Neste sábado, 16 de agosto, fiéis de quatro paróquias de Itabuna se uniram em mais uma etapa das Peregrinações Jubilares, vividas em preparação para o Jubileu da Esperança de 2025. As comunidades participantes foram a Paróquia Santa Rita de Cássia, no bairro São Caetano, a Paróquia Nossa Senhora das Graças, no bairro Jaçanã, a Paróquia Senhor do Bonfim, no bairro Jardim Primavera, e a Paróquia Nossa Senhora da Piedade, no bairro Maria Pinheiro.
As mobilizações começaram às 15h, em diferentes regiões da cidade, reunindo paróquias irmãs em caminhada espiritual. Os fiéis percorreram ruas e avenidas em momentos de oração, canto, silêncio e recitação do santo terço, até chegarem à Catedral de São José, igreja jubilar da Diocese de Itabuna designada pelo bispo diocesano Dom Jailton Oliveira Lino.
Após cerca de duas horas de peregrinação, os participantes foram acolhidos na Catedral, onde receberam a indulgência jubilar ao adentrarem o templo. Às 17h, houve um momento de oração comunitária e, às 18h, a Santa Missa foi presidida pelo padre Manoel Carlos, pároco da Paróquia Senhor do Bonfim. Concelebraram os padres Edvaldo Borges, vigário paroquial da Catedral, Gilvan Oliveira, pároco da Catedral, frei Luciano Martins, frei Pedro Cassimiro, Andrade Paz, Diego Americano, Ricardo e Idelfonso. A celebração reuniu centenas de fiéis, lotando completamente a Catedral de São José.
Na homilia, o sacerdote destacou a solenidade da Assunção de Nossa Senhora, recordando-a como a maior festa mariana, a plenitude da vida da Virgem: “sua entrada na glória, como criatura da Trindade Santa, como mulher, mãe e discípula de Deus”. Em uma imagem poética, afirmou: “Hoje a Virgem Toda Santa deságua na glória de Deus. Transfigurada no Espírito, derramada pelo Cristo, ela está na glória do Pai”.
O pregador sublinhou ainda que a Assunção é a Páscoa de Maria, que termina sua missão terrena e é elevada ao céu em corpo e alma. Recordou que a liturgia a apresenta como a mulher vestida de sol, com a lua debaixo dos pés e coroada com doze estrelas, unida plenamente ao Filho na cruz e agora também na glória eterna.
Outro ponto enfatizado na homilia foi o agradecimento pela presença dos sacerdotes, religiosos, religiosas, famílias e paróquias participantes da peregrinação. Em especial, destacou a pastoral familiar da diocese, que encerrou a Semana Nacional da Família. “Se a família está bem, a sociedade automaticamente estará bem também”, afirmou.
Ao refletir sobre o Jubileu da Esperança, o sacerdote lembrou que este não é apenas um evento litúrgico, mas um chamado à conversão diária. Citando os documentos da Igreja, reforçou: “A esperança não confunde, a esperança não decepciona, porque a nossa esperança está e sempre será a Trindade Santa”.
Em sua mensagem, apontou três aspectos centrais que a Igreja pede para a vivência do Jubileu: a reconciliação, por meio do sacramento da confissão e do perdão mútuo; a prática da caridade, como sinal do amor de Deus; e a renovação espiritual, uma vivência mais profunda da misericórdia divina.
O evento marcou também o encerramento da Semana Nacional da Família, celebrada em toda a Diocese. Além da Catedral de Itabuna, a Paróquia São Boaventura, em Canavieiras, também foi designada como igreja jubilar, onde os católicos podem alcançar a indulgência plenária.
O Ano Jubilar de 2025 foi aberto em 24 de dezembro de 2024, quando o Papa Francisco abriu a Porta Santa da Basílica de São Pedro, no Vaticano, na noite de Natal. O jubileu tem como tema “Peregrinos da Esperança” e será vivido até 6 de janeiro de 2026, na solenidade da Epifania, em Roma.

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