Diocese de Itabuna realiza instituição de novos ministros catequistas nas foranias Centro, Norte e Sul.

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A Diocese de Itabuna, no sul da Bahia, realiza, neste fim de semana, dias 29 e 30 de agosto, celebrações com o Rito de Instituição do Ministério de Catequista. A programação contempla as foranias Centro, Norte e Sul e integra o processo diocesano de reconhecimento e envio de homens e mulheres que atuam na missão catequética.

Neste sábado, 29 de agosto, uma das celebrações aconteceu às 18h, na Paróquia Santa Rita de Cássia, localizada no bairro São Caetano, em Itabuna. Na ocasião, homens e mulheres que atuam na catequese receberam oficialmente o ministério.

A Santa Missa foi presidida pelo padre Pedro Vinícius Santos de Oliveira, assessor eclesiástico da Pastoral da Catequese na Diocese de Itabuna, e concelebrada pelos padres Adriano Oliveira Fernandes, Ricardo Nunes de  Resende e José Roberto Araújo, além de Frei Luciano Martins, pároco da Paróquia Santa Rita de Cássia, e Frei Adezir Amarante Pereira, vigário paroquial. Também participaram os diáconos permanentes Trajano Osvaldo e Rogério Freire.

Na mesma data e horário, a programação também contemplou a Paróquia Senhora Sant’Ana, em Floresta Azul. Ao todo, mais de 80 catequistas serão instituídos durante as celebrações realizadas nas três foranias da Diocese de Itabuna.

A iniciativa é promovida pela Comissão de Animação Bíblico-Catequética da Diocese de Itabuna e reúne catequistas, familiares e comunidades paroquiais em torno da instituição daqueles que assumem oficialmente esse ministério laical a serviço da evangelização.

O Ministério de Catequista foi instituído pelo Papa Francisco por meio da Carta Apostólica Antiquum Ministerium, publicada em 2021. O ministério reconhece oficialmente a missão desempenhada por leigos e leigas que se dedicam à transmissão da fé e à formação cristã nas comunidades.

No documento, o Papa Francisco destaca que “a vocação do catequista é um serviço prestado à Igreja local para o crescimento da fé”.

Durante a homilia na Paróquia Santa Rita de Cássia, padre Pedro Vinícius destacou o caráter vocacional da missão do catequista e recordou que esse serviço nasce de uma resposta ao chamado de Deus.

“O catequista não se formou à toa, por simples voluntariado, por obrigação burocrática. Ele responde a uma sedução amorosa de Deus e, certamente, vocês experimentaram esse chamado do Senhor. Foram seduzidos por Ele ao ponto de dar este passo a mais e de hoje dizerem: sim, eu quero ser ministro catequista”, afirmou.

O sacerdote também ressaltou que a verdadeira catequese ultrapassa a transmissão de conteúdos e deve ser sustentada pelo encontro pessoal com Cristo e pelo testemunho de vida.

“A verdadeira catequese não é o ensino de uma teoria fria, mas a partilha de um sentido. O amor a Cristo é um fogo ardente a penetrar o corpo todo. É essa paixão pelo Evangelho que faz o catequista superar os desânimos e persistir na missão de educar a fé”, disse.

Ao refletir sobre os desafios enfrentados no cotidiano da catequese, padre Pedro Vinícius lembrou que a missão exige perseverança diante do desinteresse, da ausência de algumas famílias e das dificuldades encontradas nas comunidades. Segundo ele, o ensinamento do catequista não deve ficar restrito aos encontros de formação.

“O ensinamento do catequista não se restringe à sala de encontro, àquela uma hora, uma hora e trinta de encontro. Pelo contrário, sua própria existência oferecida no serviço, na paciência e no amor comunitário constitui um fator formacional”, destacou.

Outro aspecto abordado na homilia foi a necessidade de apresentar integralmente a mensagem cristã, mesmo diante de uma sociedade marcada pelo individualismo e pela busca do sucesso imediato. Para o sacerdote, a catequese deve conduzir ao discernimento e à compreensão das exigências do Evangelho.

“O catequista é desafiado a apresentar a beleza da cruz e a radicalidade do seguimento. O seguimento exige de nós renúncia. Renunciar a si mesmo na catequese significa deixar de lado o próprio protagonismo para que Cristo cresça. Significa doar um tempo, preparar os encontros com zelo, acolher os difíceis, gastar a vida para que outros encontrem a salvação”, afirmou.

Padre Pedro Vinícius reforçou ainda que o Ministério de Catequista não deve ser compreendido como uma distinção honorífica, mas como compromisso permanente de serviço à Igreja e à comunidade.

“O Ministério da Catequese não é um cargo honorífico, é serviço profético encarnado na cruz. À luz desta liturgia, o catequista encontra o sentido exato de sua missão”, ressaltou.

Dirigindo-se aos novos ministros, o sacerdote destacou a responsabilidade assumida a partir da instituição e a missão de colaborar para manter viva a fé entre crianças, jovens e adultos.

“O catequista torna-se a voz que ajuda a acender o fogo da fé no coração das crianças, dos jovens e dos adultos”, disse.

Ao final da reflexão, padre Pedro Vinícius exortou os catequistas a cooperarem de forma permanente com o anúncio da Palavra de Deus e a desenvolverem o ministério em comunhão com a Igreja.

“Esforçai-vos por trazer à Igreja as pessoas que porventura vivem longe dela, em cooperar incansavelmente no anúncio da Palavra de Deus, em cultivar constantemente o sentido da Igreja particular, ensinando em nome da Igreja como testemunhas da fé, mestres e mistagogos”, concluiu.

A instituição do Ministério de Catequista reconhece o valor do serviço laical na evangelização, no acompanhamento e na formação cristã. Para assumir a missão, os candidatos percorrem itinerários formativos que contemplam aspectos bíblicos, teológicos, pastorais e pedagógicos, além da vivência da fé e da participação ativa na comunidade.

Com a instituição, os novos ministros catequistas são enviados para uma missão estável a serviço da Palavra de Deus, da formação cristã e da evangelização nas comunidades da Diocese de Itabuna.

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