Palavra do Pastor: bispo da Diocese de Itabuna fala sobre transferências de padres e entusiasmo na vivência da fé.

O bispo diocesano de Itabuna, Dom Jailton de Oliveira Lino, no sul da Bahia, concedeu entrevista a este Portal, na qual refletiu sobre o período de quase dez meses à frente da Diocese, o processo das transferências sacerdotais realizadas neste ano e deixou uma mensagem pastoral aos fiéis e às comunidades paroquiais.
 
Ao avaliar o tempo de ministério episcopal em Itabuna, dom Jailton destacou a intensidade do trabalho e a experiência de proximidade com o povo e o clero. Segundo o bispo, o período foi marcado por muito empenho pastoral, visitas às paróquias e comunidades e pelo acompanhamento das posses canônicas. Sobre esse tempo, afirmou: “Foi um tempo de muito trabalho, um trabalho até exaustivo, mas também de muito conhecimento. Conheci todas as paróquias, muitas comunidades, estive várias vezes em diversas paróquias e, agora, percorri quase todas por causa das posses”.
 
Dom Jailton ressaltou ainda a acolhida recebida desde sua chegada à Diocese, destacando a relação com o clero, os fiéis e a sociedade em geral. Em suas palavras: “Eu avalio como um tempo de muita acolhida por parte do povo, por parte do clero. Eu me sinto muito bem acolhido, me sinto em casa aqui em Itabuna e também nas cidades que formam a Diocese. Sinto um grande respeito pela presença da Igreja, que é muito significativa em toda a região”.
Ao ser questionado sobre o motivo das transferências de padres de uma paróquia para outra, o bispo explicou que se trata de uma prática própria da vida da Igreja e fundamentada na necessidade pastoral. Segundo ele: “Desde que a Igreja é Igreja, desde que Jesus a fundou, os padres são transferidos conforme as necessidades pastorais”. Dom Jailton lembrou ainda que o Código de Direito Canônico orienta essas mudanças, afirmando: “Por volta de seis a oito anos, os padres são transferidos para revitalizar a vida da paróquia e também a vida do próprio sacerdote. Isso traz um ânimo novo para todos”.
 
O bispo ressaltou que essa dinâmica também faz parte da missão episcopal e recordou que o serviço está acima das pessoas. Sobre isso, afirmou: “Assim como os padres, também os bispos são transferidos. O importante, na Igreja de Jesus, não é a pessoa, mas Jesus Cristo. Nós estamos aqui para servir e servir onde Ele mandar”.
 
Em relação às 25 transferências realizadas, dom Jailton explicou que nem todos os padres da Diocese passaram por mudanças neste momento. Conforme esclareceu: “Nós temos pouco mais de 30 padres na Diocese. Alguns estão doentes e não tinham condições de serem transferidos. Outros, penso em mudar no meio do ano ou no próximo ano. Há também aqueles que estão há pouco tempo nas paróquias, cerca de três anos, e não faria sentido mudá-los agora. Cada caso foi analisado com cuidado”.
 
Dirigindo-se aos paroquianos das paróquias que receberam novos párocos, o bispo deixou uma mensagem pastoral marcada pelo entusiasmo, pela alegria da fé e pelo compromisso cristão. Em sua fala, recordou palavras ditas anteriormente na Catedral, no dia 7 de novembro, ao afirmar que a Diocese é chamada a viver com renovado ardor espiritual. Segundo dom Jailton, “é necessário que vivamos com muito entusiasmo a nossa fé, porque o Evangelho é a grande boa nova para nós, é o Evangelho da alegria”. Ele destacou ainda a importância de os fiéis se sentirem pertencentes à Igreja, afirmando que é motivo de alegria e responsabilidade “sermos católicos, pertencermos à Igreja que Jesus fundou e testemunharmos essa fé no dia a dia”.
 
O bispo enfatizou que esse entusiasmo deve caminhar junto com a generosidade, traduzida no serviço concreto. Conforme explicou, viver a fé com generosidade significa dedicar-se às paróquias, às pastorais, colaborar com a Igreja e, sobretudo, voltar o olhar para os pobres e necessitados. “Tenho insistido muito nisso nas paróquias: entusiasmo e generosidade”, ressaltou, acrescentando que acredita ser esse o pedido especial de Deus para a Diocese neste ano.
Ao final da entrevista, o bispo diocesano agradeceu a acolhida recebida desde sua chegada à Diocese de Itabuna e destacou o testemunho de fé do povo. Em tom de gratidão, afirmou: “Quero agradecer muito a acolhida que tenho tido na Diocese e agradecer pelo testemunho de fé do povo. Fico muito admirado com esse testemunho, que muito me edifica e me evangeliza. Deixo a todos o meu abraço e a minha bênção”.

Deixe um comentário