{"id":75576,"date":"2022-05-17T22:15:42","date_gmt":"2022-05-18T01:15:42","guid":{"rendered":"http:\/\/portalcatolico.net\/portal\/?p=75576"},"modified":"2022-05-17T22:15:59","modified_gmt":"2022-05-18T01:15:59","slug":"madre-francisca-rubatto-a-primeira-santa-do-uruguai","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/portalcatolico.net\/portal\/madre-francisca-rubatto-a-primeira-santa-do-uruguai\/","title":{"rendered":"Madre Francisca Rubatto, a primeira santa do Uruguai"},"content":{"rendered":"<p><em>Irm\u00e3 Maria Francisca de Jesus, nascida Anna Maria Rubatto (1844-1904), fundou a Congrega\u00e7\u00e3o das Irm\u00e3s Terci\u00e1rias Capuchinhas de Loano no Uruguai. S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II a proclamou Beata em 1993, Francisco a canonizou na Pra\u00e7a de S\u00e3o Pedro no domingo, dia 15 de maio. \u201cDevemos ter a coragem de ir onde a Provid\u00eancia nos chama\u201d \u00e9 a mensagem que nos deixa Madre Francisca segundo seu postulador padre Calloni<\/em><\/p>\n<p>&#8220;A exist\u00eancia de Madre Francisca Rubatto, que tive a alegria de proclamar Beata no dia 10 de outubro de 1993, estava assente sobre duas colunas: o amor ardente a Deus, compreendido como o &#8216;sumo bem&#8217;, e o servi\u00e7o incans\u00e1vel aos irm\u00e3os, de maneira especial aos mais necessitados e aos abandonados&#8221;. Estas palavras foram pronunciadas por S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II em seu encontro, em 7 de fevereiro de 2002, com as Irm\u00e3s Capuchinhas de Madre Rubatto, no final de seu Cap\u00edtulo Geral. Jo\u00e3o Paulo II prosseguiu: &#8220;Sob a orienta\u00e7\u00e3o de mestres espirituais iluminados, a vossa Madre seguiu o exemplo de S\u00e3o Francisco e Santa Clara para ser, na Igreja e na sociedade, um sinal humilde mas eloquente do Evangelho vivido sine glossa&#8221;, ou seja, ao p\u00e9 da letra.<\/p>\n<p><b>Servir os irm\u00e3os sem reservas e sem limites<\/b><\/p>\n<p>Anna Maria Rubatto nasceu na It\u00e1lia em Carmagnola, perto de Turim, dia 14 de fevereiro de 1844. Durante anos ela se dedicou ao voluntariado, \u00e0 assist\u00eancia aos pobres, visitando os doentes no hospital de Cottolengo, trabalhando no Orat\u00f3rio Dom Bosco e para a confraria das Senhoras de Caridade de S\u00e3o Vicente. Em 1884, um epis\u00f3dio aparentemente casual mudou sua vida. Anna Maria tinha 40 anos de idade. Durante uma estadia em Loano, Su\u00ed\u00e7a, passando por um canteiro de obras, ela socorreu um jovem oper\u00e1rio, ferido na cabe\u00e7a por uma pedra que tinha ca\u00eddo do andaime. Seu gesto de cuidado n\u00e3o passou despercebido: um padre capuchinho, que h\u00e1 algum tempo queria fundar uma comunidade religiosa feminina dedicada a cuidar dos doentes e dos pobres da cidade, convidou-a a se unir a eles, ali\u00e1s para guiar a comunidade.<\/p>\n<p>Ela aceitou e em 23 de janeiro de 1885 assumiu o h\u00e1bito religioso das Terci\u00e1rias Capuchinhas, escolhendo o nome de Irm\u00e3 Maria Francisca de Jesus. Em pouco tempo, sob seu impulso, as religiosas se espalharam na It\u00e1lia e depois na Am\u00e9rica Latina, particularmente no Uruguai, Argentina e Brasil. Aqui, na miss\u00e3o de S\u00e3o Jos\u00e9 da Provid\u00eancia, fundada pelos Capuchinhos Lombardos em Alto Alegre, em 13 de mar\u00e7o de 1901, sete delas foram mortas por um grupo de ind\u00edgenas armados. &#8220;Servir os irm\u00e3os incondicionalmente e sem limites: eis o que impeliu a Beata Francisca Rubatto a abrir o seu cora\u00e7\u00e3o e a vida do seu Instituto \u00e0 dimens\u00e3o mission\u00e1ria&#8221;, dizia S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II durante a audi\u00eancia de 2002, o mesmo esp\u00edrito que animou as suas Irm\u00e3s mission\u00e1rias, que sacrificando sua pr\u00f3pria vida, deram o seu testemunho de fidelidade a Cristo e de entrega amorosa ao pr\u00f3ximo.<\/p>\n<p>Madre Francisca Rubatto faleceu em Montevid\u00e9u, Uruguai, em 6 de agosto de 1904 e, segundo sua vontade, foi enterrada ali. No dia 10 de outubro de 1993, o Papa Wojtyla celebrou sua beatifica\u00e7\u00e3o. Em fevereiro de 2020, o Papa Francisco reconheceu sua santidade ap\u00f3s a cura milagrosa, por sua intercess\u00e3o, de um jovem de Montevid\u00e9u, ocorrida em abril de 2000. O jovem tinha sido atropelado, sofrendo uma les\u00e3o na cabe\u00e7a com hemorragia e coma grave. Como S\u00e3o Francisco de Assis, Madre Rubatto encontrou Cristo nos pobres e sofredores. Foi escrito que &#8220;ela deu ao franciscanismo uma vers\u00e3o feminina moderna&#8221; e tamb\u00e9m que nela &#8220;se encontra uma das figuras mais importantes do franciscanismo feminino de hoje&#8221;.<\/p>\n<p><b>Pe. Calloni: a coragem de ir onde a Provid\u00eancia chama<\/b><\/p>\n<p>O Pe. Carlo Calloni O.F.M., capuchinho, postulador da causa de canoniza\u00e7\u00e3o, descreve a figura e a miss\u00e3o de Madre Francisca Rubatto, fala sobre qual seria a relev\u00e2ncia da mensagem da Madre Rubatto e o que ela pode ensinar aos crist\u00e3os cat\u00f3licos de hoje.<\/p>\n<p>\u201cA disponibilidade \u2013 afirma padre Calloni &#8211; estar dispon\u00edvel para o que a realidade lhe chama. Mais um sinal desta disponibilidade foi a seguinte: o Ministro Geral dos Capuchinhos tinha aberto h\u00e1 pouco tempo uma miss\u00e3o no nordeste do Brasil e convidou as irm\u00e3s a irem para l\u00e1, em Alto Alegre, para dirigir uma escola para meninas. Dezoito meses ap\u00f3s a chegada das religiosas &#8211; ela mesma as havia acompanhado \u2013 foram mortas 7 irm\u00e3s, 4 frades e 270 ind\u00edgenas que faziam parte desta col\u00f4nia de S\u00e3o Jos\u00e9 da Provid\u00eancia e a sua disponibilidade mais uma vez n\u00e3o parou ali\u201d. E continua: \u201cN\u00e3o \u00e9 que, a certa altura, ela disse basta, minhas irm\u00e3s n\u00e3o ir\u00e3o para l\u00e1. Ao contr\u00e1rio, elas ainda est\u00e3o l\u00e1 e ainda d\u00e3o frutos abundantes. Portanto, n\u00e3o devemos temer e devemos ter a coragem de ir onde a Provid\u00eancia nos chama: creio que esta seja a grande mensagem que Madre Rubatto deixa para n\u00f3s, uma disponibilidade que chega a este ato heroico de dar suas filhas desta maneira\u201d.<\/p>\n<p>\u201cMadre Francisca nunca se cansou de visitar suas irm\u00e3s em miss\u00e3o \u2013 continua o postulador padre Calloni &#8211; , a sua \u00faltima viagem, que deveria durar pouco mais de um m\u00eas, durou ao inv\u00e9s 2 anos, ela ficou no Uruguai e no Uruguai ela faleceu e naquele pa\u00eds ela permanece como um marco para aquela Igreja que a fez florescer como uma santa, como algu\u00e9m que deu toda a sua vida. E junto com ela muitas irm\u00e3s, mas tamb\u00e9m podemos dizer muitos crist\u00e3os, que a seguem e s\u00e3o capazes de dar testemunho mesmo em terras que s\u00e3o dif\u00edceis porque muitas vezes n\u00e3o acolhem imediatamente a mensagem crist\u00e3&#8221;.<\/p>\n<p>Fonte e foto: Vatican News &nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Irm\u00e3 Maria Francisca de Jesus, nascida Anna Maria Rubatto (1844-1904), fundou a Congrega\u00e7\u00e3o das Irm\u00e3s Terci\u00e1rias Capuchinhas de Loano no Uruguai. 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