Jubileu Diocesano do Apostolado da Oração reúne cerca de 500 fiéis na Catedral de São José, em Itabuna.

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Neste sábado, 6 de dezembro, a Igreja Jubilar Catedral Diocesana de São José, em Itabuna, no sul da Bahia, acolheu com alegria o Jubileu Diocesano do Apostolado da Oração, com a participação de membros do Apostolado da Oração e do Movimento Eucarístico Jovem, MEJ. Em sintonia com o Ano Jubilar da Igreja, que traz como tema “Peregrinos da Esperança”, o encontro reuniu aproximadamente 500 fiéis vindos de diversas paróquias da Diocese de Itabuna, em um dia marcado pela fé, oração e comunhão.
 
A programação teve início com a concentração na Praça Camacã, às 13h30. Às 15h, os fiéis seguiram em caminhada rumo à Igreja Jubilar, em um momento de profunda espiritualidade, marcado por cânticos, louvores e oração. Após a passagem pela Porta Santa, teve início a celebração da Santa Missa, às 15h30, presidida pelo diretor espiritual do Apostolado da Oração, padre Gilmar Oliveira Santos, sendo este o ponto culminante da peregrinação.
 
A entrada solene foi marcada pela condução da cruz e da imagem do Sagrado Coração de Jesus, símbolos centrais da espiritualidade do Apostolado da Oração, que tem como missão rezar com a Igreja e pela Igreja, em comunhão com as intenções do Papa e pelas necessidades do mundo.
 
Durante a homilia, o sacerdote destacou o sentido profundo da peregrinação no contexto do Ano Jubilar. Ele recordou que a Igreja celebra mais de dois mil anos de caminhada seguindo Jesus Cristo, reafirmando que Ele é a razão da fé cristã e da existência dos fiéis. Segundo o padre Gilmar, os cristãos não caminham sem rumo, mas avançam com propósito, sabendo para onde vão e onde desejam chegar. São peregrinos, não andarilhos, pois têm uma meta definida, que é o próprio Deus. Ele também ressaltou que a esperança que sustenta essa caminhada não é uma coisa, nem uma ideologia ou filosofia, mas é uma pessoa, Jesus Cristo, que não decepciona.
 
Em outro momento da reflexão, o sacerdote explicou que a esperança não é uma realidade estática, mas dinâmica e ativa. Segundo ele, é o próprio fiel quem precisa se movimentar e permitir que a esperança o impulsione na busca por Deus. A esperança, conforme destacou, é uma força interior que move, que impulsiona, leva e empurra para frente. Peregrinação e esperança, afirmou, são como duas irmãs gêmeas, duas asas que fazem o cristão sair do lugar para se encontrar com Deus. Ele ressaltou que esta é a mensagem deixada pelo Papa Francisco para toda a Igreja e que o Apostolado da Oração deve carregar consigo.
 
Ainda na homilia, foi destacado o simbolismo do Sagrado Coração de Jesus como presente espiritual para o movimento. O sacerdote recordou que o coração é a sede da vida, onde nascem tanto o bem quanto o mal, e convidou os fiéis a pedirem a Jesus que do coração de cada um brote a força do bem. Uma força capaz de promover a comunhão, fortalecer os laços de fraternidade e fazer com que todos caminhem juntos. Ele ressaltou que, quando se sente a presença do outro, a caminhada se torna mais leve e a solidão perde espaço diante da vivência comunitária.
 
O Jubileu foi, para os participantes, uma ocasião especial de renovação espiritual, reforçando a consciência de que o Apostolado da Oração é chamado a ser o coração orante da Igreja. No contexto do Ano Jubilar “Peregrinos da Esperança”, o encontro se tornou um marco de comunhão, lembrando que a esperança cristã nasce do coração de Cristo e se expressa na confiança, na alegria e no compromisso com o Reino de Deus.
 
Vale ressaltar que o Jubileu Ordinário da Igreja foi proclamado pelo Papa Francisco e acontece a cada 25 anos. Teve início no dia 24 de dezembro de 2024, com a abertura da Porta Santa na Basílica de São Pedro, no Vaticano, e será encerrado em 6 de janeiro de 2026. O tema escolhido para este Ano Jubilar é “Peregrinos da Esperança”.

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