A dinâmica da gestão pública com dignidade

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A cada manhã, quando os primeiros raios de sol despontam no horizonte, somos convidados a enfrentar o desafio da existência. O despertar não é apenas um ato fisiológico, é um chamado à vida, um convite ao esforço consciente de preencher nossos dias com propósito e dignidade. Em tempos nos quais o labor, isto é, o trabalho, por vezes, é desvalorizado ou até substituído por uma dependência de sistemas que perpetuam a inércia, é necessário revisitar a essência do trabalho como fundamento da condição humana.

Observando a dinâmica de gestão pública em diferentes contextos, cabe a nós uma análise filosófica e racional, afastada de paixões imediatas, no entanto, fundamentada na ética e na responsabilidade coletiva. O poder político, idealmente, deveria ser a expressão da virtude, da eficiência administrativa e do compromisso com o bem comum. Entretanto, quando este se desvia de seus princípios, é inevitável que suas consequências tornem-se uma barreira ao desenvolvimento humano. O descrédito de qualquer administração não é simplesmente um reflexo de falhas administrativas, mas um sinal de um distanciamento de valores universais como justiça, transparência e respeito pelo cidadão.

À medida que uma administração pública se converte em palco de desonestidade, o cidadão comum, o munícipe, aquele que se levanta cedo e luta por seu pão, torna-se vítima de um sistema que consagra a impunidade. A apatia administrativa, muitas vezes mascarada por discursos vazios, revela uma verdade inegável: o banditismo político encontra eco apenas entre aqueles que compactuam com a corrupção, enquanto o cidadão honrado repudia, com veemência, a degradação dos valores éticos.

Não devemos, porém, nos deter à crítica pela crítica, mas utilizar tais reflexões como um convite à transformação, a fim de que sejamos também nós agentes de mudança.

O trabalho honesto, que ocupa e dá sentido ao tempo, é a ferramenta mais poderosa contra qualquer forma de decadência social ou moral. Quem se dedica ao esforço diário, não apenas constrói uma vida digna para si, mas também contribui para a elevação da sociedade como um todo. A coragem de viver sem medo, de transitar com confiança de um lado para o outro e de ser senhor de sua própria história deveria ser uma realidade compartilhada por todos. Infelizmente, em alguns municípios deste nosso grande país, os seus gestores terão que viver na surdina do anonimato, cercados de seguranças e sem poder andar de cabeça erguida, mas, com força do nosso acreditar, existirão aqueles gestores que, se a lei permitisse uma segunda reeleição, ganhariam tantas vezes mais. Isso prova que em qualquer tempo, lugar e situação diferente, podem existir e devem, como lei moral, pessoas comprometidas com o bem público.

Assim, ao invés de nos deixarmos abater pelas imperfeições das administrações ou sistemas, sejamos agentes de renovação, visto que acreditamos que dias melhores estão por vir. Você acredita nisso? Deste modo, nunca se deve esperar pelas benesses de um governo falho, devemos sim, antes de tudo, redescobrir a força interior de ocupar a história com sentido de vida marcado pelo bem comum. Cada dia nos oferece a chance de moldar o futuro com ações que refletem nossa integridade e determinação. Não há dignidade maior do que a conquistada pelo esforço, nem legado mais valioso do que o de uma vida vivida com propósito. Assim, que cada amanhecer seja para nós um novo capítulo, escrito com coragem, trabalho e esperança, em busca de um mundo mais justo e pleno. Avante para o novo, o novo de cada dia!

[PADRE Joacir d’Abadia]☆
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*> Filósofo, Escritor, articulista, Especialista em Docência do Ensino Superior.

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