{"id":72893,"date":"2021-07-15T18:53:30","date_gmt":"2021-07-15T21:53:30","guid":{"rendered":"http:\/\/portalcatolico.net\/portal\/?p=72893"},"modified":"2021-07-15T18:58:33","modified_gmt":"2021-07-15T21:58:33","slug":"cardeal-dom-sergio-da-rocha-preside-missa-em-memoria-da-serva-de-deus-vitoria-da-encarnacao","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/portalcatolico.net\/portal\/cardeal-dom-sergio-da-rocha-preside-missa-em-memoria-da-serva-de-deus-vitoria-da-encarnacao\/","title":{"rendered":"Cardeal Dom Sergio da Rocha preside Missa em mem\u00f3ria da Serva de Deus Vit\u00f3ria da Encarna\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>A religiosa, que nasceu e viveu em Salvador, teve o Processo de Beatifica\u00e7\u00e3o e Canoniza\u00e7\u00e3o aberto em 2019<\/p>\n<p>A cidade de Salvador, na Bahia, \u00e9 tamb\u00e9m conhecida como a \u201cterra de todos os santos\u201d, por ter sido o local de nascimento ou de passagem de homens e mulheres que testemunharam, com as pr\u00f3prias vidas, a f\u00e9 em Jesus Cristo. Entre eles est\u00e1 a Serva de Deus Vit\u00f3ria da Encarna\u00e7\u00e3o, religiosa cujo processo de canoniza\u00e7\u00e3o foi instalado em 2019.<\/p>\n<p>A mais nova baiana rumo aos altares morreu com fama de santidade em 1715, na capital baiana. Para fazer mem\u00f3ria, no dia 19 de julho, \u00e0s 10h, o Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, Cardeal Dom Sergio da Rocha, presidir\u00e1 Missa pelos 306 anos da morte da Madre Vit\u00f3ria da Encarna\u00e7\u00e3o. A Celebra\u00e7\u00e3o Eucar\u00edstica acontecer\u00e1 no Convento Santa Clara do Desterro, onde a Serva de Deus passou os \u00faltimos anos de vida e teve vis\u00f5es de Jesus Cristo que, carregando uma cruz, a convidou para fazer o mesmo.<\/p>\n<p><strong>A Serva de Deus<\/strong><\/p>\n<p>Madre Vit\u00f3ria da Encarna\u00e7\u00e3o nasceu em Salvador, em 6 de mar\u00e7o de 1661, sendo batizada no mesmo ano, na antiga S\u00e9 da Bahia. Filha de Bartolomeu Nabo Correia e Lu\u00edsa Bixarxe, ela teve um irm\u00e3o e tr\u00eas irm\u00e3s. Em 1677, quando foi fundado o Convento Santa Clara do Desterro, sendo o seu pai muito devoto, quis que sua filha entrasse para a vida religiosa. Por\u00e9m, a menina, ent\u00e3o com 16 anos de idade, havia se tornado avessa \u00e0 religi\u00e3o, chegando a dizer ao seu pai que preferia que lhe cortassem \u00e0 cabe\u00e7a do que ser levada para o convento.<\/p>\n<p>Passaram-se alguns anos e Vit\u00f3ria come\u00e7ou a ter frequentes sonhos com a M\u00e3e de Deus e seu Divino Filho. Neles, a Virgem lhe apresentava o Menino e chamava-a para a vida consagrada. Em outros momentos via o Menino Jesus a colher flores no caminho para o convento e a chamava para l\u00e1. Tais sonhos se repetiram in\u00fameras vezes, por\u00e9m, Vit\u00f3ria n\u00e3o quis seguir o que a Virgem e o Menino pediam.<\/p>\n<p>Numa terr\u00edvel noite do ano de 1686, quando Vit\u00f3ria estava com 25 anos de idade, teve um sonho horrendo, no qual se via nos por\u00f5es sujos e cheios de lodo de uma grande embarca\u00e7\u00e3o que navegava em alto mar. Viu neste sonho que estava acompanhada de pessoas impiedosas, que caminhavam para a perdi\u00e7\u00e3o, enquanto que na parte de cima da embarca\u00e7\u00e3o haviam muitos religiosos contentes, pois caminhavam para a salva\u00e7\u00e3o. Seu Anjo da Guarda ent\u00e3o lhe explicava que os navegantes da parte superior eram os que faziam a vontade de Deus e estavam salvos, enquanto que os que estavam nos por\u00f5es, assim como ela, eram os que caminhavam para a perdi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ao acordar deste sonho aterrador, pensou em sua vida e tomou a firme decis\u00e3o de consagrar-se totalmente a Deus e passar a vida fazendo Sua santa vontade. Naquele mesmo ano, em 29 de setembro, dia de S\u00e3o Miguel Arcanjo, Vit\u00f3ria foi acolhida no noviciado das clarissas do Convento do Desterro da Bahia e, juntamente com ela, foi acolhida tamb\u00e9m a sua irm\u00e3, Maria da Concei\u00e7\u00e3o. Recebeu neste dia o nome religioso de Vit\u00f3ria da Encarna\u00e7\u00e3o. Conforme seu desejo, fez profiss\u00e3o solene em 21 de outubro de 1687. Mostrou-se grande em suas virtudes.<\/p>\n<p>Desapegada de tudo o que \u00e9 mundano, quis fazer-se a menor de todas e aquela que servia a todas. Dotada de imensa caridade para com os mais desvalidos, desejou viver como uma escrava a adotou para si o estilo de vida das servas que viviam no mosteiro. Fazia suas refei\u00e7\u00f5es sentada no ch\u00e3o, como era costume entre os escravos da \u00e9poca; corria para fazer os trabalhos que ningu\u00e9m queria, e, por querer ser a menor de todas, foi diversas vezes ridicularizada e agredida pelas pr\u00f3prias escravas a quem ela tanto quis se fazer igual. Cuidava daquelas que adoeciam, levando-as para sua pr\u00f3pria cela e de l\u00e1 s\u00f3 saiam quando completamente curadas.<\/p>\n<p>Viveu inteiramente dedicada aos pobres, doentes e desamparados que procuravam o mosteiro em busca de socorro. Quando exercia o cargo de porteira, grande quantidade de pessoas dirigia-se \u00e0 portaria para pedir-lhe algum aux\u00edlio. Atendeu a todos quantos podia, e, mesmo de dentro da clausura, recomendava aos parentes que cuidassem daqueles pobres e doentes de quem vinha a saber que estavam necessitados. Doou em vida tudo o que possu\u00eda aos pobres, inclusive a cama na qual dormia, passando ent\u00e3o a dormir no ch\u00e3o sobre uma esteira de palha.<\/p>\n<p>Dotada de dons m\u00edsticos, se transfigurava quando fazia a via-sacra, todas as sextas-feiras do ano. Tinha tanto desejo de imitar ao Divino Esposo em seus sofrimentos, que castigava-se com cil\u00edcios e disciplinas dur\u00edssimas, chegando a converter os pecadores que passavam pela via pr\u00f3xima ao convento e que ouviam o barulho daquelas chibatadas. Fazia rigorosos jejuns e quando comia algo que lhe agradava o paladar, misturava cinzas \u00e0 comida para estragar o sabor.<\/p>\n<p>Entre as virtudes apontadas, em relatos, sobre a Madre Vit\u00f3ria da Encarna\u00e7\u00e3o, algumas se destacam. Uma delas era o dom que ela tinha de sonhar com as pessoas necessitadas e, em seguida, enviar ajuda. A Madre tamb\u00e9m era procurada quando as Irm\u00e3s do convento \u2013 enclausuradas \u2013 recorriam para encontrar objetos perdidos.<\/p>\n<p>Amou tanto as almas do purgat\u00f3rio que sufragava-as diariamente com ora\u00e7\u00f5es. Tinha o dom da revela\u00e7\u00e3o e profecia. Era capaz de saber o local exato em que uma pessoa, tida por desaparecida, se encontrava, assim como de prever acontecimentos futuros. Tinha tamb\u00e9m a capacidade de encontrar objetos e animais desaparecidos. Passava a maior parte da noite em vig\u00edlia diante do Sant\u00edssimo Sacramento e foi chamada, pelo seu bi\u00f3grafo, o arcebispo da Bahia, Dom Sebasti\u00e3o Monteiro da Vide, de \u201ctocha acesa diante do sacr\u00e1rio\u201d.<\/p>\n<p>Madre Vit\u00f3ria faleceu numa sexta-feira, \u00e0s 15 horas, em 19 de julho de 1715. No momento de sua morte as religiosas disseram ter sentido uma maravilhosa fragr\u00e2ncia de rosas a inundar as depend\u00eancias do mosteiro. Ao se espalhar a not\u00edcia de sua morte, uma grande multid\u00e3o se aglomerou diante do convento. Logo toda a cidade ficou a saber, pois diziam ter morrido a \u201csanta da Bahia\u201d. Muitos levavam len\u00e7os, medalhas, ter\u00e7os e outros objetos e pediam que as religiosas os tocassem no corpo da \u201csanta\u201d. Esses objetos eram guardados por essas pessoas e eram tidos como verdadeiras rel\u00edquias. In\u00fameros foram os milagres narrados pelos devotos logo ap\u00f3s a sua morte. Sendo crescente o n\u00famero desses supostos milagres, o ent\u00e3o arcebispo da Bahia tratou de interrogar as religiosas do Desterro sobre a vida que teve a Madre Vit\u00f3ria. Em 1720, apenas cinco anos ap\u00f3s a sua morte, Dom Sebasti\u00e3o Monteiro da Vide publicou, em Roma, a biografia da \u201csanta da Bahia\u201d com o t\u00edtulo \u201cHist\u00f3ria da Vida e Morte da Madre S\u00f3ror Vict\u00f3ria da Encarna\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Os restos mortais da Madre Vit\u00f3ria da Encarna\u00e7\u00e3o encontram-se na Igreja do Convento Santa Clara do Desterro, em Salvador, e est\u00e3o depositados acima de uma das portas que ligam o coro de baixo \u00e0 nave do templo.<\/p>\n<p>Em 7 de julho de 2019, a Congrega\u00e7\u00e3o para a Causa dos Santos emitiu o decreto \u201cNihil Obstat\u201d, autorizando a abertura da causa de beatifica\u00e7\u00e3o da Madre Vit\u00f3ria, que passou a ser chamada, a partir de ent\u00e3o, de Serva de Deus Vit\u00f3ria da Encarna\u00e7\u00e3o. Em 19 de novembro do mesmo ano, o ent\u00e3o Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger, presidiu a cerim\u00f4nia de abertura do Processo de Beatifica\u00e7\u00e3o e Canoniza\u00e7\u00e3o, apresentando as Comiss\u00f5es que trabalhar\u00e3o no processo, bem como o postulador da Causa, Frei Jociel Gomes, OFMcap.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A religiosa, que nasceu e viveu em Salvador, teve o Processo de Beatifica\u00e7\u00e3o e Canoniza\u00e7\u00e3o aberto em 2019 A cidade de Salvador, na Bahia, \u00e9 tamb\u00e9m conhecida como a \u201cterra de todos os santos\u201d, por ter sido o local de nascimento ou de passagem de homens e mulheres que testemunharam, com as pr\u00f3prias vidas, a&nbsp;<\/p>\n<p><a class=\"btn btn-style\" href=\"http:\/\/portalcatolico.net\/portal\/cardeal-dom-sergio-da-rocha-preside-missa-em-memoria-da-serva-de-deus-vitoria-da-encarnacao\/\">Continue Reading<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":72895,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-72893","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaques"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/portalcatolico.net\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/72893","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/portalcatolico.net\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/portalcatolico.net\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/portalcatolico.net\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/portalcatolico.net\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=72893"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/portalcatolico.net\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/72893\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":72894,"href":"http:\/\/portalcatolico.net\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/72893\/revisions\/72894"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/portalcatolico.net\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/72895"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/portalcatolico.net\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=72893"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/portalcatolico.net\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=72893"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/portalcatolico.net\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=72893"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}