{"id":55466,"date":"2018-05-23T13:22:44","date_gmt":"2018-05-23T16:22:44","guid":{"rendered":"http:\/\/portalcatolico.net\/portal\/?p=55466"},"modified":"2018-05-23T13:23:56","modified_gmt":"2018-05-23T16:23:56","slug":"cultura-dia-nacional-dos-ciganos-e-celebrado-nesta-quinta-feira-24-de-maio-de-2018","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/portalcatolico.net\/portal\/cultura-dia-nacional-dos-ciganos-e-celebrado-nesta-quinta-feira-24-de-maio-de-2018\/","title":{"rendered":"Cultura: Dia Nacional dos Ciganos \u00e9 celebrado nesta quinta-feira, 24 de maio de 2018"},"content":{"rendered":"<p>Por ocasi\u00e3o do Dia Nacional do Povo Cigano, celebrado na pr\u00f3xima quinta-feira, 24 de maio, o bispo referencial da Pastoral dos N\u00f4mades, dom Jos\u00e9 Edson Santa Oliveira divulgou uma mensagem convidando os cat\u00f3licos a refletir sobre como est\u00e3o acolhendo e cuidando do povo cigano nas comunidades do Brasil. \u201cUnamo-nos ao povo cigano em suas lutas, para que tenham o mesmo direito que todo cidad\u00e3o brasileiro. Esforcemo-nos para que a Igreja seja o porto seguro destes nossos irm\u00e3os e irm\u00e3s que t\u00eam diariamente seus diretos negados e muit\u00edssimas vezes n\u00e3o considerados, chegando ao extremo de n\u00e3o serem considerados como filhos e filhas de Deus\u201d, diz um&nbsp;trecho da mensagem.<\/p>\n<div id=\"attachment_192475\" class=\"wp-caption alignnone\" style=\"width: 712px;\">\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-192475\" src=\"http:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/32\/2018\/05\/Ciganos-e-religiosidade-300x169.jpg\" srcset=\"http:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/32\/2018\/05\/Ciganos-e-religiosidade-300x169.jpg 300w, http:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/32\/2018\/05\/Ciganos-e-religiosidade-768x432.jpg 768w, http:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/32\/2018\/05\/Ciganos-e-religiosidade-1024x576.jpg 1024w, http:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/32\/2018\/05\/Ciganos-e-religiosidade.jpg 1032w\" alt=\"\" width=\"712\" height=\"401\"><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">Dom Jos\u00e9 Edson junto \u00e0 comunidade cigana. Cr\u00e9dito: Arquivo Pessoal\/Jucelho Dantas<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mceTemp\">Aproveitando o esp\u00edrito de comunh\u00e3o deixada na mensagem do bispo, o portal da CNBB publica uma entrevista in\u00e9dita com o cigano Jucelho Dantas da Cruz. Agente da Pastoral dos N\u00f4mades e membro do Conselho Fiscal da Pastoral, Jucelho \u00e9 professor na Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), na Bahia. Na entrevista falou sobre as conquistas da etnia cigana, a intera\u00e7\u00e3o entre os diversos grupos ciganos e a atua\u00e7\u00e3o da Pastoral dos N\u00f4mades no Brasil. Confira:<\/div>\n<p><strong><br \/>\nQuais as conquistas que a etnia cigana obteve nesta d\u00e9cada?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Jucelho \u2013<\/strong>&nbsp;<em>A luta pela Igualdade racial no mundo \u00e9 muito recente ainda (p\u00f3s-guerra). Se para a sociedade de um modo geral essa luta foi e \u00e9 muito dif\u00edcil, imaginem para um povo que al\u00e9m de carregar o estigma de serem pessoas ruins, ainda viviam em constantes mudan\u00e7as. Mal tinham tempo de se defender das acusa\u00e7\u00f5es de roubo, assassinato, entre outras coisas. No Brasil e no mundo, a situa\u00e7\u00e3o ainda \u00e9 a de que basta ser cigano para ser culpado ou suspeito.<\/em><\/p>\n<div id=\"attachment_192474\" class=\"wp-caption alignleft\" style=\"width: 708px;\">\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-192474\" src=\"http:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/32\/2018\/05\/Foto-fam%C3%ADlia-300x225.jpg\" srcset=\"http:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/32\/2018\/05\/Foto-fam\u00edlia-300x225.jpg 300w, http:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/32\/2018\/05\/Foto-fam\u00edlia-768x576.jpg 768w, http:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/32\/2018\/05\/Foto-fam\u00edlia-1024x768.jpg 1024w\" alt=\"\" width=\"708\" height=\"531\"><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">Juc\u00e9lio (de blusa listrada), sua esposa e seus dois filhos. Cr\u00e9dito: Arquivo Pessoal\/Jucelho Dantas<\/p>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Os ciganos j\u00e1 sofreram persegui\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas. Na Holanda, durante o s\u00e9culo XVI foram publicados editais que permitiam punir os ciganos pelo simples fato de serem ciganos, mesmo sem terem cometido crime algum. Era comum os a\u00e7oites em pra\u00e7as p\u00fablicas, marca\u00e7\u00e3o com ferro quente, corte de partes do nariz ou das orelhas, tudo isto sempre seguido pelo banimento perp\u00e9tuo da cidade ou prov\u00edncia. Em outros pa\u00edses, a persegui\u00e7\u00e3o aos ciganos foram similares. Na Su\u00ed\u00e7a podiam ser ca\u00e7ados legalmente pelo menos desde 1580 e um decreto da cidade de Berna, de 1646, autorizava qualquer pessoa a matar ciganos. Metade da popula\u00e7\u00e3o cigana do mundo foi dizimada pelo regime nazista. Foram escravizados por mais de 400 anos na regi\u00e3o onde hoje corresponde a Rom\u00eania e seus vizinhos. Na Eslov\u00e1quia, as ciganas mesmo jovens est\u00e3o sendo esterilizadas sem a devida autoriza\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p><em>Presentes no Brasil desde o inicio do s\u00e9culo XVI, os ciganos j\u00e1 chegaram ao Brasil Col\u00f4nia como forma de puni\u00e7\u00e3o pelo modo de vida que fugia ao padr\u00e3o estabelecido pela sociedade europ\u00e9ia da \u00e9poca. Aqui sofreram persegui\u00e7\u00f5es constantes e eram obrigados a estarem sempre em movimento, seja pelas expuls\u00f5es ou para explorar um outro setor comercial quando aquele j\u00e1 estava esgotado.&nbsp;<\/em><em>A partir do final da d\u00e9cada de 80, com a promulga\u00e7\u00e3o da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, que coincide com o per\u00edodo de intensifica\u00e7\u00e3o do processo de sedentariza\u00e7\u00e3o dos ciganos no Brasil, as primeiras conquistas foram amenizando o processo de exclus\u00e3o social, uma vez que eles passaram a ocupar espa\u00e7os antes vazios como escolas, representa\u00e7\u00f5es em conselhos, congressos, audi\u00eancias p\u00fablicas, etc. J\u00e1 no s\u00e9culo XXI, com a inclus\u00e3o dos ciganos entre os Povos e Comunidades Tradicionais (PCT) e a cria\u00e7\u00e3o do Dia Nacional do Cigano, os ciganos foram colocados em um patamar de igualdade com uma significativa parcela da sociedade brasileira.<\/em><\/p>\n<p><strong>A intera\u00e7\u00e3o entre os diversos grupos ciganos existe ou h\u00e1 uma primazia de alguns grupos?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Jucelho \u2013<\/strong><em>&nbsp;Inicialmente \u00e9 necess\u00e1rio esclarecer que os ciganos n\u00e3o formam um grupo homog\u00eaneo, muito embora a sociedade os considere como sendo um s\u00f3. Eles est\u00e3o divididos em tr\u00eas grupos: Rom, Sinte e Calon. Os primeiros est\u00e3o mais concentrados na regi\u00e3o Sul e Sudeste do pa\u00eds, falam o roman\u00ed e est\u00e3o subdivididos em v\u00e1rias etnias como os Kalderash, Matchuara, Lovara e Tchurara. Os Sinte \u00e9 um grupo pequeno que fala o Sint\u00f3, s\u00e3o mais reservados e t\u00eam pouca intera\u00e7\u00e3o com os demais ciganos e se concentram nas regi\u00f5es Sul e Sudeste, e por fim, o grupo Calon que s\u00e3o os mais numerosos, falam a Chibe, est\u00e3o mais concentrados no Nordeste e foram os pioneiros na ocupa\u00e7\u00e3o do Brasil (1574) enquanto os outros dois grupos vieram \u00e0 partir do s\u00e9culo XIX.<\/em><\/p>\n<div id=\"attachment_192476\" class=\"wp-caption aligncenter\" style=\"width: 713px;\">\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-192476\" src=\"http:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/32\/2018\/05\/P2240496-300x225.jpg\" srcset=\"http:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/32\/2018\/05\/P2240496-300x225.jpg 300w, http:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/32\/2018\/05\/P2240496.jpg 640w\" alt=\"\" width=\"713\" height=\"535\"><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">Comunidade cigana. Cr\u00e9dito: Arquivo Pessoal\/Jucelho Dantas<\/p>\n<\/div>\n<p><em>A intera\u00e7\u00e3o entre os principais grupos de ciganos sempre foi um pouco conturbada pois a exemplo do que ocorre de forma velada entre a popula\u00e7\u00e3o brasileira \u2013 quando uns discriminam os outros pela sua origem e regi\u00e3o ou pelos bens que possui -, entre os ciganos isto tamb\u00e9m ocorre inclusive com uns acusando os outros de n\u00e3o serem ciganos verdadeiros. O fato \u00e9 que existia pouca aproxima\u00e7\u00e3o entre estes grupos mas, nas \u00faltimas d\u00e9cadas, estas diferen\u00e7as est\u00e3o sendo deixadas de lado pelo bem comum, principalmente quando envolve as pol\u00edticas p\u00fablicas. Este estreitamento entre as rela\u00e7\u00f5es tem contribu\u00eddo para que arestas sejam quebradas e a solidariedade prevale\u00e7a.<\/em><\/p>\n<p><strong><br \/>\nOs ciganos sempre sofreram com preconceitos. Eles tamb\u00e9m t\u00eam preconceito em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 mulher, sexualidade ou religi\u00e3o? Como voc\u00ea avalia?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Jucelho \u2013<\/strong>&nbsp;<em>Este \u00e9 um defeito da humanidade como um todo. Em quase toda a sociedade h\u00e1 um preconceito expl\u00edcito ou n\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o uns aos outros. O machismo, a intoler\u00e2ncia religiosa entre muitas outras formas de preconceitos. Os ciganos n\u00e3o s\u00e3o nenhum santo. Uns s\u00e3o bons outros n\u00e3o, uns s\u00e3o preconceituosos outros n\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p><em>Muitas vezes a forma de se proteger dos ciganos pode ser interpretada como preconceito contra os n\u00e3o ciganos (jurons). Mas temos que entender que estivemos e estamos sendo julgados, perseguidos por crimes que n\u00e3o cometemos. Repito, n\u00e3o somos santos, mas quando voc\u00ea \u00e9 tratado com indiferen\u00e7a termina criando uma esp\u00e9cie de escudo que muitas vezes \u00e9 confundido como preconceito. O modelo de fam\u00edlia predominante entre os ciganos \u00e9 patriarcal e ao homem \u00e9 dada a condi\u00e7\u00e3o de provedor do lar enquanto as mulheres s\u00e3o respons\u00e1veis pela cria\u00e7\u00e3o dos filhos, administra\u00e7\u00e3o dom\u00e9stica e zelar pela unidade familiar. Eu particularmente n\u00e3o gosto muito desta divis\u00e3o mas respeito como sendo algo tradicional dentro da fam\u00edlia cigana.&nbsp;<\/em><\/p>\n<div id=\"attachment_192479\" class=\"wp-caption alignleft\" style=\"width: 731px;\">\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-192479\" src=\"http:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/32\/2018\/05\/P2240510-300x225.jpg\" srcset=\"http:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/32\/2018\/05\/P2240510-300x225.jpg 300w, http:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/32\/2018\/05\/P2240510.jpg 640w\" alt=\"\" width=\"731\" height=\"548\"><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">Comunidade Cigana. Cr\u00e9dito: Arquivo Pessoal\/Jucelho Dantas<\/p>\n<\/div>\n<p><strong>Como voc\u00ea v\u00ea a atua\u00e7\u00e3o da Pastoral dos N\u00f4mades do Brasil nos grupos ciganos?<\/strong><\/p>\n<p><em>Conheci a Pastoral h\u00e1 aproximadamente 10 anos e, desde ent\u00e3o, tenho tido demonstra\u00e7\u00e3o de amor e respeito a causa cigana. S\u00e3o padres, bispos e religiosos que t\u00eam dedicado uma parcela significativa de suas vidas na luta pelo Povo Cigano. N\u00e3o citarei nomes para n\u00e3o cometer injusti\u00e7as mas s\u00e3o pessoas que para al\u00e9m da religi\u00e3o buscam cidadania e inclus\u00e3o social para os n\u00f4mades. Em todas as fam\u00edlias ciganas estes volunt\u00e1rios s\u00e3o recebidos como verdadeiros amigos. A eles todo nosso amor, respeito e gratid\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p><strong>Os ciganos, na sua maioria, fazem parte do mundo dos exclu\u00eddos. Como voc\u00ea avalia a atua\u00e7\u00e3o da Igreja em geral, em rela\u00e7\u00e3o aos ciganos?&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p><em>Na verdade a Igreja ainda n\u00e3o desenvolve tudo o que seria poss\u00edvel fazer em prol dos ciganos. Historicamente ela nunca teve um olhar carinhoso com os ciganos. Refor\u00e7ou os estere\u00f3tipos \u00e0 cerca destes e muitas vezes atuou como forte perseguidora pois n\u00e3o aceitava a forma como viv\u00edamos. Atualmente, em pleno s\u00e9culo XXI, ainda enfrentamos preconceito e discrimina\u00e7\u00e3o por parte da Igreja pois nem mesmo quando o presidente da Pastoral recomenda este olhar carinhoso conosco encontra uma boa recep\u00e7\u00e3o de algumas par\u00f3quias.&nbsp;<\/em><\/p>\n<div id=\"attachment_192477\" class=\"wp-caption alignleft\" style=\"width: 355px;\">\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-192477\" src=\"http:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/32\/2018\/05\/digitalizar0017-300x242.jpg\" srcset=\"http:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/32\/2018\/05\/digitalizar0017-300x242.jpg 300w, http:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/32\/2018\/05\/digitalizar0017-768x619.jpg 768w, http:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/32\/2018\/05\/digitalizar0017-1024x826.jpg 1024w\" alt=\"\" width=\"355\" height=\"286\"><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">Crian\u00e7as ciganas. Cr\u00e9dito: Arquivo Pessoal\/Jucelho Dantas<\/p>\n<\/div>\n<p><em>Os ciganos s\u00e3o carentes de aten\u00e7\u00e3o por parte das autoridades e principalmente do carinho daqueles que, aqui entre n\u00f3s, representam a maior proximidade com Deus. N\u00e3o \u00e9 por acaso que muitas Igrejas Evang\u00e9licas est\u00e3o conquistando a ades\u00e3o em massa dos ciganos brasileiros. Os Pastores est\u00e3o se aproximando e convertendo os ciganos que, muitas vezes, por car\u00eancia de aten\u00e7\u00e3o ou espiritual tornam-se alvos f\u00e1ceis desta conquista.<\/em><\/p>\n<p><em>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o Federal, apesar de n\u00e3o estarmos citados diretamente nas quest\u00f5es dos direitos civis, esta nos abrange em v\u00e1rios de seus artigos muito embora, de um modo geral, ela seja desrespeitada freq\u00fcentemente principalmente pelos pol\u00edticos que a elaboraram.<\/em><\/p>\n<p><strong>Na sociedade em geral, h\u00e1 preconceitos em rela\u00e7\u00e3o aos ciganos. Respeitando as culturas e os direitos, como fazer a intera\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p><em><strong>Jucelho \u2013<\/strong>&nbsp;Diz o ditado que \u201ca ignor\u00e2ncia gera medo, que gera preconceito e alimenta a discrimina\u00e7\u00e3o\u201d. Os ciganos viveram durante s\u00e9culos mudando de lugar em lugar sem ter a chance muitas vezes de se fazer conhecer ou conhecer as pessoas destas localidades. Tomadas pela desconfian\u00e7a alimentada pelo ouvi dizer que os ciganos s\u00e3o isto ou aquilo, n\u00e3o era dada a chance deles se estabelecerem e poder estreitar estes la\u00e7os de amizade. O preconceito aumentava mais ainda quando na imprensa em geral as manchetes noticiavam que, n\u00e3o o indiv\u00edduo tal com RG tal ou CPF tal cometeu tal delito, mas que o cigano o cometeu. N\u00e3o era de se esperar que a sociedade viesse a abra\u00e7ar os ciganos. Tudo isto ainda \u00e9 valido para a atualidade, mas a sedentariza\u00e7\u00e3o dos ciganos tem facilitado uma maior intera\u00e7\u00e3o entre estes e a sociedade, eles ascenderam economicamente e participam ativamente da vida p\u00fablicas das cidades, s\u00e3o vereadores, professores, advogados, engenheiros ou trabalhadores aut\u00f4nomos que aos poucos est\u00e3o sendo aceitos pelos \u201cjurons\u201d e vice-versa.<\/em><\/p>\n<p>Fonte:CNBB<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por ocasi\u00e3o do Dia Nacional do Povo Cigano, celebrado na pr\u00f3xima quinta-feira, 24 de maio, o bispo referencial da Pastoral dos N\u00f4mades, dom Jos\u00e9 Edson Santa Oliveira divulgou uma mensagem convidando os cat\u00f3licos a refletir sobre como est\u00e3o acolhendo e cuidando do povo cigano nas comunidades do Brasil. \u201cUnamo-nos ao povo cigano em suas lutas,&nbsp;<\/p>\n<p><a class=\"btn btn-style\" href=\"http:\/\/portalcatolico.net\/portal\/cultura-dia-nacional-dos-ciganos-e-celebrado-nesta-quinta-feira-24-de-maio-de-2018\/\">Continue Reading<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":55467,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-55466","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaques"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/portalcatolico.net\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/55466","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/portalcatolico.net\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/portalcatolico.net\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/portalcatolico.net\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/portalcatolico.net\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=55466"}],"version-history":[{"count":2,"href":"http:\/\/portalcatolico.net\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/55466\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":55469,"href":"http:\/\/portalcatolico.net\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/55466\/revisions\/55469"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/portalcatolico.net\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/55467"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/portalcatolico.net\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=55466"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/portalcatolico.net\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=55466"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/portalcatolico.net\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=55466"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}