Santa Sé publica documento pelos 1.700 anos do Concílio de Nicéia

A Comissão Teológica Internacional (CTI) publicou hoje (3) um documento para celebrar a abertura do Concílio de Nicéia, convocado no pontificado do papa são Silvestre I em 325 d.C.

O documento “Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador: O 1.700º Aniversário do Concílio Ecumênico de Nicéia” ressalta o significado do primeiro concílio ecumênico da Igreja, que estabeleceu como dogma a divindade de Jesus Cristo.

“Esse aniversário ocorre dentro do ano jubilar, centrado no tema ‘Cristo, nossa esperança’, e coincide com uma celebração compartilhada da Páscoa para os cristãos no Oriente e no Ocidente”, disse comunicado à imprensa da CTI.

O Credo Niceno “está no coração da fé da Igreja”, disse a CTI. “É uma fonte de água viva da qual se pode recorrer ainda hoje para entrar no olhar de Jesus e, nele, no olhar que Deus, Abba, tem para todos os seus filhos e para toda a criação”.

Enfatizando que o documento não é só um registro histórico ou um “texto de teologia acadêmica”, a comissão teológica da Santa Sé disse que a publicação responde ao desejo do papa Francisco de promover a fraternidade entre os cristãos e inspirar uma maior participação dos fiéis nas Igrejas locais.

“Foi em Nicéia que a unidade e a missão da Igreja foram expressas pela primeira vez emblematicamente em nível universal (e a partir daqui, ela extrai sua designação como um concílio ecumênico) através da forma sinodal daquele ‘caminhar juntos’ que é próprio da Igreja”, disse hoje a ITC.

“Nicéia permanece como um ponto de referência autorizado e inspiração no processo sinodal no qual a Igreja Católica está envolvida hoje, em seu compromisso de viver uma conversão e reforma marcada pelo princípio da relação e reciprocidade para a missão”, disse o comunicado à imprensa.

Respondendo ao chamado do papa Francisco para proclamar a fé em Jesus Cristo num mundo flagelado pela “tragédia da guerra, junto com várias ansiedades e incertezas”, a comissão teológica disse que a publicação do Concílio de Nicéia pode ser usada como um recurso dinâmico para a evangelização cristã.

“O documento destaca a relevância desses recursos para uma forma responsável e compartilhada de abordar a mudança histórica que está tendo um impacto global na cultura e na sociedade. A fé professada em Nicéia abre nossos olhos para a novidade explosiva e duradoura da vinda do Filho de Deus entre nós”, disse o comunicado à imprensa.

Um “dia de estudo” especial sobre o documento acontecerá no dia 20 de maio na Pontifícia Universidade Urbaniana de Roma.(ACI)

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