A cidade de Itabuna viveu, nesta quinta-feira (19), um dia marcado pela fé, pela arte e pela tradição católica com a celebração da solenidade de Corpus Christi. Milhares de fiéis se reuniram em frente à Catedral de São José, na Avenida Nações Unidas, onde foram confeccionados tapetes coloridos com temas eucarísticos, utilizando materiais como serragem, borra de café, pedras coloridas, flores e areia. A Paróquia Santa Maria Goretti, no bairro Mangabinha, também foi palco das homenagens.
A programação teve início às 16h com a Santa Missa presidida pelo bispo diocesano Dom Jailton Oliveira Lino e concelebrada pelos padres e diáconos da Forania Centro. A celebração foi transmitida ao vivo por uma TV local, que acompanhou todos os momentos da festividade.
Durante a homilia, Dom Jailton destacou que a Festa de Corpus Christi é a celebração do Corpo e Sangue de Cristo, “a festa popular da Eucaristia, a festa da comunhão, da unidade”. O bispo reforçou que não há separação entre Eucaristia e vida. “Não é possível entrar em comunhão com o Corpo do Senhor sem partilhar o pão com os irmãos”, afirmou. Ele lembrou ainda que a Eucaristia exige de cada fiel mais do que gestos simbólicos, mas atitudes concretas de solidariedade e compromisso com o próximo.
O bispo também alertou para os perigos da incoerência entre a fé professada e as atitudes cotidianas. “Celebrar a Eucaristia alimentando divisões, preconceitos, egoísmo e discórdias é reduzir o sacramento a uma mentira. Quem participa do banquete eucarístico dessa forma, diz São Paulo, come e bebe sua própria condenação”, declarou.
Após a celebração, os fiéis participaram de um momento de adoração ao Santíssimo Sacramento. Em seguida, a tradicional procissão seguiu em direção à Paróquia Santa Maria Goretti, com o Corpo de Cristo levado em carro andor aberto, acompanhado por um mini trio elétrico entoando cânticos e louvores como “Jesus Cristo é o Senhor do céu e da terra”.
A origem da Festa de Corpus Christi remonta ao século XII, em Liège, na Bélgica, a partir das visões místicas de Santa Juliana de Mont Cornillon. Hoje, a celebração é uma das mais solenes da Igreja Católica, um testemunho público da fé na presença real de Jesus na Eucaristia.
Ao final da procissão, Dom Jailton concedeu a bênção com o Santíssimo Sacramento e fez um apelo à vivência concreta da fé cristã: “Que sejamos grandes participantes da Eucaristia e que possamos adorar, glorificar e manifestar a nossa fé aqui na nossa igreja, nas nossas ruas, nas nossas casas, no nosso trabalho. A Eucaristia nos chama muito mais do que a estarmos juntos: ela nos chama a estarmos unidos”.
O dia terminou com emoção, silêncio reverente e gratidão. Uma multidão voltou para casa tocada pela mensagem da partilha, da unidade, da paz, valores eternos que a Eucaristia continua a inspirar no coração do povo fiel.
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