Na tarde deste sábado, 30 de agosto, às 15h30, a Catedral de São José, em Itabuna (BA), tornou-se o palco de um momento histórico para os Ministros Extraordinários da Comunhão Eucarística (MECE) e para os catequistas da Diocese de Itabuna, no sul da Bahia. A celebração marcou o Jubileu da Esperança, reunindo centenas de fiéis em um encontro de fé, gratidão e compromisso com a missão da Igreja.A acolhida dos participantes foi conduzida pelo padre Pedro Vinícius, que, erguendo a Cruz Peregrina Jubilar, adentrou a catedral acompanhado pela assembleia. O rito fez parte das celebrações do Ano Jubilar proclamado pelo Papa Francisco, com o tema “Peregrinos da Esperança”. O Santo Padre tem incentivado a vivência de uma esperança cristã ativa, expressa em gestos concretos de serviço e fraternidade.
Durante a celebração, destacou-se a importância do ministério dos ministros extraordinários, lembrando que o serviço no altar não é motivo de engrandecimento pessoal, mas uma vocação ao serviço à semelhança de Cristo. A Eucaristia, conforme ensina o Catecismo da Igreja Católica, é a “fonte e o ápice de toda a vida cristã” (CIC 1324), tornando-se o centro da missão desses homens e mulheres que servem nas comunidades.
O encontro contou com momentos de louvor, palestras, adoração ao Santíssimo Sacramento e, às 18h, a Santa Missa presidida pelo padre Acássio Alves, assessor eclesiástico da MECE e pároco da Paróquia São Judas Tadeu, em Itabuna, concelebrada pelo padre Edvaldo Borges, vigário da Catedral de São José.
Na palestra, padre Pedro Vinícius, assessor eclesiástico da Pastoral da Catequese e pároco da Paróquia Senhora Santana, em Floresta Azul, destacou que o Jubileu da Esperança é um tempo de renovação espiritual, conversão e reconciliação. Ressaltou que a esperança cristã não decepciona porque está firmada em Deus e convidou os fiéis a vivê-la concretamente em três dimensões: reconciliação, por meio do perdão e do sacramento da penitência; caridade, como expressão da misericórdia de Deus em favor dos necessitados; e oração, como diálogo com o Senhor e fonte de toda esperança.
Já padre Acássio Alves refletiu sobre a humildade como condição essencial para a missão. Alertou que ministros e catequistas não devem se considerar parte de uma elite ou privilegiados na comunidade, mas servidores a serviço de Cristo, que é o verdadeiro centro da Igreja. Enfatizou que a principal missão do ministro extraordinário da Eucaristia é levar Jesus àqueles que não podem estar presentes na comunidade, especialmente os enfermos. Recordou ainda que a Igreja é o espaço que forma e prepara lideranças, mas que todos devem reconhecer que é nela e não fora dela que encontram realização e missão. Inspirado pelo Evangelho, destacou que quem deve aparecer é sempre Jesus, convidando os ministros e catequistas a viverem sua vocação com simplicidade, fidelidade e espírito de serviço.
Ao final, padre Acássio informou que a Diocese de Itabuna possui atualmente 683 ministros extraordinários da Sagrada Comunhão, distribuídos em 35 paróquias nos 19 municípios que formam a diocese, organizados em três foranias: Forania Centro (331), Forania Norte (118) e Forania Sul (234).
O Ano Jubilar de 2025 foi aberto em 24 de dezembro de 2024, quando o Papa Francisco abriu a Porta Santa da Basílica de São Pedro, no Vaticano. Com o tema “Peregrinos da Esperança”, o jubileu se estenderá até 6 de janeiro de 2026, na solenidade da Epifania.
Na Diocese de Itabuna, as igrejas jubilares são a Catedral de São José, em Itabuna, e a Paróquia São Boaventura, em Canavieiras. Os fiéis que visitarem esses templos, cumprindo as condições determinadas pela Igreja, poderão receber a indulgência jubilar, definida pelo Catecismo da Igreja Católica como “a remissão diante de Deus da pena temporal pelos pecados já perdoados quanto à culpa” (CIC 1471).
A celebração do Jubileu da Esperança na Diocese de Itabuna reforçou a centralidade da Eucaristia como fonte, e alimento da fé, além de ser um momento de renovação para catequistas e ministros, que seguem firmes em sua missão de serviço à Igreja.

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