{"id":62681,"date":"2018-12-29T18:58:18","date_gmt":"2018-12-29T21:58:18","guid":{"rendered":"http:\/\/portalcatolico.net\/portal\/?p=62681"},"modified":"2018-12-29T18:58:18","modified_gmt":"2018-12-29T21:58:18","slug":"card-parolin-no-iraque-toquei-a-fe-de-uma-igreja-martir","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/portalcatolico.net\/portal\/card-parolin-no-iraque-toquei-a-fe-de-uma-igreja-martir\/","title":{"rendered":"Card. Parolin: no Iraque toquei a f\u00e9 de uma igreja m\u00e1rtir"},"content":{"rendered":"<div class=\"article__subTitle\">Entrevista com o secret\u00e1rio de Estado vaticano ap\u00f3s retornar de sua visita ao Iraque, onde celebrou o Natal com as comunidades crist\u00e3s. O cardeal tamb\u00e9m fala sobre o encontro de fevereiro no Vaticano sobre a prote\u00e7\u00e3o de menores.<\/div>\n<div class=\"article__subTitle\">Uma visita repleta de significado a uma Igreja que, entre sofrimentos e tribula\u00e7\u00f5es, testemunha a alegria e a beleza do Evangelho. Assim que retornou ao Vaticano, o cardeal Pietro Parolin fala com emo\u00e7\u00e3o sobre sua viagem ao Iraque. O secret\u00e1rio de Estado compartilha a esperan\u00e7a dos fi\u00e9is iraquianos de uma visita do Papa Francisco e ressalta a import\u00e2ncia da colabora\u00e7\u00e3o entre crist\u00e3os e mu\u00e7ulmanos para um futuro pac\u00edfico no pa\u00eds.<\/div>\n<div>\n<p><b>Cardeal Pietro Parolin, as imagens que pudemos receber do Iraque de sua visita, passavam uma sensa\u00e7\u00e3o de grande emo\u00e7\u00e3o. O que representou para o senhor celebrar o Natal com a Igreja m\u00e1rtir do Iraque?<\/b><\/p>\n<p>R. &#8211;&nbsp;<i>Eu diria que a palavra que voc\u00ea usou &#8211; &#8220;emo\u00e7\u00e3o&#8221; &#8211; \u00e9 a correta: uma grande emo\u00e7\u00e3o, uma grande como\u00e7\u00e3o esse encontro com as comunidades crist\u00e3s do Iraque, e uma grande alegria da minha parte certamente, e me parece ter percebido tamb\u00e9m da parte deles. Senti-me muito feliz de poder levar a eles a proximidade do Papa, o seu afeto, a sua b\u00ean\u00e7\u00e3o, a aten\u00e7\u00e3o com que ele sempre seguiu seus acontecimentos. Acredito que a viagem correu bem porque inseriu-se neste tempo especial de Natal, em que h\u00e1 uma atmosfera de celebra\u00e7\u00e3o e alegria. Naturalmente, foi uma ocasi\u00e3o para compartilhar os sofrimentos dos anos recentes e tamb\u00e9m um pouco das incertezas do presente, mas ao mesmo tempo, tamb\u00e9m as esperan\u00e7as pelo futuro. No entanto, eu realmente o definiria como um momento de gra\u00e7a pelo qual sou imensamente grato ao Senhor.<\/i><\/p>\n<p><b>P<\/b>. &#8211;&nbsp;<b>Como o senhor encontrou essa comunidade que &#8211; como dizia &#8211; vive com alegria a f\u00e9 em meio a tantas tribula\u00e7\u00f5es? Que testemunho, na sua opini\u00e3o, d\u00e1 uma comunidade como essa aos outros crist\u00e3os do mundo?<\/b><\/p>\n<p>R. \u2013&nbsp;<i>Nos pronunciamentos que fiz, sobretudo nas homilias, insisti muito neste ponto: &#8220;Voc\u00eas s\u00e3o um testemunho para a Igreja universal. A Igreja universal \u00e9 grata a voc\u00eas por aquilo que voc\u00eas viveram, em como voc\u00eas viveram isso, &nbsp;e deve pegar o &nbsp;exemplo de voc\u00eas, desta capacidade de suportar sofrimentos, afli\u00e7\u00f5es, pelo nome de Jesus&#8221;. Eu diria que esta \u00e9 uma exemplaridade que eles prop\u00f5em a toda a Igreja que &#8211; como diz o Conc\u00edlio &#8211; &#8220;vive entre as persegui\u00e7\u00f5es do mundo e as consola\u00e7\u00f5es de Deus&#8221;. No entanto, o que mais me impressionou foi o orgulho &#8211; no bom sentido da palavra &#8211; com que esses irm\u00e3os e irm\u00e3s vivem sua f\u00e9: sentem-se orgulhosos de serem crist\u00e3os e de continuarem a s\u00ea-lo em meio a tantas dificuldades, a tantas prova\u00e7\u00f5es e sofrimentos!<\/i><\/p>\n<p><b>P<\/b>.<b>&nbsp;&#8211; Uma viagem que lhe deixou tantas imagens fortes e tocantes. H\u00e1 alguma em particular que mais o tenha tocado, quem sabe que sintetiza esta sua visita?<\/b><\/p>\n<p>R. &#8211;&nbsp;<i>As imagens foram tantas, porque cada encontro est\u00e1 bem presente, gravado na minha mem\u00f3ria. Certamente a destrui\u00e7\u00e3o de Mosul, que foi realmente algo que me impressionou profundamente &#8211; ver as igrejas, mas tamb\u00e9m as casas, os pr\u00e9dios, a parte inteira da cidade que mais sofreu pelos acontecimentos b\u00e9licos &#8211; outra coisa que me impressionou muito foram essas igrejas &#8211; tanto as caldeias quanto as s\u00edrio-cat\u00f3licas &#8211; cheias de gente: cheias de homens, de mulheres, de crian\u00e7as e de jovens. Todos cantavam e rezavam. Voc\u00ea se sentia levado pela sua maneira de rezar. Uma \u00faltima imagem que me parece particularmente adequada para a situa\u00e7\u00e3o no Iraque \u00e9 esta: quando est\u00e1vamos em Mosul, era dif\u00edcil andar pela rua porque havia entulho no meio. O governador de Mosul quis vir me cumprimentar. Em um determinado momento ele me pegou pela m\u00e3o. Eu senti isso como um momento muito bonito, que deveria ser simb\u00f3lico daquela que \u00e9 a colabora\u00e7\u00e3o entre crist\u00e3os e mu\u00e7ulmanos: tomar-se pelas m\u00e3os e ajudar-se mutuamente. Naquele momento &#8211; estava chovendo muito \u2013 apareceu um lindo arco-\u00edris no c\u00e9u. Que simbolismo! Tamb\u00e9m isso, o s\u00edmbolo da paz, da alian\u00e7a. Estas s\u00e3o as imagens principais, mas existem muitas outras.<\/i><\/p>\n<p><b>P. &#8211; A sua visita, obviamente, acendeu as esperan\u00e7as de uma visita do Papa Francisco ao Iraque: o que as pessoas que o senhor &nbsp;encontrou lhe disseram a esse respeito?<\/b><\/p>\n<p>R.&nbsp;<i>&#8211; As pessoas ficaram muito contentes por essa presen\u00e7a. Sentiram tamb\u00e9m na presen\u00e7a do Secret\u00e1rio de Estado a presen\u00e7a do Papa, porque eu fui l\u00e1 em nome do Papa para levar a proximidade do Papa! Mas todos, a uma s\u00f3 voz, esperam que ele possa visitar o Iraque em breve e confort\u00e1-los pessoalmente. E a essa esperan\u00e7a dos crist\u00e3os iraquianos tamb\u00e9m eu me uno: que sejam criadas as condi\u00e7\u00f5es, &nbsp;naturalmente, para que o Santo Padre possa ir ao Iraque e possa compartilhar momentos de ora\u00e7\u00e3o e de encontro com nossos irm\u00e3os. Certamente, seria um grande encorajamento para eles, nas dificuldades que ainda &nbsp;devem enfrentar.<\/i><\/p>\n<p><b>P. &#8211; No discurso de sauda\u00e7\u00e3o de Natal \u00e0 C\u00faria, Francisco falou de duas grandes afli\u00e7\u00f5es: o mart\u00edrio &#8211; precisamente &#8211; e depois os abusos. Sobre este tema delicado, quais s\u00e3o as suas esperan\u00e7as para o encontro de fevereiro?<\/b><\/p>\n<p>R. \u2013&nbsp;<i>Penso que o encontro de fevereiro ser\u00e1 muito importante, para o qual se est\u00e1 preparando com grande dedica\u00e7\u00e3o. As minhas esperan\u00e7as s\u00e3o que este encontro convocado pelo Papa, de todos os presidentes das Confer\u00eancias Episcopais, possa fortalecer ou continuar, melhor dizendo &#8211; porque j\u00e1 houve o empenho da Igreja na luta contra este fen\u00f4meno dos abusos &#8211; a aten\u00e7\u00e3o em favor das v\u00edtimas, e sobretudo a cria\u00e7\u00e3o de condi\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a para menores e pessoas vulner\u00e1veis. Parece-me que \u00e9 sobretudo neste ponto que a aten\u00e7\u00e3o dos participantes estar\u00e1 concentrada: isto \u00e9, como criar um ambiente seguro para os menores e as pessoas vulner\u00e1veis. Portanto, eu espero que se caminhe nesta estrada e ao mesmo tempo que exista uma abordagem que se torne sempre mais comum, de toda a Igreja diante desse fen\u00f4meno. Naturalmente, depois cada um pode aplicar, tamb\u00e9m de acordo com a situa\u00e7\u00e3o local em que se vive, mas que seja clara a &#8220;pol\u00edtica&#8221; para todas as Igrejas. Que seja tamb\u00e9m uma abordagem que tenha presente todos os aspectos do fen\u00f4meno, que s\u00e3o m\u00faltiplos e interconectados entre eles, e que depois proceda com uma abordagem que seja inspirada pelos crit\u00e9rios do Evangelho em rela\u00e7\u00e3o a todas as pessoas.<\/i><\/p>\n<p><b>P. &#8211; Para concluir cardeal Parolin, 2019 se apresenta como um ano cheio de compromissos para o Santo Padre: tantas viagens, tantos eventos importantes. Que votos o senhor faria a ele como seu colaborador mais pr\u00f3ximo?<\/b><\/p>\n<p>R.&nbsp;<i>&#8211; Eu diria, e eu realmente o fa\u00e7o no final do ano, mas tamb\u00e9m no come\u00e7o do ano de 2019, que o Senhor sustente o Santo Padre em sua entrega cont\u00ednua em favor da Igreja, e das comunidades crist\u00e3s que se encontram em situa\u00e7\u00f5es de dificuldade e marginalidade. E que ele possa continuar a acender essa esperan\u00e7a e esse amor nos cora\u00e7\u00f5es dos homens, motivo pelo qual tantos o querem t\u00e3o bem e tantos &nbsp;o sentem particularmente pr\u00f3ximo; muitos veem nele verdadeiramente a esperan\u00e7a de um mundo mais solid\u00e1rio, um mundo mais pac\u00edfico, de um mundo feito a medida do homem e da fraternidade. Assim, diante dos tantos desafios atuais, esses s\u00e3o os votos que fa\u00e7o ao Santo Padre para o novo ano.<\/i><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"title__separator\"><b>Por Alessandro Gisotti\/Vatican Midia<\/b><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entrevista com o secret\u00e1rio de Estado vaticano ap\u00f3s retornar de sua visita ao Iraque, onde celebrou o Natal com as comunidades crist\u00e3s. O cardeal tamb\u00e9m fala sobre o encontro de fevereiro no Vaticano sobre a prote\u00e7\u00e3o de menores. 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