feito essa experi\u00eancia desde 2015. Claro que hoje, em 2019, todo o Brasil e muitos outros pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina e Europa j\u00e1 receberam tamb\u00e9m imigrantes venezuelanos. Eles continuam com o direito de migrar devido \u00e0 crise militar em seu pa\u00eds e com o direito \u00e0 uma vida digna necessitando de acolhimento, de alimento, de sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, possibilidade de trabalho para sustentar a si mesmo e tamb\u00e9m aos seus familiares. A grande necessidade que encontramos hoje em Roraima, a respeito dos irm\u00e3os e irm\u00e3s vindos da Venezuela, \u00e9 que o Brasil todo tamb\u00e9m possa continuar acolhendo-os para possibilitar a eles uma vida com dignidade. A migra\u00e7\u00e3o \u00e9 tamb\u00e9m uma oportunidade de viver a solidariedade, a pr\u00e1tica da justi\u00e7a e da caridade. O S\u00ednodo nos fez perceber que a nossa Amaz\u00f4nia grita por evangeliza\u00e7\u00e3o sim, compromisso e empenho nosso, mas grita tamb\u00e9m por justi\u00e7a no tocante aos migrantes e a tantos outros necessitados que convivem conosco, que merecem nossa aten\u00e7\u00e3o e o nosso arrega\u00e7ar mangas para fazer o melhor no esp\u00edrito de solidariedade e partilha do que somos e temos.<\/p>\n<p><b>La no Rio Grande do Sul, no caso em Porto Alegre, como a Igreja se move com rela\u00e7\u00e3o a isso?<br \/>\n<\/b><br \/>\n<b>Dom Jaime<\/b>&nbsp;\u2013 A solidariedade est\u00e1 muito presente nas nossas comunidades. Temos recebido no territ\u00f3rio da Arquidiocese venezuelanos que o poder p\u00fablico envia para nossas cidades. \u00c9 muito bonito ver o esp\u00edrito de abertura e acolhida das comunidades. O que seria das nossas comunidades sem essa generosidade que as distingue. O quanto bem se realizar em prol dos menos favorecidos de nossa sociedade e realidade por meio da generosidade muitas vezes n\u00e3o vista, n\u00e3o publicizada e que n\u00e3o entra em nossas estat\u00edsticas oficiais e planilhas cont\u00e1beis. \u00c9 realmente um batalh\u00e3o de pessoas que se colocam na perspectiva que aponta Pedro, nos Atos dos Ap\u00f3stolos, quando pergunta: quem \u00e9 Jesus? E a resposta ali \u00e9 bel\u00edssima: \u201cum homem que passou por n\u00f3s fazendo o bem\u201d. Todos n\u00f3s compreendemos que nosso povo sem racionalizar, sem conceitualizar este aspecto, exercita isto de uma forma extraordin\u00e1ria.<\/p>\n<p><b>Quais s\u00e3o os projetos imediatos e campos priorit\u00e1rios da CNBB?<br \/>\n<\/b><br \/>\n<b>Dom Walmor<\/b>&nbsp;\u2013 A CNBB tem uma hist\u00f3ria de 67 anos. Portanto, um caminho evangelizador e mission\u00e1rio muito rico. O que para n\u00f3s \u00e9 uma grande refer\u00eancia. Estamos num momento novo que se deve \u00e0s exig\u00eancias e aos desafios postos para a sociedade n\u00e3o s\u00f3 brasileira mas mundial no \u00e2mbito das grandes mudan\u00e7as culturais e tamb\u00e9m diante dos desafios que temos que dar respostas como Igreja na evangeliza\u00e7\u00e3o e nesta tarefa importante e bonita, que \u00e9 nova para n\u00f3s, da qual somos todos aprendizes, n\u00e3o apenas do ponto de vista pessoal mas tamb\u00e9m de opera\u00e7\u00f5es mais t\u00e9cnicas e com for\u00e7a de mudan\u00e7a no \u00e2mbito ambiental. A Igreja nossa est\u00e1 num caminho muito bonito. Eu destacaria, em primeiro lugar, as Diretrizes Gerais da A\u00e7\u00e3o Evangelizadora da Igreja no Brasil como um caminho bem tra\u00e7ado, com um horizonte muito rico e que tem uma for\u00e7a muito especial de articular o caminho evangelizador da nossa Igreja para essas novas respostas.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m olho, de modo muito especial, para o \u00e2mbito da comunica\u00e7\u00e3o. Estamos aqui nos comunicando. Este \u00e9 um \u00e2mbito fundamental para o caminho da Igreja para mudar mentalidades, para produzir compreens\u00e3o, para ajustar entendimentos e para abrir novos contextos de relacionamento. Por isto, n\u00f3s como CNBB estamos empenhados neste trabalho de uma boa comunica\u00e7\u00e3o, tecnicamente qualificada, tecnologicamente bem equipada e certamente com a for\u00e7a do Evangelho e dos conte\u00fados que temos.<\/p>\n<p>Gostar\u00edamos de dizer ainda a nossa preocupa\u00e7\u00e3o com toda a quest\u00e3o. \u00c9 muito importante. N\u00e3o me penso aqui apenas \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de padres, di\u00e1conos, seminaristas mas tamb\u00e9m de leigos numa Igreja que \u00e9 chamada a ser profundamente ministerial e de servi\u00e7os. Este tamb\u00e9m \u00e9 um campo importante para n\u00f3s.<\/p>\n<p>O terceiro ponto, eu gostaria de dizer, \u00e9 uma preocupa\u00e7\u00e3o fundamental que se refere \u00e0 gest\u00e3o administrativa e financeira. A tudo aquilo que diz respeito ao modo como usamos o que \u00e9 importante para n\u00f3s. Por isso, conversando com o Santo Padre, no horizonte que foi indicado pelo S\u00ednodo, n\u00f3s vamos trabalhar para instituir um Fundo Nacional para a Amaz\u00f4nia em miss\u00e3o. Portanto, este \u00e9 um campo muito fundamental com coisas muito s\u00e9rias e importantes porque quando n\u00f3s falamos de transpar\u00eancia, de credibilidade, olhando governos, o que \u00e9 importante, n\u00f3s olhamos tamb\u00e9m para n\u00f3s porque temos que ser cred\u00edveis e exemplares. Ent\u00e3o, neste horizonte bonito, com o trabalho das muitas comiss\u00f5es com frentes mission\u00e1rias e com muitos projetos estamos no caminho de muito trabalho, alegria e esperan\u00e7a.<\/p>\n<p><b>Neste \u00e2mbito, o relacionamento com as Igrejas irm\u00e3s, vimos no S\u00ednodo a presen\u00e7a de representantes da Assembleia de Deus. Como est\u00e1 na Igreja no Brasil este caminho concreto do ecumenismo e do di\u00e1logo inter-religioso?<br \/>\n<\/b><br \/>\n<b>Dom Joel<\/b>&nbsp;\u2013 Existe uma continuidade hist\u00f3rica nestes anos que dom Walmor lembrou de um di\u00e1logo muito rico, enquanto confer\u00eancia episcopal, com nossos irm\u00e3os que creem em Cristo e tamb\u00e9m um di\u00e1logo inter-religioso com outras religi\u00f5es. Assim que cheguei, um pouco mais de um m\u00eas, j\u00e1 come\u00e7\u00e1vamos a celebrar juntos os 20 anos da declara\u00e7\u00e3o conjunta cat\u00f3lico-luterana sobre a Doutrina da Justifica\u00e7\u00e3o. Teremos tamb\u00e9m a Campanha da Fraternidade Ecum\u00eanica em 2021. Portanto, em torno de Jesus Cristo e em torno da constru\u00e7\u00e3o da justi\u00e7a e da paz no Brasil temos constru\u00eddo uma rela\u00e7\u00e3o muito positiva e significativa.<\/p>\n<p><b>Como tem sido o relacionamento com o governo federal?<br \/>\n<\/b><br \/>\n<b>Dom Joel<\/b>&nbsp;\u2013 Tem sido um relacionamento de respeito e de di\u00e1logo. Uma coisa muito clara para n\u00f3s, enquanto Confer\u00eancia Episcopal, n\u00e3o h\u00e1 nem uma identifica\u00e7\u00e3o total nem h\u00e1 um distanciamento total. N\u00f3s temos uma responsabilidade que brota do Evangelho, que \u00e9 a responsabilidade de dialogar com o governo. Fizemos as visitas protocolares que s\u00e3o previstas, temos sempre, que necess\u00e1rio, conversas, com in\u00fameras inst\u00e2ncias, n\u00e3o \u00e9 o caso de entrar em detalhes aqui, mas eu diria que aqui est\u00e1 o nosso papel: partir do di\u00e1logo fundamentado, acima de tudo no Evangelho na defesa do ser humano e dos grandes valores da Doutrina Social nos indica, para conversar, dialogar, dar as raz\u00f5es de nossa esperan\u00e7a na sede da CNBB e em cada um de n\u00f3s aqui uma porta aberta para o di\u00e1logo. N\u00e3o h\u00e1 como construir alguma coisa se n\u00e3o for a partir da comunh\u00e3o e do di\u00e1logo. Podemos at\u00e9 pensar de maneira diferente, mas n\u00e3o podemos de maneira alguma considerar algu\u00e9m que pensa diferente de n\u00f3s como algu\u00e9m que n\u00e3o possa ser ouvido. Sempre bom ouvir um pensamento diferente e ver onde podemos chegar.<\/p>\n<p><b>A Campanha da Fraternidade 2020 tem o tema: \u201cFraternidade e Vida: dom e compromisso\u201d e o lema inspirado no Bom Samaritano: \u201cViu, sentiu compaix\u00e3o e cuidou dele\u201d.<br \/>\n<\/b><br \/>\n<b>Dom Jaime<\/b>&nbsp;\u2013 \u00c9 bonito este tema da Campanha da Fraternidade 2020. E se coloca, por assim dizer, numa sequ\u00eancia dos temas anteriores. H\u00e1 uma continuidade e tamb\u00e9m digno de destaque \u00e9 a refer\u00eancia com a canoniza\u00e7\u00e3o com a Santa Dulce dos Pobres com o cuidado da vida e a rela\u00e7\u00e3o toda especial com este evento que marca a hist\u00f3ria da Igreja no Brasil com a sua canoniza\u00e7\u00e3o. O cuidado e a promo\u00e7\u00e3o da vida sempre estiveram e estar\u00e3o no centro da miss\u00e3o da Igreja.<\/p>\n<p><b>Temos duas campanhas, a Campanha para a Evangeliza\u00e7\u00e3o e a Campanha da Fraternidade que falamos. Aqui entra o senhor que como bom samaritano est\u00e1 cuidando dos venezuelanos.<\/b><\/p>\n<p><b>Dom M\u00e1rio<\/b>&nbsp;\u2013 Ainda na quest\u00e3o da migra\u00e7\u00e3o, na pergunta anterior, na quest\u00e3o dos volunt\u00e1rios. Temos imensa gratid\u00e3o a pessoas que sem nenhuma paga investem suas economias para acolher e ajudar os imigrantes. E tamb\u00e9m o testemunho de muitas congrega\u00e7\u00f5es religiosas, dioceses e par\u00f3quias, das C\u00e1ritas brasileira e diocesanas, da CNBB que nos presenteou por meio do Fundo Nacional de Solidariedade, com um projeto que desempenhamos por um ano para assistir nossos irm\u00e3os migrantes e tamb\u00e9m possibilitar seu deslocamento para outras regi\u00f5es do Brasil. Este projeto \u00e9 fruto da Campanha da Fraternidade do ano do 2018, fruto do cora\u00e7\u00e3o e da partilha. Eu creio que as campanhas t\u00eam esta finalidade: a partilha. Quem partilha participa com o cora\u00e7\u00e3o e n\u00e3o apenas com o dinheiro. \u00c0s vezes eu digo, nas mobiliza\u00e7\u00f5es para campanhas e o d\u00edzimo: \u00e9 dinheiro por fora mas \u00e9 gra\u00e7a por dentro. \u00c9 uma doa\u00e7\u00e3o que nos faz participantes das causas mais nobres da nossa Igreja e do Reino de Deus. . Quem cuida da vida, Deus cuida da felicidade dele. Queremos ser felizes, partilhemos e cuidemos da vida sem e nenhum interesse.<\/p>\n<p><b>Dom Jaime<\/b>&nbsp;\u2013 Solidariedade sem nenhuma paga. Talvez diante dos crit\u00e9rios do mundo. Estes dias num evento escutei uma express\u00e3o muito bonita e profunda: \u201cquando n\u00f3s somos capazes de cuidar da dor do outro Deus cuida da nossa\u201d. Ent\u00e3o certamente, essa abertura e disponibilidade de tantos de generosamente se p\u00f4r a servi\u00e7o, sem visibilidade e publicidade, mas certamente sem criar o conceito se deixam guiar por esta ideia t\u00e3o bonita.<\/p>\n<p><b>Dom Joel<\/b>&nbsp;\u2013 Eu tenho dito o seguinte: quem tem f\u00e9 ama, quem ama cuida, quem cuida partilha e abre espa\u00e7o para Deus. Esta \u00e9 a l\u00f3gica que est\u00e1 regendo a campanha da Fraternidade e a Campanha da Evangeliza\u00e7\u00e3o. N\u00e3o vou entrar em detalhe do m\u00e9rito porque s\u00e3o muitos. Mas aquela reuni\u00e3o analisando e julgando os pedidos de apoio do projeto do Fundo Nacional de Solidariedade, composto com a coleta da CF, me impressiona como que com R$ 10.000, que pr\u00e1 muita gente \u00e9 pouco, as pessoas s\u00e3o capazes de, somada a um voluntariado que n\u00e3o se consegue quantificar em valores monet\u00e1rios, como se consegue fazer o bem. Silenciosamente temos este jeito de \u201ca m\u00e3o direita n\u00e3o saber o que a esquerda faz\u201d, mas eu fico impressionado. Se algu\u00e9m vai visitar a sede da CNBB eu levo a dois lugares: \u00e0 capela e \u00e0 sala do FNS para que se possa ver o quanto a generosidade do povo brasileiro \u00e9 capaz de fazer, seja doando durante as campanhas seja por meio desta administra\u00e7\u00e3o do Fundo devolvendo \u00e0s comunidades mais necessitadas. O quanto \u00e9 feito com a m\u00e9dia entre 10 e 15 mil reais.<\/p>\n<p><b>Dom Walmor<\/b>&nbsp;\u2013 No horizonte desta beleza de reflex\u00e3o eu vou aproveitar agora para ser bem pragm\u00e1tico. Existe o voluntariado mas temos ainda um longo caminho para fazer. A nossa cultura brasileira \u00e9 generosa, mas precisamos ser muito mais generosos e podemos e teremos condi\u00e7\u00f5es de fazer mais. Em rela\u00e7\u00e3o a Campanha da Fraternidade e a Campanha para a Evangeliza\u00e7\u00e3o \u00e9 preciso que os crist\u00e3os contribuam materialmente porque temos muitas demandas de lugares, de projetos importantes de miss\u00e3o que n\u00e3o est\u00e3o sendo feitos exatamente por falta de recursos, por exemplo na Amaz\u00f4nia, um grande desafio. Portanto, todos s\u00e3o convidados a refletir, tocar o cora\u00e7\u00e3o e como se diz colocar a m\u00e3o no bolso porque \u00e9 preciso ajudar concretamente muita gente e muitos projetos importantes. O esp\u00edrito \u00e9 este que nos toca, nos converte, nos faz viver diferentes. Mas \u00e9 preciso que nos exercitemos mais concretamente e generosamente a nossa parte.(Vatican News)<\/p>\n<p>(Transcri\u00e7\u00e3o da entrevista realizada pela Assessoria de comunica\u00e7\u00e3o da CNBB)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entre as audi\u00eancias oficiais na manh\u00e3 desta quinta-feira (31), o Pont\u00edfice recebeu a nova dire\u00e7\u00e3o da Confer\u00eancia Nacional dos Bispos do Brasil, durante a tradicional visita ao Vaticano. Em entrevista ao Vatican News, a presid\u00eancia ainda abordou temas como o S\u00ednodo Amaz\u00f4nico, a Campanha da Fraternidade e acolhida aos migrantes no pa\u00eds. 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