{"id":71456,"date":"2021-02-25T20:38:24","date_gmt":"2021-02-25T23:38:24","guid":{"rendered":"http:\/\/portalcatolico.net\/portal\/?p=71456"},"modified":"2021-02-25T20:39:58","modified_gmt":"2021-02-25T23:39:58","slug":"caminho-das-missoes-uma-experiencia-de-historia-e-espiritualidade","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/portalcatolico.net\/portal\/caminho-das-missoes-uma-experiencia-de-historia-e-espiritualidade\/","title":{"rendered":"&#8220;Caminho das Miss\u00f5es&#8221;, uma experi\u00eancia de hist\u00f3ria e espiritualidade"},"content":{"rendered":"<div class=\"article__subTitle\">Existe um &#8220;grande caminho de peregrina\u00e7\u00e3o na Am\u00e9rica&#8221;, que integra especialmente a parte de Miss\u00f5es no Brasil, Argentina e Paraguai e que, quanto mais \u00e9 conhecido, mais atrai turistas e peregrinos. O trajeto percorre a regi\u00e3o que acolheu um dos projetos mais ut\u00f3picos da hist\u00f3ria: o projeto jesu\u00edtico-guarani.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div class=\"title__separator\">O contexto \u00e9 o das Miss\u00f5es Jesu\u00edticas dos s\u00e9culos XVII e XVIII, onde se viveu uma utopia cantada em prosa e verso por fil\u00f3sofos e escritores como Voltaire, Charles Montesquieu, Ludovico Antonio Muratori, Charlevau e retratada no filme&nbsp;<i>The<\/i>&nbsp;<i>Mission<\/i>, de 1986. Uma experi\u00eancia de fraternidade e humanidade plena, vivida durante 160 anos na Am\u00e9rica do Sul, e t\u00e3o presente nos pronunciamentos e documentos do Papa Francisco s\u00e9culos mais tarde.<\/div>\n<div>\n<p>Uma \u201csociedade que tinha como prioridade as coisas de Deus\u201d, um \u201cprojeto de um mundo melhor, de um mundo mais igual, das pessoas se amando, das pessoas tendo aten\u00e7\u00e3o umas \u00e0s outras\u201d, afirmou em entrevista ao Vatican News o pesquisador santo-angelense&nbsp;<b>Jos\u00e9 Roberto de Oliveira*<\/b>. &nbsp;Uma experi\u00eancia fruto da f\u00e9 em Jesus Cristo, e que \u201cpode ser repetida no momento que a humanidade quiser\u201d.<\/p>\n<p>O amor que, especialmente os primeiros jesu\u00edtas tinham pela human\u00edstica, pelo ser humano, mas tamb\u00e9m suas lutas, marcaram o pesquisador e escritor ga\u00facho nos longos anos que tem dedicado ao tema das Miss\u00f5es. Naquele projeto, observa ele, houve \u201cuma utopia fact\u00edvel\u201d, e depende \u201cde n\u00f3s sociedade, de n\u00f3s cristianismo, de n\u00f3s pessoas que querem um mundo melhor\u201d, nos inspirarmos na \u201cutopia missioneira para criar condi\u00e7\u00f5es de um mundo melhor\u201d, realizando assim, \u201co sonho antigo do projeto jesu\u00edtico-guarani\u201d.<\/p>\n<p><strong>O Caminho das Miss\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>O projeto jesu\u00edtico-guarani deixou um legado que plasmou a cultura n\u00e3o s\u00f3 do Rio Grande do Sul, mas de uma vasta regi\u00e3o que compreende Argentina, Uruguai e Paraguai. E a exemplo de conhecidos roteiros de peregrina\u00e7\u00e3o pelo mundo, como o Caminho de Santiago, a Via Franc\u00edgena, entre outros, \u00e9 poss\u00edvel mergulhar nesse contexto hist\u00f3rico-cultural e de f\u00e9 com &#8220;O Caminho das Miss\u00f5es&#8221;.&nbsp;<\/p>\n<p>Nas diferentes op\u00e7\u00f5es de percurso \u2013 30, 14, 9 e 3 dias &#8211; o caminhante tem a possibilidade de realizar um verdadeiro mergulho na hist\u00f3ria dessa macrorregi\u00e3o, onde em meio a campos, matas e terras cultivadas, se depara com verdadeiras p\u00e9rolas do Barroco, como est\u00e1tuas de santos esculpidas em madeira, constru\u00e7\u00f5es que foram um marco daquele per\u00edodo \u00e1ureo \u2013 como por exemplo, as Ru\u00ednas de S\u00e3o Miguel Arcanjo, Patrim\u00f4nio da Unesco -, mas tamb\u00e9m aldeias guaranis e Santu\u00e1rios, como Caar\u00f3 e Assun\u00e7\u00e3o do Iju\u00ed, locais que testemunharam o mart\u00edrio, em 1628, dos tr\u00eas Santos Missioneiros &#8211; Roque Gonz\u00e1les de Santa Cruz, Afonso Rodr\u00edguez e Juan del Castilhos, &#8211; e hoje lugares de forte devo\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p>\u201cO Caminho das Miss\u00f5es nasce como essa ideia do Caminho de Santiago de Compostela, e que vem para Am\u00e9rica hoje, integrando todo o grande projeto jesu\u00edtico-guarani, desde o Paraguai, San Ignacio Guazu, que \u00e9 a primeira Redu\u00e7\u00e3o, em 1609, integrando todo esse conjunto reducional, as oito Redu\u00e7\u00f5es, que ficaram no Paraguai, entre Missiones e Itapua<i>,<\/i>&nbsp;o conjunto das Miss\u00f5es, as quinze, que ficou na Argentina entre Missiones e Corrientes e as que ficaram do lado brasileiro, aqui na regi\u00e3o das Miss\u00f5es. Ent\u00e3o, essa caminhada \u00e9 uma caminhada de 30 dias, s\u00e3o 750 km que s\u00e3o percorridos, mas essa \u00e9 a internacional. Por exemplo agora, na pandemia, como as fronteiras fecharam, n\u00f3s estamos fazendo a parte brasileira, desde S\u00e3o Borja que \u00e9 a primeira Redu\u00e7\u00e3o do segundo ciclo &#8211; sempre lembrando que no primeiro ciclo eram 18 Redu\u00e7\u00f5es, e que foram expulsas pelos Bandeirantes naquele per\u00edodo e depois voltaram a partir de 1682 com Santo Tom\u00e9, que \u00e9 do lado da Argentino, do lado de l\u00e1 do Rio Uruguai, funda S\u00e3o Borja. Ent\u00e3o S\u00e3o Borja at\u00e9 Santo \u00c2ngelo, s\u00e3o 14 dias de caminhada, com 324 km. Tem caminhadas mais curtas tamb\u00e9m, por exemplo de S\u00e3o Nicolau at\u00e9 Santo \u00c2ngelo d\u00e1 184 km e uma menor de 3 dias que \u00e9 de S\u00e3o Miguel, ali no Patrim\u00f4nio Mundial, da\u00ed vem pelos interiores, Carajazinho, S\u00e3o Jo\u00e3o Batista, e chega em Santo \u00c2ngelo, 73 km. Ent\u00e3o sempre se chega em Santo \u00c2ngelo. Aqui tem o San \u00c1ngel Custodio, nosso Anjo da Guarda, que \u00e9 o nosso s\u00edmbolo maior e aqui aquela ideia do encontro com o seu Anjo da Guarda, de cada uma das pessoas que vem para c\u00e1.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o esse conjunto das caminhadas ocorre nas diversas formas, 30 dias, essa internacional, 14 dias essa de S\u00e3o Borja a Santo \u00c2ngelo, oito dias de S\u00e3o Nicolau at\u00e9 Santo \u00c2ngelo e 3 dias essa menor de S\u00e3o Miguel at\u00e9 Santo \u00c2ngelo. E vivendo nessa plenitude digamos em todo o territ\u00f3rio, que n\u00f3s temos a terra vermelha, de toda essa macrorregi\u00e3o do projeto jesu\u00edtico-guarani, que \u00e9 um jeito diferente de dizer a terra, os elementos f\u00edsicos e qu\u00edmicos dali, as pessoas andam entre matas, entre campos, entre a pampa da Am\u00e9rica e obviamente o conv\u00edvio com descendentes, tanto que vivem nas cidades, os descendentes daquele projeto todo, mas tamb\u00e9m com a possibilidade de visitar as aldeias que est\u00e3o nessa regi\u00e3o. N\u00f3s temos hoje 3 aldeias: uma em S\u00e3o Miguel, tem cerca de 240 ind\u00edgenas e duas em Santo \u00c2ngelo, um pouquinho menor do que aquela de l\u00e1, mas tamb\u00e9m com toda cultura, s\u00e3o \u00edndios guaranis que vivem aqui e que mostram, e que as pessoas que v\u00eam do mundo hoje t\u00eam essas experi\u00eancias com, digamos, com os \u00edndios origin\u00e1rios. Ent\u00e3o \u00e9 muito interessante esse processo todo e obviamente conhecer, aprofundar toda essa hist\u00f3ria magn\u00edfica, dita pelos grandes do mundo como Voltaire, Montesquieu, Muratori. Muratori \u00e9 o principal fil\u00f3sofo italiano dos 1.700, ele escreve um livro magn\u00edfico que tu tens que ler, chama-se \u201cO cristianismo feliz dos jesu\u00edtas na Am\u00e9rica\u201d. \u00c9 um livro completamente ut\u00f3pico, e que ele mostra a beleza do que \u00e9 a plenitude da utopia do cristianismo. Isso tudo, quem faz o Caminho das Miss\u00f5es, essa caminhada, e que tamb\u00e9m pode ser de bike, tem gente que faz isso de bicicleta, tem muita gente que hoje t\u00e1 com esse esporte, porque n\u00e3o est\u00e3o ali disputando nada, est\u00e3o visitando, fazendo turismo mesmo com a bicicleta e tamb\u00e9m se faz dessa forma. E se conhece tr\u00eas pa\u00edses bem importantes da Am\u00e9rica, \u00e9 o principal caminho da Am\u00e9rica hoje para o mundo, integrado hoje nesses projetos de turismo e de cultura nesse conjunto do territ\u00f3rio.&#8221;<\/p>\n<p><strong>Santu\u00e1rio de Caar\u00f3<\/strong><\/p>\n<div>\n<div class=\"article__embed article__embed--unwrap\">\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-71457\" src=\"http:\/\/portalcatolico.net\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/cq5dam.thumbnail.cropped.750.422-14-300x169.jpeg\" alt=\"\" width=\"756\" height=\"426\" srcset=\"http:\/\/portalcatolico.net\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/cq5dam.thumbnail.cropped.750.422-14-300x169.jpeg 300w, http:\/\/portalcatolico.net\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/cq5dam.thumbnail.cropped.750.422-14.jpeg 750w\" sizes=\"auto, (max-width: 756px) 100vw, 756px\" \/><\/figure>\n<div class=\"photo_embed--Title\">Os tr\u00eas sacerdotes m\u00e1rtires missioneiros<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><b>Nessa caminhada se faz uma verdadeira imers\u00e3o no territ\u00f3rio que pertencia aos \u00edndios guaranis. E uma das etapas do percurso contempla o Santu\u00e1rio da Caar\u00f3. Qual a import\u00e2ncia desse Santu\u00e1rio e a quem ele \u00e9 dedicado?<\/b><\/p>\n<p>&#8220;O Caar\u00f3 \u00e9 um s\u00edmbolo daquela chegada dos jesu\u00edtas l\u00e1 na primeira fase, num tempo que \u00e9 preciso compreender. Eu tenho feito muitos encontros com o pessoal da Igreja, tenho feito palestras e mesmo andando com gente das diversas dioceses, mas especialmente a nossa angelopolitana aqui, no sentido de mostrar a vis\u00e3o de alteridade. Como \u00e9 que ser\u00e1 que era, por exemplo, aquele povo do neol\u00edtico, l\u00e1 de 1626, 1628, quando chegavam dois jesu\u00edtas numa aldeia ou perto de uma aldeia, daquele per\u00edodo. Ent\u00e3o \u00e9 preciso olhar com olhos de alteridade. Como \u00e9 que os \u00edndios olhavam para aqueles dois jesu\u00edtas? Como \u00e9 que aqueles jesu\u00edtas olhavam \u2013 imagina o medo deles com rela\u00e7\u00e3o \u00e0queles guaranis ali com lan\u00e7a, flecha machadinhas de pedra polida, como \u00e9 que era isso?<\/p>\n<p>Ent\u00e3o \u00e9 muito importante entender, e o Caar\u00f3 \u00e9 o lugar para gente falar dessas coisas. Mas o Caar\u00f3 tamb\u00e9m \u00e9 um lugar extraordin\u00e1rio e que ali tem um motivo important\u00edssimo que \u00e9 o da canoniza\u00e7\u00e3o dos padres Roque Gonz\u00e1les, Afonso Rodrigues e tamb\u00e9m do Jo\u00e3o del Castilhos que n\u00e3o morreu ali no Caar\u00f3, mas no lugar chamado Assun\u00e7\u00e3o do Ijuhy, que fica uma hora mais ou menos desse lugar de carro. E nesse lugar, ali especialmente, pessoas do mundo vem buscar a \u00e1gua, que \u00e9 considerada milagrosa e que lida com curas de c\u00e2ncer, que \u00e9 o motivo da canoniza\u00e7\u00e3o dos tr\u00eas Santos M\u00e1rtires das Miss\u00f5es. Ent\u00e3o vem gente de muitos lugares do mundo buscar a \u00e1gua reconhecida e considerada como milagrosa. Ent\u00e3o \u00e9 um lugar m\u00edstico, extremamente interessante, quando a gente chega &#8211; eu cada vez me arrepio todo l\u00e1 &#8211; tem uma espiritualidade presente, n\u00e3o \u00e9 desses lugares s\u00f3 de f\u00e9, mas tem algo potente ali e que obviamente \u00e9 o que as pessoas, essas que t\u00eam seus males, buscam o restauro, digamos, da sua sa\u00fade, da sua vida nesses locais. E o Caar\u00f3 \u00e9 esse grande lugar, \u00e9 um lugar extremamente importante, \u00e9 um lugar que inclusive est\u00e1 andando um processo para tornar esse lugar ainda um lugar mais importante, que seria uma Bas\u00edlica, uma Bas\u00edlica Menor agora nesse primeiro instante, e que tamb\u00e9m o processo est\u00e1 andando a\u00ed no Vaticano.&#8221;<\/p>\n<p><strong>Sociedade que tinha como prioridade as coisas de Deus<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-71458 aligncenter\" src=\"http:\/\/portalcatolico.net\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/cq5dam.thumbnail.cropped.750.422-15-300x169.jpeg\" alt=\"\" width=\"760\" height=\"428\" srcset=\"http:\/\/portalcatolico.net\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/cq5dam.thumbnail.cropped.750.422-15-300x169.jpeg 300w, http:\/\/portalcatolico.net\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/cq5dam.thumbnail.cropped.750.422-15.jpeg 750w\" sizes=\"auto, (max-width: 760px) 100vw, 760px\" \/><\/p>\n<div>\n<div class=\"article__embed article__embed--unwrap\">\n<figure><picture><source srcset=\"\/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2021\/02\/18\/CIMG2026.jpg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.1500.844.jpeg 2x, \/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2021\/02\/18\/CIMG2026.jpg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.750.422.jpeg 1x\" media=\"(min-width: 1024px)\" data-original-set=\"\/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2021\/02\/18\/CIMG2026.jpg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.1500.844.jpeg 2x, \/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2021\/02\/18\/CIMG2026.jpg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.750.422.jpeg 1x\"><source srcset=\"\/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2021\/02\/18\/CIMG2026.jpg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.1000.563.jpeg 2x, \/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2021\/02\/18\/CIMG2026.jpg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.500.281.jpeg 1x\" media=\"(min-width: 768px)\" data-original-set=\"\/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2021\/02\/18\/CIMG2026.jpg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.1000.563.jpeg 2x, \/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2021\/02\/18\/CIMG2026.jpg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.500.281.jpeg 1x\"><source srcset=\"\/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2021\/02\/18\/CIMG2026.jpg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.500.281.jpeg\" data-original-set=\"\/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2021\/02\/18\/CIMG2026.jpg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.500.281.jpeg\"><\/picture><\/figure>\n<div class=\"photo_embed--Title\">Igreja de S\u00e3o Miguel Arcanjo<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><b>A Redu\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Miguel Arcanjo \u00e9 a melhor conservada no sul do Brasil, \u00e9 Patrim\u00f4nio da Unesco. Que riquezas hist\u00f3ricas o visitante,&nbsp; o peregrino,&nbsp;encontra nessa redu\u00e7\u00e3o?<\/b><\/p>\n<p>&#8220;Bem, n\u00f3s temos o \u00fanico Patrim\u00f4nio Cultural da humanidade do sul do pa\u00eds, em S\u00e3o Miguel. Ent\u00e3o, desde Minas Gerais, a\u00ed para baixo no Brasil, s\u00f3 tem um Patrim\u00f4nio Cultural da humanidade que \u00e9 S\u00e3o Miguel. Ali era a sede da Redu\u00e7\u00e3o jesu\u00edtica-guarani, ela veio para esse lugar em 1687. Ela tinha sido fundada em 1632, exatamente nessa regi\u00e3o onde eu andei agora nesses dias, l\u00e1 no sul, l\u00e1 na Serra de S\u00e3o Martinho, e expulsa pelos Bandeirantes foi para o lado de l\u00e1 do Rio Uruguai, fica cerca de 45 anos l\u00e1 e volta para esse lugar ali aonde est\u00e1 hoje. Ent\u00e3o foi a maior de todas as obras, Jo\u00e3o Batista Primuli, que \u00e9 esse arquiteto famoso, milan\u00eas, e que veio para as Miss\u00f5es, um dos grandes arquitetos do Barroco do mundo daquele per\u00edodo, se torna um irm\u00e3o jesu\u00edta e vem pras Miss\u00f5es e constr\u00f3i duas grandes Igrejas, S\u00e3o Miguel e Trinidad. S\u00e3o Miguel, ent\u00e3o, chegou a cerca de 8 mil habitantes naquele per\u00edodo, e 8 mil habitantes naquele per\u00edodo, \u00e9 das maiores cidades da Am\u00e9rica, n\u00e3o se tem essa clareza, mas \u00e9 isso. Ent\u00e3o ela era uma das grandes cidades da Am\u00e9rica daquele per\u00edodo e ali se viveu a plenitude, digamos, do que era uma Redu\u00e7\u00e3o. Desde um conjunto industrial muito importante, que exportava para a Europa, para a Am\u00e9rica toda, para Lima no Peru, para Coquimbo no Chile, e assim por diante. Atrav\u00e9s, obviamente, da estrutura \u2013 essa que ia para Europa, atrav\u00e9s de Buenos Aires, esse que era o mundo espanhol -, ent\u00e3o toda aquele movimento econ\u00f4mico, organizacional.<\/p>\n<p>Obviamente, o mundo tamb\u00e9m religioso, os guaranis trabalhavam tr\u00eas horas de manh\u00e3, tr\u00eas horas de tarde, nas suas lidas di\u00e1rias, um sistema todo de ora\u00e7\u00e3o, desde a manh\u00e3 e o conjunto das ed\u00edculas e da estrutura toda l\u00e1 em S\u00e3o Miguel tem alguns elementos important\u00edssimos, como por exemplo, cotigua\u00e7u, que talvez seja o maior s\u00edmbolo crist\u00e3o que n\u00f3s tenhamos na a\u00e7\u00e3o dos jesu\u00edtas da Am\u00e9rica. O que \u00e9 o cotigua\u00e7u? &nbsp;Cotigua\u00e7u \u00e9 a casa da vi\u00fava e dos \u00f3rf\u00e3os. Toda a comunidade trabalhava dias da semana para essa estrutura comunit\u00e1ria, para o comum, atrav\u00e9s de um projeto que chamava Tupamba\u00e9, que \u00e9 a ideia, digamos, das coisas de Deus, do trabalho para Deus, e toda comunidade cuidava das vi\u00favas, dos \u00f3rf\u00e3os, dos necessitados, nesse lugar chamado cotigua\u00e7u, que \u00e9 a casa grande, era um mundo comunal, aonde todos cuidavam, plantavam, e obviamente colhiam e alimentavam e cuidavam daquelas pessoas que viviam ali. Veja que n\u00f3s estamos falando de 1600 e 1700. Se hoje em dia, em pleno 2021, n\u00f3s n\u00e3o conseguimos fazer isso,<b>&nbsp;<\/b>imagina que interessante uma sociedade que tinha como prioridade, digamos, as coisas de Deus<b>.<\/b><\/p>\n<p>Ent\u00e3o isso \u00e9 Miss\u00f5es, isso \u00e9 S\u00e3o Miguel. Ent\u00e3o em S\u00e3o Miguel, obviamente, h\u00e1 muitas outras coisas, continuamos com muitos levantamentos arqueol\u00f3gicos, tem a fonte missioneira, tem um conjunto de elementos arqueol\u00f3gicos-arquitet\u00f4nicos que comp\u00f5e o que \u00e9 o conjunto do &nbsp;Patrim\u00f4nio Cultural da humanidade. N\u00f3s estamos encontrando o conjunto tamb\u00e9m de capelas naquela regi\u00e3o, encontramos duas capelas bem importantes agora nesse \u00faltimo per\u00edodo, que estavam dentro de uma selva que est\u00e1 ali perto, na chamada Floresta S\u00e3o Louren\u00e7o. Ent\u00e3o tem muitos elementos, al\u00e9m do Patrim\u00f4nio Mundial, que \u00e9 algo obviamente muito importante, tamb\u00e9m estamos com equipes importantes de arque\u00f3logos e pesquisadores que est\u00e3o achando novas coisas naquele macro ambiente. Ent\u00e3o j\u00e1 encontramos muitas coisas, como ferrarias, como a f\u00e1brica de tijolos, de telhas, o lugar aonde se produziam as farinhas, ent\u00e3o se sabe de muita coisa hoje, e S\u00e3o Miguel era a maior de todas as Redu\u00e7\u00f5es, do lado de c\u00e1, e esse conjunto todo, que nunca d\u00e1 para gente esquecer, S\u00e3o Miguel \u00e9 muito mais do que aquele lugar que n\u00f3s visitamos. S\u00e3o Miguel, vai desde o Rio Iju\u00ed at\u00e9 o Rio Negro l\u00e1 no Uruguai, tem 500 km de linha a sua est\u00e2ncia jesu\u00edtica. Ent\u00e3o era algo gigante, h\u00e1 um milh\u00e3o de cabe\u00e7as de gado. Ent\u00e3o ali se fez um dos maiores projetos que a humanidade j\u00e1 fez, tirando um povo do neol\u00edtico, e colocando eles em poucos anos no melhor do Barroco europeu daquele per\u00edodo.&#8221;<\/p>\n<p><strong>Um grande caminho de peregrina\u00e7\u00e3o na Am\u00e9rica<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-71459 aligncenter\" src=\"http:\/\/portalcatolico.net\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/cq5dam.thumbnail.cropped.750.422-16-300x169.jpeg\" alt=\"\" width=\"799\" height=\"450\" srcset=\"http:\/\/portalcatolico.net\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/cq5dam.thumbnail.cropped.750.422-16-300x169.jpeg 300w, http:\/\/portalcatolico.net\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/cq5dam.thumbnail.cropped.750.422-16.jpeg 750w\" sizes=\"auto, (max-width: 799px) 100vw, 799px\" \/><\/p>\n<div>\n<div class=\"article__embed article__embed--unwrap\">\n<figure><picture><source srcset=\"\/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2021\/02\/18\/2013-4.jpg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.1500.844.jpeg 2x, \/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2021\/02\/18\/2013-4.jpg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.750.422.jpeg 1x\" media=\"(min-width: 1024px)\" data-original-set=\"\/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2021\/02\/18\/2013-4.jpg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.1500.844.jpeg 2x, \/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2021\/02\/18\/2013-4.jpg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.750.422.jpeg 1x\"><source srcset=\"\/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2021\/02\/18\/2013-4.jpg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.1000.563.jpeg 2x, \/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2021\/02\/18\/2013-4.jpg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.500.281.jpeg 1x\" media=\"(min-width: 768px)\" data-original-set=\"\/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2021\/02\/18\/2013-4.jpg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.1000.563.jpeg 2x, \/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2021\/02\/18\/2013-4.jpg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.500.281.jpeg 1x\"><source srcset=\"\/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2021\/02\/18\/2013-4.jpg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.500.281.jpeg\" data-original-set=\"\/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2021\/02\/18\/2013-4.jpg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.500.281.jpeg\"><\/picture><\/figure>\n<div class=\"photo_embed--Title\">Caminhantes percorrem o &#8220;Caminho das Miss\u00f5es&#8221;<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><b>\u00c9 poss\u00edvel tra\u00e7ar um perfil de quem percorre o Caminho das Miss\u00f5es, e mesmo do visitante que \u00e9 atra\u00eddo pela hist\u00f3ria, pela riqueza dessa regi\u00e3o?<\/b><\/p>\n<p>&#8220;O Caminho das Miss\u00f5es tem, obviamente S\u00e3o Paulo, capital e interior s\u00e3o os dois maiores emissivos de turismo do Brasil. Muita gente tamb\u00e9m do Paran\u00e1, Santa Catarina, o Rio Grande do Sul tem 11 milh\u00f5es de habitantes, o Brasil tem 211 milh\u00f5es de habitantes, ent\u00e3o o n\u00facleo brasileiro \u00e9 muito importante. Na pandemia, agora, \u00e9 quem t\u00e1 andando. N\u00e3o est\u00e1 vindo gente de fora. Mas n\u00f3s tamb\u00e9m temos caminhantes, por exemplo, de gente que vem da pr\u00f3pria Espanha &#8211; n\u00f3s temos uma rela\u00e7\u00e3o muito \u00edntima aqui nas Miss\u00f5es com a Espanha &#8211; eu mesmo agora antes da pandemia fiz uma palestra em Madri, convidado por Funda\u00e7\u00f5es que n\u00f3s temos rela\u00e7\u00e3o. N\u00f3s temos tamb\u00e9m uma rela\u00e7\u00e3o muito \u00edntima, inclusive um conv\u00eanio de irmanamento, com M\u00farcia, com Caravaca de la Cruz, na Espanha, que \u00e9 a Cruz missioneira. A nossa \u00e9 a Cruz de Caravaca, que \u00e9 um dos cinco lugares santos do mundo. Ent\u00e3o \u00e9 muito importante essa rela\u00e7\u00e3o, vem gente, turistas desses lugares, mas tamb\u00e9m muitos franceses, ali\u00e1s, \u00e9 com os franceses que eu abri os olhos que n\u00f3s t\u00ednhamos uma hist\u00f3ria importante. Eu vejo que &#8211; isso t\u00f4 falando de 30 anos atr\u00e1s &#8211; com a visita dos franceses eles contavam maravilhas sobre os acontecimentos nos nossos lugares aqui. Ali\u00e1s, os franceses, esse ano, \u00e9 o ano dos 200 anos da presen\u00e7a do Saint-Hilaire<b>&nbsp;<\/b>aqui, que \u00e9 outro tema magn\u00edfico. O Saint-Hilaire<b>&nbsp;<\/b>ele visita em 1820-21 toda essa macrorregi\u00e3o. Ele \u00e9 o bot\u00e2nico que registra a&nbsp;<i>Ilex paraguariensis<\/i>, que \u00e9 a erva-mate, ent\u00e3o daqui alguns dias n\u00f3s teremos eventos tamb\u00e9m sobre os 200 anos do Saint-Hilaire nas Miss\u00f5es.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o isso tudo mostra que sempre fomos importantes, e tamb\u00e9m para esse mundo europeu. Por exemplo, as coisas que foram escritas pelo Muratori, por Charlevau, e que fizeram todo o encantamentos dos fil\u00f3sofos nos anos 1800 a\u00ed Europa, isso ainda hoje reflete como, obviamente, o&nbsp;<i>The Mission<\/i>, o filme, tamb\u00e9m \u00e9 muito importante, vindo gente dos mais diversos pa\u00edses. Ent\u00e3o n\u00f3s recebemos, sendo mais espec\u00edfico na tua pergunta, n\u00f3s recebemos gente de todo mundo. Mas obviamente muito mais do Brasil, pela proximidade, e temos um n\u00famero muito grande de capacidade emissiva dentro do pa\u00eds, e ent\u00e3o a gente quer abrir, obviamente, para outros pa\u00edses. Os argentinos que est\u00e3o do nosso lado v\u00eam muito para c\u00e1, o pessoal do Uruguai agora tem come\u00e7ado a vir em grande n\u00famero para c\u00e1 tamb\u00e9m, o Paraguai redescobre, por exemplo, o Caar\u00f3, que \u00e9 o local da morte do seu Santo, o Roque Gonz\u00e1les tinha nascido em Assunci\u00f3n, e eu mesmo tenho ido muito l\u00e1 fazer palestras, na pr\u00f3pria Embaixada do Brasil, a gente tem utilizado muito no sentido de que o Paraguai tamb\u00e9m se conscientize da nossa irmandade e que o povo missioneiro, a maioria \u00e9 descendente dos guaranis, e os guaranis l\u00e1 s\u00e3o base gen\u00e9tica fundamental, a l\u00edngua do Paraguai ainda \u00e9 uma das duas l\u00ednguas, o espanhol e o guarani, ent\u00e3o tem tudo a ver com os irm\u00e3os perdidos do lado de c\u00e1, eu digo para eles. Ent\u00e3o isso tudo ent\u00e3o faz essa clientela que tem vindo e que n\u00f3s precisamos divulgar. Ent\u00e3o quanto mais se divulga, mais vem gente, agora com as redes sociais, facilitou muito essa quest\u00e3o da promo\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o estamos buscando e queremos cada vez mais nos tornar esse grande caminho de<b>&nbsp;<\/b>peregrina\u00e7\u00e3o na Am\u00e9rica, aqui Miss\u00f5es, integrando especialmente a parte de Miss\u00f5es Brasil, Argentina e Paraguai.&#8221;<\/p>\n<p><strong>Olhar para o passado para uma a\u00e7\u00e3o no presente<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-71460 aligncenter\" src=\"http:\/\/portalcatolico.net\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/cq5dam.thumbnail.cropped.750.422-17-300x169.jpeg\" alt=\"\" width=\"806\" height=\"454\" srcset=\"http:\/\/portalcatolico.net\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/cq5dam.thumbnail.cropped.750.422-17-300x169.jpeg 300w, http:\/\/portalcatolico.net\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/cq5dam.thumbnail.cropped.750.422-17.jpeg 750w\" sizes=\"auto, (max-width: 806px) 100vw, 806px\" \/><\/p>\n<div>\n<div class=\"article__embed article__embed--unwrap\">\n<figure><picture><source srcset=\"\/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2021\/02\/18\/WhatsApp-Image-2021-02-10-at-19.43.57.jpeg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.1500.844.jpeg 2x, \/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2021\/02\/18\/WhatsApp-Image-2021-02-10-at-19.43.57.jpeg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.750.422.jpeg 1x\" media=\"(min-width: 1024px)\" data-original-set=\"\/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2021\/02\/18\/WhatsApp-Image-2021-02-10-at-19.43.57.jpeg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.1500.844.jpeg 2x, \/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2021\/02\/18\/WhatsApp-Image-2021-02-10-at-19.43.57.jpeg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.750.422.jpeg 1x\"><source srcset=\"\/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2021\/02\/18\/WhatsApp-Image-2021-02-10-at-19.43.57.jpeg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.1000.563.jpeg 2x, \/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2021\/02\/18\/WhatsApp-Image-2021-02-10-at-19.43.57.jpeg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.500.281.jpeg 1x\" media=\"(min-width: 768px)\" data-original-set=\"\/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2021\/02\/18\/WhatsApp-Image-2021-02-10-at-19.43.57.jpeg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.1000.563.jpeg 2x, \/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2021\/02\/18\/WhatsApp-Image-2021-02-10-at-19.43.57.jpeg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.500.281.jpeg 1x\"><source srcset=\"\/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2021\/02\/18\/WhatsApp-Image-2021-02-10-at-19.43.57.jpeg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.500.281.jpeg\" data-original-set=\"\/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2021\/02\/18\/WhatsApp-Image-2021-02-10-at-19.43.57.jpeg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.500.281.jpeg\"><\/picture><\/figure>\n<div class=\"photo_embed--Title\">Em frente \u00e0 Catedral de Santo \u00c2ngelo, a chegada do Caminho das Miss\u00f5es Internacional<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><b>O que tem sido feito e o que ainda se pode fazer para tornar esse patrim\u00f4nio&nbsp; ainda mais conhecido?<\/b><\/p>\n<p>&#8220;Eu vejo que tem muito a fazer. Eu sempre penso como teremos os pesquisadores daqui a 500 anos. Todo esse conjunto de ed\u00edculas, de constru\u00e7\u00f5es, cercamentos. N\u00f3s temos cercas, por exemplo, do per\u00edodo jesu\u00edtico, constru\u00eddas de pedras, em todo o territ\u00f3rio, n\u00e3o s\u00f3 aqui da parte brasileira, mas no Uruguai com as est\u00e2ncias, as est\u00e2ncias iam at\u00e9 a metade do Uruguai, as jesu\u00edticas-guarani iam at\u00e9 l\u00e1, aqui na parte de Corrientes, em Missiones Argentina, a mesma coisa no Paraguai, em Itapua e Missiones.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, n\u00f3s temos um conjunto imenso de coisas e que eu acho que cada vez mais vai ser pesquisada. Por exemplo, essa descoberta de ontem l\u00e1, daquela imagem missioneira [escultura de S\u00e3o Martinho, em cedro], magn\u00edfica, uma das coisas mais lindas que eu j\u00e1 vi! Ent\u00e3o aos poucos vamos descobrindo isso. Eu vejo, obviamente, que precisar\u00edamos de pol\u00edticas p\u00fablicas mais efetivas, financiamentos mais efetivos, mas tamb\u00e9m ver as Universidades mais efetivas tamb\u00e9m nesses projetos todos, o conjunto de arque\u00f3logos, arquitetos, engenheiros trabalhando nesse processo todo e isso vai acontecendo com a conscientiza\u00e7\u00e3o da sociedade.<\/p>\n<p>\u00c9 sempre importante lembrar que tudo foi feito para esquecer desse passado. N\u00e3o se falou disso. Por qu\u00ea? Porque tem pecados hom\u00e9ricos europeus, na chegada dos europeus aqui. A morte de milhares e milhares e milhares de \u00edndios. A Am\u00e9rica matou 70 milh\u00f5es de \u00edndios entre os &#8220;descobrimentos&#8221;, a ocupa\u00e7\u00e3o l\u00e1, e at\u00e9 o 1900. Ent\u00e3o \u00e9 um mundo de hist\u00f3ria muito ruim que aconteceu na Am\u00e9rica. Ent\u00e3o, todavia, \u00e9 preciso fazer isso que Cristo disse: pedir perd\u00e3o pelos erros do passado, mas tamb\u00e9m construir pol\u00edticas p\u00fablicas para os descendentes.<\/p>\n<p>Eu repito: os pobres da Am\u00e9rica ou s\u00e3o descendentes de \u00edndios ou descendente de negros. Ent\u00e3o \u00e9 preciso pol\u00edticas p\u00fablicas efetivas diretas para melhorar as condi\u00e7\u00f5es de educa\u00e7\u00e3o, de empregabilidade e tudo mais, para essa nossa gente mais pobre. E isso tudo, veja, que quando fala de Miss\u00f5es, aqui \u00e9 o lugar para gente falar dessas coisas todas. Ent\u00e3o, o futuro da pesquisa, o futuro das a\u00e7\u00f5es pol\u00edticas, mesmo de a\u00e7\u00f5es diretas crist\u00e3s para melhor qualidade de vida dessa nossa gente toda, obviamente que tem que estar dentro desse planejamento de um mundo melhor que todos n\u00f3s sonhamos, dessa capacidade de termos um tempo melhor no nosso planeta.&#8221;<\/p>\n<p><strong>O legado<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-71461 aligncenter\" src=\"http:\/\/portalcatolico.net\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/cq5dam.thumbnail.cropped.750.422-18-300x169.jpeg\" alt=\"\" width=\"799\" height=\"450\" srcset=\"http:\/\/portalcatolico.net\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/cq5dam.thumbnail.cropped.750.422-18-300x169.jpeg 300w, http:\/\/portalcatolico.net\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/cq5dam.thumbnail.cropped.750.422-18.jpeg 750w\" sizes=\"auto, (max-width: 799px) 100vw, 799px\" \/><\/p>\n<div>\n<div class=\"article__embed article__embed--unwrap\">\n<figure><picture><source srcset=\"\/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2021\/02\/18\/101_0300.jpg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.1500.844.jpeg 2x, \/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2021\/02\/18\/101_0300.jpg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.750.422.jpeg 1x\" media=\"(min-width: 1024px)\" data-original-set=\"\/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2021\/02\/18\/101_0300.jpg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.1500.844.jpeg 2x, \/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2021\/02\/18\/101_0300.jpg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.750.422.jpeg 1x\"><source srcset=\"\/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2021\/02\/18\/101_0300.jpg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.1000.563.jpeg 2x, \/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2021\/02\/18\/101_0300.jpg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.500.281.jpeg 1x\" media=\"(min-width: 768px)\" data-original-set=\"\/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2021\/02\/18\/101_0300.jpg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.1000.563.jpeg 2x, \/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2021\/02\/18\/101_0300.jpg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.500.281.jpeg 1x\"><source srcset=\"\/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2021\/02\/18\/101_0300.jpg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.500.281.jpeg\" data-original-set=\"\/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2021\/02\/18\/101_0300.jpg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.500.281.jpeg\"><\/picture><\/figure>\n<div class=\"photo_embed--Title\">Cruz Missioneira<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><b>Qual o legado dessa hist\u00f3ria, desse projeto, que durou um s\u00e9culo e meio?<\/b><\/p>\n<p>&#8220;Veja a grandiosidade do que n\u00f3s estamos falando. N\u00f3s temos sete Patrim\u00f4nios Culturais da humanidade: S\u00e3o Miguel, aqui na parte brasileira &#8211; que foi uma decis\u00e3o tamb\u00e9m do Iphan de s\u00f3 escolher S\u00e3o Miguel para o pedido &#8211; na parte Argentina n\u00f3s temos quatro: San Inazio Min\u00ed, que \u00e9 a mais conhecida, depois Loreto, Santana e Santa Maria Maior. E no Paraguai n\u00f3s temos Trinidad e Jesus. Ent\u00e3o s\u00e3o sete Patrim\u00f4nios Culturais da humanidade, missioneiros, e al\u00e9m, obviamente, de um conjunto de patrim\u00f4nios nacionais. N\u00f3s aqui temos S\u00e3o Jo\u00e3o Batista, S\u00e3o Louren\u00e7o, S\u00e3o Nicolau e o conjunto das cidades que ficaram, como Santo \u00c2ngelo e S\u00e3o Borja, S\u00e3o Luiz Gonzaga, que s\u00e3o cidades aonde tem um conjunto imenso de patrim\u00f4nio tang\u00edvel nos seus museus, na arqueologia que t\u00e1 ali em todo o centro dessas cidades, a pra\u00e7a central ainda \u00e9 a mesma Pra\u00e7a missioneira em todos os lugares e um conjunto imenso de, digamos, novidades para &nbsp;n\u00f3s hoje, que \u00e9 isso que a gente est\u00e1 buscando, que \u00e9 isso que a gente fez agora nesses dias, que \u00e9 buscar as est\u00e2ncias que tinham coisas maravilhosas, capelas, estruturas imensas em cada um dos lugares, curatos, como por exemplo, Santo Ant\u00f4nio Novo, onde \u00e9 Lavras Sul, ali um pouquinho para cima de Bag\u00e9.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o h\u00e1 um conjunto imenso de estruturas, a cultura dessa nossa gente toda, por exemplo, o Rio Grande do Sul, essa cultura \u201ctch\u00ea\u201d que a gente tem aqui, a base dela \u00e9 o gado do padre Aureliano de Mendon\u00e7a, que \u00e9 o introdutor do gado no Rio Grande do Sul em 1634, e que fez toda cultura econ\u00f4mica do Estado: as est\u00e2ncias, as charqueadas, as fazendas, o tropeirismo que uniu o Brasil desde essa regi\u00e3o Sul at\u00e9 S\u00e3o Paulo, que era onde se comercializava o gado, e os animais cavalares tamb\u00e9m, e depois isso ia para Minas, para a Bahia para o Nordeste, ent\u00e3o as mulas que iam at\u00e9 o nordeste. Ent\u00e3o veja que a cultura, quando a gente aprofunda os estudos, voc\u00ea v\u00ea que a cultura do Rio Grande do Sul, especialmente, ela \u00e9 toda baseada no projeto jesu\u00edtico-guarani. O conjunto das est\u00e2ncias \u2013 por exemplo, ano passado, encontramos uma cruz missioneira em S\u00e3o Jos\u00e9 dos Ausentes, j\u00e1 olhando para o mar, l\u00e1 em cima, e agora apareceram novos mapas, encontramos eles em diversos museus do mundo aonde, por exemplo, o Herval de Santo \u00c2ngelo era l\u00e1 no alto da Serra, ali<b>&nbsp;<\/b>pertinho&nbsp;de S\u00e3o Jos\u00e9 dos Ausentes, do lado do Ca\u00ed e aqueles rios que correm ali para Porto Alegre.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, o que ficou? Ficou o jeito de ser das pessoas, ficou a cultura econ\u00f4mica da pecu\u00e1ria &#8211; esse jeito que eu chamo de \u201ctch\u00ea\u201d do Rio Grande do Sul, assim esse jeito nosso ligado \u00e0s tradi\u00e7\u00f5es todas &#8211; &nbsp;tudo isso inicia &#8211; o primeiro gado, o primeiro cavalo, a primeira ovelha &#8211; tudo nasce nas Miss\u00f5es, a erva-mate que \u00e9 uma economia de toda essa grande macrorregi\u00e3o da Am\u00e9rica, a base fundamental da cultura guarani, e que passa para todos os europeus que chegaram &#8211; hoje Mato Grosso, Paran\u00e1, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, e tomando conta do Brasil agora, por exemplo, o chimarr\u00e3o, o mate \u2013 ent\u00e3o, s\u00e3o culturas fundamentais que nasceram desse mesmo projeto, al\u00e9m, obviamente, da gen\u00e9tica, fundamental do povo brasileiro, de n\u00f3s aqui no Rio Grande do Sul, a base central da gen\u00e9tica \u00e9 o mundo nativo, n\u00e3o s\u00f3 dos guaranis, mas charr\u00faas, minuanos, guenoas, caguas, e tantas outras na\u00e7\u00f5es que n\u00f3s t\u00ednhamos nesse nosso macroambiente, s\u00e3o fundamentais para entender o nosso \u2013 o que os guaranis chamam&nbsp;<i>\u00d1de reko<\/i>&nbsp;\u2013 o nosso modo de ser, o nosso jeito de ser.&#8221;<\/p>\n<p><strong>Uma experi\u00eancia de 160 anos de fraternidade que pode ser repetida<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-71462 aligncenter\" src=\"http:\/\/portalcatolico.net\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/cq5dam.thumbnail.cropped.750.422-19-300x169.jpeg\" alt=\"\" width=\"792\" height=\"446\" srcset=\"http:\/\/portalcatolico.net\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/cq5dam.thumbnail.cropped.750.422-19-300x169.jpeg 300w, http:\/\/portalcatolico.net\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/cq5dam.thumbnail.cropped.750.422-19.jpeg 750w\" sizes=\"auto, (max-width: 792px) 100vw, 792px\" \/><\/p>\n<div>\n<div class=\"article__embed article__embed--unwrap\">\n<figure><picture><source srcset=\"\/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2021\/02\/18\/received_10156099283616544.jpeg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.1500.844.jpeg 2x, \/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2021\/02\/18\/received_10156099283616544.jpeg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.750.422.jpeg 1x\" media=\"(min-width: 1024px)\" data-original-set=\"\/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2021\/02\/18\/received_10156099283616544.jpeg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.1500.844.jpeg 2x, \/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2021\/02\/18\/received_10156099283616544.jpeg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.750.422.jpeg 1x\"><source srcset=\"\/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2021\/02\/18\/received_10156099283616544.jpeg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.1000.563.jpeg 2x, \/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2021\/02\/18\/received_10156099283616544.jpeg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.500.281.jpeg 1x\" media=\"(min-width: 768px)\" data-original-set=\"\/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2021\/02\/18\/received_10156099283616544.jpeg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.1000.563.jpeg 2x, \/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2021\/02\/18\/received_10156099283616544.jpeg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.500.281.jpeg 1x\"><source srcset=\"\/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2021\/02\/18\/received_10156099283616544.jpeg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.500.281.jpeg\" data-original-set=\"\/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2021\/02\/18\/received_10156099283616544.jpeg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.500.281.jpeg\"><\/picture><\/figure>\n<div class=\"photo_embed--Title\">Ru\u00ednas iluminadas no Projeto Som e Luz Miss\u00f5es (Foto: Arquivo Funmiss\u00f5es)<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><b>Uma considera\u00e7\u00e3o final&#8230;<\/b><\/p>\n<p>&#8220;Eu quero primeiro agradecer, imagino que essa conversa possa dar diversos programas, e agradecer e dizer que para as nossas humanidades, as Miss\u00f5es t\u00eam algo para oferecer ao mundo novo que o cristianismo sonha construir, e viver de verdade. As Miss\u00f5es t\u00eam a ideia da Fraternidade, dos direitos iguais, de uma humanidade plena &#8211; isso que o Papa Francisco tem e que \u00e9 jesu\u00edta, todo mundo sabe, e que tem no centro da sua fala, exatamente aquele projeto de um mundo melhor, de um mundo mais igual, das pessoas se amando, das pessoas tendo aten\u00e7\u00e3o umas \u00e0s outras. Isso se viveu durante 160 anos aqui nas Miss\u00f5es. E essa experi\u00eancia rediviva ela pode ser repetida no momento que a humanidade quiser. Tudo o que precisa, \u00e9 de crer num Cristo de verdade. E aqui se viveu isso mais de um s\u00e9culo e meio.&#8221;<\/p>\n<p>Para maiores informa\u00e7\u00f5es sobre o &#8220;Caminho das Miss\u00f5es&#8221; acesse o site:&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.caminhodasmissoes.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"external nofollow noopener\">https:\/\/www.caminhodasmissoes.com.br<\/a>&nbsp;ou contacte pelo whatsapp&nbsp;+55 55 98405-8528<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m no S\u00edtio Hist\u00f3rico S\u00e3o Miguel Arcanjo \u00e9 realizado o Projeto Som e Luz Miss\u00f5es, uma narrativa de 48 minutos, que \u00e9 uma verdadeira viagem no tempo, em que \u00e9 mostrado um pouco do cotidiano, da pol\u00edtica, da arte, da guerra e da f\u00e9 de uma sociedade que vivenciou um desenvolvimento harmonioso, baseado em rela\u00e7\u00f5es sociais cooperativas. Al\u00e9m da l\u00edngua portuguesa, o espet\u00e1culo tamb\u00e9m \u00e9 apresentado em espanhol e ingl\u00eas.<\/p>\n<p><i>*Jos\u00e9 Roberto de Oliveira \u00e9 de Santo \u00c2ngelo (RS), engenheiro de forma\u00e7\u00e3o, na \u00e1rea da Topografia e Cartografia; foi por longo tempo docente na URI (Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Miss\u00f5es); diretor de desenvolvimento do Turismo no Rio Grande do Sul; um dos fundadores do Minist\u00e9rio do Turismo; criador em 2012, junto com os jesu\u00edtas, mais argentinos e paraguaios, da \u201cNa\u00e7\u00e3o Missioneira\u201d; foi criador do Circuito Internacional Miss\u00f5es Jesu\u00edticas e representante brasileiro no Mercosul, tamb\u00e9m em fun\u00e7\u00e3o de seu envolvimento no tema das Miss\u00f5es.&nbsp;A revista Redalyc publicou seu&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.redalyc.org\/pdf\/752\/75223635003.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"external nofollow noopener\">artigo<\/a>&nbsp;&#8220;Experi\u00eancias Ut\u00f3picas no Territ\u00f3rio Fronteiri\u00e7o do Mercosul e as Alternativas de Sustentabilidade e Desenvolvimento para o Terceiro Mil\u00eanio. Al\u00e9m do Desenvolvimento&#8221;.<\/i><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article__text \">\n<p><b>Por:Jackson Erpen \u2013 Vatican News<\/b><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Existe um &#8220;grande caminho de peregrina\u00e7\u00e3o na Am\u00e9rica&#8221;, que integra especialmente a parte de Miss\u00f5es no Brasil, Argentina e Paraguai e que, quanto mais \u00e9 conhecido, mais atrai turistas e peregrinos. O trajeto percorre a regi\u00e3o que acolheu um dos projetos mais ut\u00f3picos da hist\u00f3ria: o projeto jesu\u00edtico-guarani. &nbsp; O contexto \u00e9 o das Miss\u00f5es&nbsp;<\/p>\n<p><a class=\"btn btn-style\" href=\"http:\/\/portalcatolico.net\/portal\/caminho-das-missoes-uma-experiencia-de-historia-e-espiritualidade\/\">Continue Reading<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":71463,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-71456","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-igreja_no_mundo"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/portalcatolico.net\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/71456","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/portalcatolico.net\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/portalcatolico.net\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/portalcatolico.net\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/portalcatolico.net\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=71456"}],"version-history":[{"count":3,"href":"http:\/\/portalcatolico.net\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/71456\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":71466,"href":"http:\/\/portalcatolico.net\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/71456\/revisions\/71466"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/portalcatolico.net\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/71463"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/portalcatolico.net\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=71456"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/portalcatolico.net\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=71456"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/portalcatolico.net\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=71456"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}