Arquidiocese de Salvador deu início, oficialmente, ao Ano Jubilar

Em comunhão com a Igreja em todo o mundo, a Arquidiocese de São Salvador da Bahia deu início, neste domingo – Solenidade da Sagrada Família -, ao Ano Jubilar, tempo forte que acontece a cada 25 anos. Com fé, inúmeros fiéis representaram as paróquias da Sé Primacial do Brasil, no rito que iniciou no Santuário Nossa Senhora da Piedade, no centro da capital baiana. Neste templo, os fiéis rezaram, escutaram e refletiram sobre o que é o Jubileu da Esperança. Em seguida, o Cardeal Dom Sergio da Rocha presidiu a abertura do Ano Santo, e foi proclamado o Evangelho. Os parágrafos 1, 7 e 25 da Bula de Proclamação do Jubileu foram lidos pelo reitor do Santuário, frei Luan Vinhas.

“Nós estamos iniciando o Ano Jubilar em comunhão com toda a Igreja. Não se trata de uma iniciativa da Arquidiocese de Salvador, afinal nós aqui programamos de acordo com aquilo que está sendo proposto pela Santa Sé. O nosso querido Papa Francisco pediu que nesse domingo, em todas as arquidioceses e dioceses do mundo, fosse realizada a abertura do Ano Jubilar. Então, temos hoje a grande alegria de contar com muitos representantes da nossa Igreja, a querida Arquidiocese de São Salvador da Bahia. Estão aqui irmãos e irmãs que vieram das paróquias, representantes de movimentos, de pastorais, de serviços, de Irmandade, enfim é um momento bonito de unidade na fé, no louvor a Deus, mas também na vida fraterna e, acima de tudo, na esperança que é Jesus; a esperança de um Ano Jubilar que seja verdadeiramente santo; a esperança de caminhar juntos, unidos como Igreja”, afirmou o Cardeal.

Carregada pelo Grupo de Oração Terço dos Homens, a cruz que irá peregrinar durante o Ano Santo – a mesma que será conduzida durante a Caminhada Penitencial – foi levada até o altar, e, logo em seguida, percorreu um trecho da Avenida Sete de Setembro até a Catedral Basílica do Santíssimo Salvador. No percurso, três paradas com temas específicos, para a leitura da Bula e a oração de um Salmo. A primeira delas foi em frente à Basílica Arquiabacial de São Sebastião (Mosteiro de São Bento), com o tema “reconciliação”, lida pelo vigário-geral da Arquidiocese de Salvador e moderador da Cúria Bom Pastor, padre Gabriel Filho; a segunda na Praça Castro Alves, com o tema “vida” e a leitura proferida pela jovem Vitória Paiva, representando o Setor Juventude; e a terceira em frente à Igreja da Misericórdia, sobre “as obras de misericórdia”, cuja leitura foi realizada pela Irmã Violeta.

Ao chegar no adro da Catedral, a cruz foi venerada e recolhida. Em seguida, junto à pia batismal, Dom Sergio abençoou a água, que foi aspergida sobre todos os fiéis. Ainda como parte do rito de abertura do Ano Santo, o Cardeal presidiu a Missa. A Catedral estava lotada, pois todos queriam testemunhar o início de mais um momento histórico na vida da Igreja.

Durante o Jubileu de Esperança, todos os fiéis são conclamados a peregrinar. Na Arquidiocese de Salvador, são cinco os templos para peregrinação: Catedral Basílica do Santíssimo Salvador, Basílica Santuário Senhor Bom Jesus do Bonfim, Basílica Santuário Nossa Senhora da Conceição da Praia, Santuário Santa Dulce dos Pobres e Santuário Nossa Senhora da Conceição Aparecida.

O que é o Jubileu?

O jubileu católico é um tempo extraordinário de graça e misericórdia, instituído pela Igreja para celebrar momentos significativos na história da salvação. Enraizado na tradição bíblica (cf. Lv 25), é um período de renovação espiritual, reconciliação com Deus e com os irmãos, marcado pela conversão, prática de obras de caridade e a busca das indulgências, que manifestam a plenitude da misericórdia divina.

O que é Indulgência?

A Indulgência é a remissão, diante de Deus, da pena temporal devida pelos pecados já perdoados na confissão. Concedida pela Igreja, com base no tesouro espiritual dos méritos de Cristo, da Virgem Maria e dos santos, ela fortalece a comunhão com Deus e chama cada pessoa à conversão e caridade (cf. Catecismo da Igreja Católica, n. 1471).

Para receber a Indulgência, o fiel (sozinho ou em grupo) deve peregrinar a uma Igreja estabelecida pela Arquidiocese e cumprir as condições necessárias para lucrar indulgência a si próprio ou aplicar em sufrágio às almas do Purgatório. Nesta Igreja, o fiel deve procurar o Sacramento da Confissão, participar da Santa Missa, receber a Comunhão e rezar pelas intenções do Santo Padre, o Papa Francisco.

Aqueles que não podem peregrinar por motivos graves (monjas e monges de clausura, idosos, doentes, reclusos), poderão obter indulgência rezando o Pai-Nosso, a Profissão de Fé (credo) e outras orações, oferecendo os seus sofrimentos e dificuldades da vida, bem como acompanhar as palavras do Sumo Pontífice ou dos Bispos quando transmitidas através dos meios de comunicação.

Fotos: Sara Gomes/Arquidiocese de Salvador(BA)

Confira o álbuns de fotos, neste link:https://www.youtube.com/watch?v=RFTPJQOoVGI

Deixe uma resposta