Diáconos permanentes da Diocese de Itabuna celebram dia de São Lourenço, padroeiro do ministério diaconal.

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Os diáconos permanentes da Diocese de Itabuna se reuniram na noite desta segunda-feira, 10 de agosto, para celebrar o dia de São Lourenço, padroeiro dos diáconos. A celebração aconteceu às 19h, na Comunidade Bom Jesus, localizada no bairro Rua de Palha, em Itabuna, no sul da Bahia.

A data de 10 de agosto, memória litúrgica de São Lourenço, é também dedicada de modo especial aos diáconos permanentes, que exercem na Igreja Católica um ministério voltado à Palavra, à liturgia e à caridade.

Após a celebração, os diáconos participaram de um momento de confraternização, com a realização de um coffee break, fortalecendo a convivência fraterna entre aqueles que exercem o ministério diaconal na Diocese de Itabuna.

São Lourenço, diácono e mártir

São Lourenço viveu no século III e foi um dos sete diáconos de Roma responsáveis por auxiliar o Papa Sisto II. Entre suas atribuições estava a administração dos bens da Igreja e a assistência aos pobres e necessitados.

Seu testemunho de fé e serviço marcou a história do cristianismo. São Lourenço sofreu o martírio no ano 258, durante a perseguição aos cristãos promovida pelo imperador Valeriano. Por sua dedicação à Igreja e, especialmente, aos mais necessitados, tornou-se uma das principais referências para o ministério diaconal.

O ministério dos diáconos permanentes

Embora recebam o sacramento da Ordem, os diáconos exercem um ministério diferente daquele confiado aos sacerdotes. O diácono é ordenado para o serviço da Palavra, da liturgia e da caridade, colaborando com o bispo e os presbíteros na missão evangelizadora da Igreja.

O sacramento da Ordem possui três graus: episcopado, presbiterado e diaconato. Conforme apresenta o Catecismo da Igreja Católica, nos números 1554 a 1571, bispos e presbíteros recebem a missão e a faculdade de agir na pessoa de Cristo Cabeça, enquanto os diáconos são ordenados para servir o povo de Deus na diaconia da liturgia, da Palavra e da caridade.

Entre as funções confiadas aos diáconos estão assistir ao bispo e aos sacerdotes nas celebrações litúrgicas, sobretudo na Eucaristia; proclamar o Evangelho e pregar; administrar solenemente o Batismo; conservar e distribuir a Eucaristia; levar o Viático aos enfermos; assistir e abençoar matrimônios em nome da Igreja, quando devidamente delegados; presidir celebrações das exéquias e sepultamentos; administrar sacramentais e dedicar-se aos diversos serviços da caridade.

Os diáconos também podem ser ministros da exposição e da bênção do Santíssimo Sacramento e são ministros ordinários da Sagrada Comunhão.

Diaconato permanente na Igreja

Ao longo da história, o diaconato como ministério permanente entrou em declínio no Ocidente, especialmente depois do século V, permanecendo durante muitos séculos principalmente como uma etapa de preparação para a ordenação presbiteral.

O Concílio Vaticano II restaurou o diaconato como grau próprio e permanente da hierarquia da Igreja. O ministério pode ser conferido a homens casados, de acordo com as normas estabelecidas pela Igreja.

Posteriormente, São Paulo VI estabeleceu normas para a restauração do diaconato permanente na Igreja Latina por meio da Carta Apostólica Sacrum Diaconatus Ordinem, publicada em 18 de junho de 1967.

A Constituição Dogmática Lumen Gentium também destaca a missão dos diáconos no serviço ao povo de Deus, enquanto diferentes aspectos de suas atribuições estão previstos no Código de Direito Canônico.

A celebração realizada em Itabuna recordou, portanto, não apenas a memória de São Lourenço, mas também a vocação daqueles que assumem de forma permanente o compromisso de servir à Igreja e ao povo de Deus por meio do ministério diaconal.

Fotos cedida pelo diácono Trajano Oswaldo

Com informações da Canção Nova.

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