{"id":36540,"date":"2017-09-23T16:44:25","date_gmt":"2017-09-23T19:44:25","guid":{"rendered":"http:\/\/portalcatolico.net\/portal\/?p=36540"},"modified":"2017-09-24T16:45:27","modified_gmt":"2017-09-24T19:45:27","slug":"encontro-de-liturgia-na-forania-sul","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/portalcatolico.net\/portal\/encontro-de-liturgia-na-forania-sul\/","title":{"rendered":"Encontro de Liturgia na Forania Sul"},"content":{"rendered":"<p>\u201cA Liturgia \u00e9 o cume para o qual tende a a\u00e7\u00e3o da Igreja e, ao mesmo tempo \u00e9 a fonte de onde emana toda a sua for\u00e7a. Pois os trabalhos apost\u00f3licos se ordenam a isto: que todos feitos pela f\u00e9 e pelo Batismo filhos de Deus, juntos se re\u00fanam, louvem a Deus no meio da Igreja, participem do sacrif\u00edcio e comam a ceia do Senhor\u201d.(Sacrossantum Consilium 10)Quando ouvimos falar em Liturgia, normalmente nos lembramos de normas de celebra\u00e7\u00f5es; manuseio de objetos sagrados; coisas ligadas \u00e0 sacristia. Mas, com certeza, estas s\u00e3o id\u00e9ias falsas, pois Liturgia \u00e9 algo muito mais profundo: \u00e9 a alma da Igreja.<br \/>\nA palavra deriva de dois voc\u00e1bulos gregos: LEITON= povo e ERGON= a\u00e7\u00e3o, servi\u00e7o dedicado. Na Sagrada Escritura, a palavra aparece pela primeira vez na tradu\u00e7\u00e3o grega (LXX) , onde o culto e todos os ritos da Lei de Mois\u00e9s s\u00e3o assim chamados. No Novo Testamento, \u00e9 principalmente nos escritos de Paulo que encontramos o termo, tendo tr\u00eas sentidos diferentes: um profano, quando designa qualquer servi\u00e7o pessoal ou coletivo; um c\u00faltico designando rituais de celebra\u00e7\u00e3o e um vivencial, quando se refere ao culto a Deus. Na Didaqu\u00e8, a palavra vai designar a a\u00e7\u00e3o de Cristo. O culto prestado por Cristo ao Pai.<\/p>\n<p>Sendo a Liturgia a\u00e7\u00e3o de Deus e de seu povo, ela n\u00e3o pode nunca ser a\u00e7\u00e3o de algumas pessoas ou de um determinado grupo ou movimento. Quem celebra \u00e9 sempre o povo de Deus, o Corpo de Cristo, uma comunidade reunida por Cristo e em Cristo na unidade do Esp\u00edrito Santo. N\u00e3o se trata aqui de um povo qualquer, mas de um povo formado por pessoas que acolhendo o convite de Deus pela escuta da Palavra se re\u00fane em assembl\u00e9ia para celebrar. Liturgia n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 celebra\u00e7\u00e3o da missa dominical.<\/p>\n<p>Nela est\u00e3o entendidas todas as formas que a Igreja tem para celebrar o mist\u00e9rio crist\u00e3o, todas as formas rituais que permitem vivenciar e experimentar a \u00edntima comunh\u00e3o com Deus e com os irm\u00e3os. \u2013 (doc 43 CNBB)<\/p>\n<p>Para isto \u00e9 de grande import\u00e2ncia \u00e0 participa\u00e7\u00e3o ativa dos fi\u00e9is. E para promover esta ativa participa\u00e7\u00e3o, devem-se \u201cincentivar as aclama\u00e7\u00f5es do povo, as respostas, as salmodias, as ant\u00edfonas e os c\u00e2nticos, bem como as a\u00e7\u00f5es e gestos e o porte do corpo. H\u00e1 seu tempo seja tamb\u00e9m guardado o sil\u00eancio sagrado\u201d.(SC 30)<\/p>\n<p>Na liturgia, a\u00e7\u00e3o sagrada por excel\u00eancia, constitui o \u00e1pice para o qual tende a a\u00e7\u00e3o da igreja e ao mesmo tempo a fonte de que emana a sua for\u00e7a vital. Mediante a liturgia, Cristo continua na sua igreja, com ela e por meio dela, a obra da nossa reden\u00e7\u00e3o. (CIC 1071 \u2013 1075)<br \/>\nNa liturgia realiza-se a mais intima coopera\u00e7\u00e3o entre o Esp\u00edrito Santo e a igreja. O Esp\u00edrito Santo prepara a igreja para encontrar o seu Senhor; lembra e manifesta Cristo \u00e1 f\u00e9 da assembl\u00e9ia; torna presente e atualiza o mist\u00e9rio de Cristo; une a igreja \u00e1 vida e a miss\u00e3o de Cristo e faz frutificar nela o dom da comunh\u00e3o. (CIC 1091- 1109, 1112) Na liturgia age \u201cCristo todo\u201d (\u201cChristus Totus\u201d) por isso tudo na liturgia \u00e9 imut\u00e1vel.<\/p>\n<p>Na liturgia, especificamente na dos sacramentos, h\u00e1 elementos imut\u00e1veis porque s\u00e3o de institui\u00e7\u00e3o divina, da qual a igreja \u00e9 sua fiel guardi\u00e3. H\u00e1 tamb\u00e9m elementos suscet\u00edveis de mudan\u00e7a, que ela tem o poder e \u00e0s vezes tamb\u00e9m o dever de adaptar as culturas dos diversos povos. (CIC 1205- 1206)<\/p>\n<p>\u201cRegular a Sagrada Liturgia compete unicamente \u00e0 autoridade da Igreja, a qual reside na S\u00e9 Apost\u00f3lica e, segundo as normas do direito, no Bispo. Portanto, ningu\u00e9m mais, absolutamente, ouse, por sua iniciativa, acrescentar, suprimir ou mudar seja o que for em mat\u00e9ria lit\u00fargica\u201d (SC 22).<br \/>\nS\u00e3o orienta\u00e7\u00f5es com express\u00f5es fortes, objetivas, concretas e que todos n\u00f3s entendemos perfeitamente, contudo, nem sempre zelamos para que, na pr\u00e1tica, sejam observadas.<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Paulo II chegou mesmo a fazer este apelo: \u201cSinto o dever de fazer um veemente apelo para que as normas lit\u00fargicas sejam observadas, com grande fidelidade, na celebra\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica. Elas constituem uma express\u00e3o concreta da aut\u00eantica eclesialidade da Eucaristia; tal \u00e9 o seu sentido mais profundo. A Liturgia nunca \u00e9 propriedade particular de algu\u00e9m, nem do celebrante, nem da comunidade onde s\u00e3o celebrados os santos mist\u00e9rios\u201d. O Ap\u00f3stolo Paulo corrigiu a comunidade, no seu tempo, de certas distor\u00e7\u00f5es nas celebra\u00e7\u00f5es (1Cor. 11, 17-34).<\/p>\n<p>Bento XVI, ainda como cardeal, afirmava: \u201co homem n\u00e3o pode \u2018fabricar\u2019 por si mesmo o seu pr\u00f3prio culto: ele agarra somente o vazio, se Deus n\u00e3o se mostra. A verdadeira liturgia pressup\u00f5e que Deus responda e mostre como n\u00f3s podemos ador\u00e1-Lo. Ela implica uma certa forma de institui\u00e7\u00e3o. N\u00e3o pode ter origem na nossa fantasia, na nossa infundada criatividade, ou numa falsa incultura\u00e7\u00e3o, de outra maneira seria um grito nas trevas ou uma simples auto-afirma\u00e7\u00e3o\u201d. N\u00e3o podemos fazer da liturgia um jogo vazio, \u00e0s vezes, at\u00e9 abandonando o Deus vivo, camuflado sob o mundo de sacralidade.<\/p>\n<p>\u00c1s vezes, em nome da criatividade, introduzem-se coisas que nada t\u00eam a ver com a liturgia e sim inven\u00e7\u00f5es de indiv\u00edduos ou de comiss\u00f5es. A n\u00f3s cabe a tarefa de cuidar para que a observ\u00e2ncia exterior das normas lit\u00fargicas no que diz respeito a palavras e gestos, cantos e imagens, vestes e objetos, tempos e lugares, corresponda a uma renovada e constante aten\u00e7\u00e3o para que n\u00e3o apenas sacerdotes e seminaristas, recebam uma correta e intensa forma\u00e7\u00e3o lit\u00fargica, mas todos os fi\u00e9is de nossas comunidades, principalmente as equipes de Liturgia.<br \/>\nO respeito exterior dos rituais \u00e9 fruto consciente de uma profunda interioriza\u00e7\u00e3o, iluminada pela f\u00e9, da conota\u00e7\u00e3o divina da sagrada liturgia, dom que vem do alto, entregue n\u00e3o \u00e0 arbitrariedade de grupos ou de indiv\u00edduos, mas ao Corpo M\u00edstico de Cristo, \u00e0 Igreja, conduzida pelo Esp\u00edrito Santo, mediante o minist\u00e9rio peculiar do Sucessor de Pedro e do Col\u00e9gio Apost\u00f3lico.<\/p>\n<p>Fonte e foto:Diocese de Itabuna<\/p>\n<p>Confira as fotos:<a href=\"http:\/\/diocesedeitabuna.com.br\/encontro-de-liturgia-na-forania-sul\/\"><span style=\"color: #0000ff;\">Clique aqui<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cA Liturgia \u00e9 o cume para o qual tende a a\u00e7\u00e3o da Igreja e, ao mesmo tempo \u00e9 a fonte de onde emana toda a sua for\u00e7a. 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