A comunidade paroquial dedicada a Santa Inês, em Itabuna (BA), concluiu nesta quarta-feira, 21 de janeiro, a programação da Novena e Festa da padroeira, vivenciada desde o dia 12 com o tema central “Santa Inês, ensina-nos a acolher Cristo que quer morar entre nós”. Ao longo do novenário, os fiéis foram conduzidos a uma caminhada de reflexão e oração sobre o acolhimento da presença de Cristo na vida pessoal, familiar, comunitária e eclesial, a partir de diferentes enfoques propostos a cada noite.
O Dia Festivo foi marcado por momentos tradicionais e de forte expressão de fé. Ao meio-dia, aconteceu a queima de fogos em honra à padroeira. No início da noite, às 18h, a comunidade se reuniu para a oração do Santo Terço e, às 19h, foi celebrada a Missa Solene, seguida de procissão pelas ruas e avenidas do bairro Santa Inês.
A celebração foi presidida pelo bispo diocesano, Dom Jailton de Oliveira Lino, e concelebrada por padres, com a assistência de diácono da Diocese de Itabuna, no sul da Bahia, que integra o Regional Nordeste 3 da CNBB, Bahia e Sergipe.
Durante a homilia, o bispo destacou o testemunho de Santa Inês como sinal de fidelidade radical a Cristo. O bispo recordou que a padroeira, mesmo em sua juventude, manifestou uma fé madura e corajosa, afirmando que a verdadeira força do homem e da mulher não está na violência nem no poder humano, mas na confiança total em Deus. Segundo ele, a juventude não é impedimento para a santidade, mas um terreno fértil para um coração inteiro, apaixonado por Jesus Cristo, pela Igreja e pelos valores do Evangelho.
Dom Jailton lembrou que Santa Inês tinha cerca de 12 ou 13 anos quando foi martirizada em Roma, no início do século IV, e que, embora humanamente frágil, revelou grande fortaleza espiritual, construindo sua vida sobre a rocha que é Cristo. O bispo explicou ainda o significado do nome Inês, que remete ao cordeiro, e associou esse símbolo à entrega total da santa, que preferiu perder honra, segurança e até a própria vida a renegar o amor de Jesus Cristo.
Ao aprofundar a mensagem evangélica, o bispo ressaltou que o martírio de Santa Inês não é apenas um fato histórico distante, mas um testemunho que interpela os cristãos de hoje. Ele recordou que, em uma sociedade marcada pelo relativismo, pela banalização do amor e pela difusão de mentiras, os fiéis são chamados, a exemplo da padroeira, a viver a fidelidade ao Evangelho, a pureza de coração e o compromisso com a verdade, mesmo quando é mais fácil calar ou se adaptar.
A Novena e a Festa de Santa Inês constituem um dos momentos mais significativos da vida pastoral da paróquia, fortalecendo a fé, a comunhão e o compromisso missionário da comunidade, que anualmente se reúne para celebrar o testemunho da jovem mártir e renovar sua adesão aos valores do Evangelho.
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