{"id":63968,"date":"2019-04-07T07:54:28","date_gmt":"2019-04-07T10:54:28","guid":{"rendered":"http:\/\/portalcatolico.net\/portal\/?p=63968"},"modified":"2019-04-07T07:54:28","modified_gmt":"2019-04-07T10:54:28","slug":"papa-francisco-que-a-quaresma-nos-faca-conscientes-do-nosso-pecado-para-nao-julgarmos-os-demais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/portalcatolico.net\/portal\/papa-francisco-que-a-quaresma-nos-faca-conscientes-do-nosso-pecado-para-nao-julgarmos-os-demais\/","title":{"rendered":"Papa Francisco: que a Quaresma nos fa\u00e7a conscientes do nosso pecado para n\u00e3o julgarmos os demais"},"content":{"rendered":"<p>No contexto do quinto domingo da&nbsp;Quaresma, o Papa Francisco refletiu sobre o epis\u00f3dio da mulher flagrada em adult\u00e9rio, narrado no Evangelho de S. Jo\u00e3o e pediu aos presentes que todos sejamos conscientes da realidade do pr\u00f3prio pecado para evitar julgar o pr\u00f3ximo, pois somente Deus pode julgar e encarnou-se para &#8220;personificar&#8221; sua miseric\u00f3rdia e ensinar-nos como agir.&nbsp;<\/p>\n<p>Estas foram as palavras do Papa na Audi\u00eancia Geral com os peregrinos neste domingo 07 de abril:&nbsp;<\/p>\n<p>&#8220;Queridos irm\u00e3os e irm\u00e3s, bom dia!<\/p>\n<p>Neste quinto domingo da Quaresma, a liturgia apresenta o epis\u00f3dio da mulher ad\u00faltera (Jo 8,1-11). Nela se op\u00f5em duas atitudes: a dos escribas e fariseus de umaparte, e a de Jesus do outro. Os primeiros querem condenar a mulher, porque sentem os guardi\u00f5es da Lei e da sua aplica\u00e7\u00e3o fiel. Entretanto, Jesus quer salv\u00e1-la, porque ele personifica a miseric\u00f3rdia de Deus que perdoando redime e reconciliando renova.<\/p>\n<p>Enquanto Jesus est\u00e1 ensinando no templo, os escribas e fariseus lhe trazem uma mulher surpreendida em adult\u00e9rio; eles a colocam no meio da multid\u00e3o e perguntam a Jesus se devem apedrej\u00e1-la, como a Lei de Mois\u00e9s prescreve. O evangelista especifica que eles colocam a quest\u00e3o &#8220;para test\u00e1-lo e ter motivos para acus\u00e1-lo &#8220;(v. 6). Pode-se supor que seu objetivo era esse: n\u00e3o apedrej\u00e1-la teria sido motivo suficiente para acusar Jesus de desobedi\u00eancia \u00e0 lei; consentir o apedrejamento, por outro lado, poderia servir de pretexto para denunci\u00e1-lo \u00e0 autoridade romana, que havia reservado para si a autoridade de outorgar este tipo de puni\u00e7\u00e3o e n\u00e3o admitia o linchamento popular.<\/p>\n<p>Os interlocutores de Jesus est\u00e3o fechados nos gargalos do legalismo e querem trancar o Filho de Deus em sua perspectiva de ju\u00edzo e condena\u00e7\u00e3o. Mas ele n\u00e3o veio ao mundo para julgar e condenar, mas para salvar e oferecer \u00e0s pessoas uma nova&nbsp;vida. E como Jesus reage?<\/p>\n<p>Primeiro de tudo ele permanece por um tempo em sil\u00eancio, e ele se inclina para escrever com o dedo no ch\u00e3o, como para recordar que o \u00fanico Legislador e Juiz \u00e9 Deus, ent\u00e3o ele diz: &#8220;Aqueles de voc\u00eas que est\u00e3o sem pecado, joguem a primeira pedra &#8220;(v. 7). Assim, Jesus apela \u00e0 consci\u00eancia daqueles homens: eles se sentiam &#8220;Paladinos da justi\u00e7a&#8221;, mas Ele os leva \u00e0 consci\u00eancia de sua condi\u00e7\u00e3o de homens pecadores, para os quais o direito de vida ou morte n\u00e3o pode ser reivindicado em seus semelhantes. \u00c0 essa altur, um ap\u00f3s o outro, come\u00e7ando com os mais velhos &#8211; ou seja, os que mais experimentaram suas pr\u00f3prias mis\u00e9rias &#8211; todos eles sa\u00edram, desistindo de apedrejar a mulher. Essa cena tamb\u00e9m convida cada um de n\u00f3s a tornar-nos conscientes de que somos pecadores e deixar cair de nossas m\u00e3os as pedras da denigra\u00e7\u00e3o e da condena\u00e7\u00e3o que \u00e0s vezes queremos lan\u00e7ar contra os outros.<\/p>\n<p>No final, permanecem apenas Jesus e a mulher ali: &#8220;a miser\u00e1vel \u200b\u200be a miseric\u00f3rdia&#8221;, como diz Sant&#8217;Agostinho. Jesus \u00e9 o \u00fanico sem culpa, o \u00fanico que poderia atirar a pedra contra ela, mas n\u00e3o o faz, porque Deus &#8220;n\u00e3o quer a morte do pecador, mas que ele se converta e viva&#8221; (ver Ez 33.11). E Jesus despede a mulher com estas palavras maravilhosas: &#8220;V\u00e1 e de agora em diante n\u00e3o peques mais &#8220;(v. 11). Ele abre diante dela um novo caminho, criado pela miseric\u00f3rdia, uma estrada que requer seu compromisso de n\u00e3o pecar mais. \u00c9 um convite que se aplica a cada um de n\u00f3s.<\/p>\n<p>Neste tempo de Quaresma somos chamados a nos reconhecermos como pecadores e a pedir perd\u00e3o a Deus. Pois ao mesmo tempo que nos reconcilia e nos d\u00e1 paz, nos faz come\u00e7ar uma hist\u00f3ria renovada. Cada verdadeira convers\u00e3o \u00e9 destinada a um novo futuro, a uma nova vida, bela, livre do pecado, generosa.<\/p>\n<p>Que a&nbsp;Virgem Maria&nbsp;ajude-nos a testemunhar todo o amor misericordioso de Deus que, em Jesus, nos perdoa e renova nossa exist\u00eancia, sempre nos oferecendo novas possibilidades&#8221;.<\/p>\n<p>O Santo Padre tamb\u00e9m rezou a ora\u00e7\u00e3o do \u00c2ngelus com os fi\u00e9is e saudou os peregrinos vindos dos diversos lugares da It\u00e1lia e do mundo.(ACI Digital)<\/p>\n<p>Papa Francisco l\u00ea seu discurso ante os fi\u00e9is na Pra\u00e7a de S\u00e3o Pedro. Foto: Aci Group<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No contexto do quinto domingo da&nbsp;Quaresma, o Papa Francisco refletiu sobre o epis\u00f3dio da mulher flagrada em adult\u00e9rio, narrado no Evangelho de S. 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